*          12.1-24           A recusa do rei Roboão em atender a petição do povo para aliviar a carga que pesava sobre eles, acendeu a vontade de secessão por parte das tribos do norte. Desse momento em diante, o reino do norte usualmente é referido como Israel, enquanto que o reino do sul normalmente como Judá.

 

*          12.1                 Siquém. Esse importante centro israelita, associado com a renovação da aliança com o Senhor (Js 24.1-33) ficava no norte do território de Efraim, a 48 km ao norte de Jerusalém.

 

para o fazer rei. Roboão viajou para Siquém para se tornar rei por aclamação (ver 1Sm 11.15 e o pacto que as dez tribos do norte fizeram com Davi em 2Sm 5.1-3). No caso, as tribos do norte não aceitaram Roboão.

 

*          12.2                 Tendo Jeroboão... ouvido isso. Ou seja, sobre a morte de Salomão (11.43).

 

*          12.4                 Teu pai fez pesado o nosso jugo. A palavra "jugo" é caracteristicamente usada para indicar a opressão dos israelitas por governantes estrangeiros (Lv 26.13; Dt 28.48; Is 9.4; 10.27; 14.25; Jr 27.8,11; Ez 34.27). O uso dessa palavra aqui é uma acusação a Salomão por haver imposto severo trabalho sobre o seu próprio povo (5.13; 9.22; 11.28 e notas).

 

*          12.6                 os homens idosos. Esses conselheiros idosos e experientes estavam inteirados acerca das tradições de Israel e compreendiam como a monarquia havia afetado as vidas dos israelitas comuns.

 

*          12.7                 Se, hoje, te tornares servo. Embora lhe tivessem confiado o poder, o rei israelita devia estabelecer a justiça e servir tanto a Deus quanto ao seu povo (Dt 17.14-20; Sl 72).

 

*          12.8                 os jovens. Esses jovens conselheiros, assim como o próprio Roboão, tinham crescido na corte real. Aparentemente eles pensavam que os privilégios de Roboão eram inalienáveis como aqueles de um monarca oriental.

 

*          12.10   Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. Essas palavras constituem-se numa jactância arrogante e imprudente sobre quão mais opressivo seria o jugo de Roboão do que tinha sido o jugo de Salomão, seu pai (v. 11).

 

*          12.15   do SENHOR. O autor sagrado não menciona a atuação de Deus, visando desculpar a insensatez de Roboão. Deus estava usando as ações mal orientadas de Roboão como um instrumento para cumprir a profecia de Aías (11.31-39).

 

*          12.16   Cuida, agora, da tua casa, ó Davi. As tribos do norte separaram-se de Judá e da autoridade dos descendentes de Davi. Quanto a uma expressão de escárnio idêntica contra o próprio Davi, ver 2Sm 20.1.

 

*          12.17   filhos de Israel. Ou seja, membros das tribos do norte que se tinham estabelecido no sul.

 

*          12.18   Adorão. Sem nenhuma sabedoria, Roboão enviou o chefe dos trabalhos forçados para abafar o levante (4.6 e 5.14, onde Adorão é tido por "Adonirão").

 

todo o Israel. Ou seja, representantes das tribos do norte (12.1).

 

*          12.19   até ao dia de hoje. Ver 8.8 e nota.

 

*          12.20   para a congregação. Jeroboão não parece haver desempenhado um papel ativo na assembléia de Siquém. Mas uma vez que ele se tornou rei, passou a governar as questões israelitas (vs. 25-33).

 

*          12.22   homem de Deus. A expressão comum "homem de Deus" designa um profeta (1Sm 2.27; 1Rs 13.1; 2Rs 4.7).

 

*          12.23   ao resto do povo. Provavelmente uma referência aos membros das tribos do norte que se tinham estabelecido em Judá (v. 17).

 

*          12.24   volte para a sua casa, porque eu é que fiz isto. O profeta Semaías reafirmou o que o profeta Aías tinha declarado antes (11.29-39); a divisão do reino ocorre pela vontade de Deus. A existência de dois reinos é ordenada por Deus, e cada um agora tem a oportunidade de comprovar sua lealdade à aliança.

 

*          12.25-33         No esforço por segurar a lealdade dos seus súditos, Jeroboão fez os bezerros de ouro de Betel e Dã e instituiu um sistema alternativo de adoração para Israel.

 

*          12.25   Penuel. Jeroboão consolidou seu governo fortificando as cidades de Siquém e Penuel, duas cidades críticas ao longo do rio Jaboque.

 

*          12.27   Se este povo subir para fazer sacrifícios. Jeroboão teme que a unidade religiosa entre o norte e o sul pudesse levar também ao retorno da unidade política.

 

*          12.28   dois bezerros de ouro. Os cananeus, caracteristicamente, retratavam seus deuses de pé sobre touros, novilhas ou outros animais. Provavelmente, Jeroboão provavelmente preparou seus bezerros de ouro como uma espécie de plataforma de trono para Deus, e não como imagens do Senhor. Não obstante, sua inovação foi um convite para que as práticas religiosas cananéias entrassem no reino do norte (cf. Êx 32.4).

 

*          12.29   Betel... Dã. Esses locais eram os extremos sul e norte do reino de Jeroboão. Betel (lit., "casa de Deus") era um centro histórico de adoração dos israelitas (Gn 12.8; 28.11-19; 35.6,7; Jz 20.26-28; 1Sm 7.16).

 

*          12.30   isso se tornou em pecado. O estabelecimento de centros religiosos nacionais em competição com aquele existente em Jerusalém é repetidamente referido nos livros dos Reis como o pecado de Jeroboão (13.34; 14.16; 15.26,30; 16.2; 2Rs 3.3; 10.29; 13.2 e 17.22). Infelizmente, cada um dos reis do norte seguiu a vereda aberta por Jeroboão. Nenhum deles tentou instituir uma reforma completa. Sem qualquer oposição resoluta contra o pecado de Jeroboão, essa atitude trouxe a deterioração e a extinção de Israel (2Rs 17.22,23).

 

*          12.31   santuários nos altos. Ver nota em 3.2. Ao promover a adoração nos lugares altos, Jeroboão introduziu outras inovações no culto por ele criado.

 

dentre o povo, constituiu sacerdotes. Jeroboão criou seu próprio sacerdócio, sem importar-se com as qualificações sacerdotais ou com o fato de não serem da linhagem levítica (Dt 18.1-8; Jz 17.10-13).

 

*          12.32   Fez uma festa. Talvez ele tenha imitado a Festa dos Tabernáculos (Lv 23.34; 1Rs 8.2).

 

*          12.33   escolhido a seu bel-prazer. Ou seja, uma festa não sancionada por Deus. Ao instituir seus próprios centros religiosos, suas festividades e seu sacerdócio, Jeroboão desejou, deliberadamente, dissociar a si mesmo e aos seus súditos do templo de Jerusalém e da adoração efetuada ali. Como é claro, isso foi claramente contra o propósito da comissão divina de Jeroboão, conforme se vê descrito em 11.36-39 e 12.15, que exigia uma separação política, mas não uma separação religiosa entre Israel e Judá. A lealdade à aliança (11.38) requer lealdade ao templo estabelecido em honra a Deus, bem como aos seus sacerdotes, festividades e sacrifícios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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