*          11.1                 amou Salomão muitas mulheres estrangeiras. Se na primeira parte de seu reinado Salomão "amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai" (3.3), mais tarde ele "amou muitas mulheres estrangeiras". Os casamentos diplomáticos entre as dinastias de vários reinos eram comuns no antigo Oriente Próximo, como um meio de ratificar tratados, mas a multiplicação de esposas régias é algo proibido, em Dt 17.17. Além disso, havia proibições contra casar-se com mulheres estrangeiras nas terras que Israel deveria possuir (Êx 34.16; Dt 7.1-4; Js 23.12,13).

 

*          11.2                 vos perverteriam o coração. Esta expressão alude à advertência que se encontra em Dt 7.4.

 

*          11.4                 como fora o de Davi, seu pai. Davi é consistentemente apresentado como um rei-modelo (3.14; 9.4; 14.8; 15.3; 2Rs 8.19; 22.2). Ele não era perfeito (2Sm 11 e 12; 24.1-15; 1Rs 15.5), mas quando pecava, seu arrependimento era exemplar (2Sm 12.16,17; 24.10-17). A devoção de Davi a Deus não tinha paralelo.

 

*          11.5                 Astarote. Essa era a deusa fenícia do amor e da fertilidade, que os gregos chamavam de Astarte (cf. Jz 2.13; 2Rs 23.13).

 

Milcom. Também chamado Moloque (referência lateral). Ele era o deus nacional dos amonitas.

 

*          11.6                 fez Salomão o que era mau. Os muitos pecados de Salomão violavam princípios fundamentais da religião dos israelitas: a multiplicação de esposas (v. 1, nota), a adoração a outros deuses (Êx 20.3,5) a edificação de santuários para deuses estrangeiros (vs. 7,8; Êx 20.4).

 

*          11.7                 Camos. Esse era o deus nacional dos moabitas (2Rs 3.26,27). Ver "Sincretismo e Idolatria", em Os 2.13.

 

*          11.10   a outros deuses. Ver 3.14; 9.6-9.

 

*          11.11   tirarei de ti este reino. Ver os vs. 29-39.

 

*          11.12   não o farei nos teus dias. O grande amor de Deus por Davi levou-o a abrandar seu julgamento sobre Salomão em dois aspectos: primeiro, Deus adiou a divisão do reino até que o filho de Salomão começasse a reinar; e segundo, Deus não removeu o reino inteiro da dinastia davídica (v. 13).

 

*          11.13   uma tribo. Provavelmente devemos pensar em Judá (12.20; 2Rs 17.18). Se Judá já estava subentendida, sem ter sido mencionada, outra tribo é indicada aqui, tal como Benjamim (12.21), ou Simeão.

 

por amor de Jerusalém. Jerusalém era a cidade escolhida por Deus, o local do santuário central de Israel, antecipado em Deuteronômio 12 e construído por Salomão. Jerusalém é um símbolo central do amor de Deus por seu povo e a comunhão entre Deus e seu povo por toda a Bíblia (Sl 68.29; 122.2-6; 135.21; 137.5-7; Is 62.1; Dn 9.25; Ap 3.12 e 21.2,10).

 

*          11.15   estando Davi em Edom. Ver 2Sm 8.14. Uma vitória anterior de Joabe foi revertida, pois Hadade voltou de seu exílio no Egito e se rebelou com sucesso contra Salomão (v. 25).

 

*          11.18   de Midiã. Os midianitas viviam a leste de Moabe e Edom.

 

Parã. Essa área ficava na península do Sinai, a sudeste de Cades.

 

deu a Hadade uma casa. Tendo percebido o poder emergente de Davi, Faraó estava disposto a abrigar os inimigos de Davi, na esperança de que, algum dia, eles poderiam reduzir o poder de Israel (v. 21). Os tratados antigos proibiam prover asilo a rebeldes políticos.

 

*          11.22   deixa-me ir. Após a morte de Davi, Hadade quis retornar à sua própria terra, a despeito das objeções de Faraó, provavelmente porque ele queria liberá-la do domínio israelita (v. 25).

 

*          11.23   outro adversário. Anteriormente, Salomão podia jactar-se de que em seu reino não havia "nem inimigo, nem adversidade alguma" (5.4). Mas agora Deus o afligia com uma sucessão de inimigos.

 

Hadadezer, rei de Zobá. Quanto à conquista por Davi de Hadadezer e da Síria, ver 2Sm 8.3-6; 10.15-19.

 

*          11.24   Damasco. De sua base em Damasco, Rezom persistentemente causava dificuldades a Salomão.

 

*          11.26-43         Jeroboão se rebela contra Salomão e escapa para o Egito, até à morte de Salomão.

 

*          11.26   Jeroboão, filho de Nebate... levantou a mão contra o rei. Ao passo que Hadade e Rezom eram inimigos externos levantados por Deus, Jeroboão, um efraimita, foi um adversário interno.

 

Zeredá. A quase 34 km de Jope, no território de Efraim.

 

*          11.27   a Milo. Ver nota em 9.15.

 

*          11.28   sobre todo o trabalho forçado da casa de José. Jeroboão estava encarregado dos trabalhadores que Salomão convocara das tribos de Efraim e Manassés (5.13-16) e estava bem consciente acerca do ressentimento que essas duas tribos sentiam contra Salomão (12.4).

 

*          11.29   silonita. Siló era em Efraim, a cerca de 19 km a leste de Zeredá.

 

*          11.30   rasgou-a em doze pedaços. Aías realizou um ato simbólico, ou seja, encenou uma parábola. Esses atos pitorescos dramatizam a realidade da palavra falada e das intervenções de Deus na história (cf. 22.11; Is 20; Jr 13.1-11). Nesse caso, os pedaços rasgados da veste de Aías ilustram a iminente divisão do reino.

 

*          11.31   Toma dez pedaços. Em nome do Senhor, Aías convocou Jeroboão para que tomasse dez dos doze pedaços, que simbolizavam as dez tribos do norte, sobre as quais, em muito breve, Jeroboão tornar-se-ia o rei. Assim como no caso das rebeliões anteriores de Hadade e Rezom, a insurreição de Jeroboão foi um julgamento divino contra Salomão.

 

*          11.32   uma tribo. Ver nota no v. 13.

 

*          11.34   Fá-lo-ei príncipe. Ver nota no v. 12.

 

*          11.35   da mão do seu filho. Ou seja, do sucessor de Salomão, Roboão (12.1-24).

 

*          11.36 para que Davi, meu servo, tenha sempre uma lâmpada. A metáfora de uma lâmpada significa a permanência da dinastia davídica na cidade de Jerusalém (15.4; 2Sm 21.17; 2Rs 8.19; 2Cr 21.7; Sl 132.17).

 

*          11.37   sobre tudo o que desejar a tua alma. Uma promessa semelhante foi dada a Davi (2Sm 3.21).

 

rei sobre Israel. Ou seja, sobre as dez tribos do norte. Durante o período do reino dividido, o termo "Israel", na maior parte das vezes designa essas dez tribos. E "Judá" denota o domínio ainda governado pelos descendentes de Davi.

 

*          11.38   Se ouvires tudo o que eu te ordenar. Jeroboão seria sujeitado às mesmas estipulações da aliança que operaram nos casos de Saul, Davi e Salomão (2.3,4 e notas).

 

eu serei contigo. Essas palavras servem como segurança da presença e sustentação de Deus (Dt 31.8; Jz 2.18; 6.12,16; 1Sm 3.19; 2Sm 5.10 e 7.9). Aías espera que Jeroboão seja mais leal do que fora Salomão.

 

*          11.39   todavia, não para sempre. Essa frase antevê restauração do poder davídico. Tal restauração foi tentada por Josias, rei de Judá, mas ele não pôde completá-la (2Rs 22,23). Os profetas também anteviam uma renovação do governo davídico (Jr 30.9; Ez 34.23; 37.15-28; Os 3.5; Am 9.11). Essas esperanças se cumpriram em Jesus Cristo, o Messias (Mt 1.1; Mc 1.1).

 

*          11.40   Sisaque. Sisaque foi o primeiro rei sobre a vigésima segunda dinastia egípcia e governou de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25,26). Salomão casou-se com a filha de um Faraó da vigésima primeira dinastia (3.1, nota).

 

*          11.41   livro da história de Salomão? Essa foi uma das fontes informativas (não mais existente) usada pelo autor de 1 e 2 Reis. Outras fontes informativas oficiais são mencionadas em 14.19 e 29.

 

*          11.42   quarenta anos. Aproximadamente de 970 a 930 a.C.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

sergiovalentin