* 19.1 Acabe fez saber a Jezabel. Jezabel
tinha grande poder no governo de Israel (18.4, nota). Juntamente com Acabe, ela
quis punir a Elias por ter matado os profetas de Baal (v. 2).
* 19.2 Façam-me os deuses como lhes
aprouver. O juramento solene de Jezabel invocou uma pena contra ela
mesma se ela deixasse de matar a Elias num período de 24 hs (1.17, nota).
* 19.3 Berseba. No
território ao sul de Judá, a 209 km ao sul de Jezreel. Tal como já tinha feito
antes, Elias fugiu para fora das fronteiras do reino do norte (17.3-6,9).
* 19.4 zimbro. Esses
arbustos do deserto crescem até cerca de 2,75 m, e dão alguma sombra.
Basta. Depois de
estabelecer com a ajuda de Deus uma luta titânica contra os profetas de Baal,
na qual se saiu perfeitamente vencedor, Elias ficou desanimado e deprimido.
Embora o Senhor tivesse derrotado a Baal, Elias tornou-se um fugitivo de Acabe
e Jezabel. Por causa da incompatibilidade entre o visível (os defensores de
Baal, que continuavam governando a Israel) e o invisível (a soberania de
Yahweh), Elias quis morrer.
* 19.7 o caminho te será sobremodo
longo. Elias devia viajar por um vasto território até o monte
Horebe (isto é, o monte Sinai), o local original da revelação de Deus a Moisés.
Horebe ficava na Península árida do Sinai, entre Israel e o Egito, mas a
localização exata é desconhecida (Êx 3.1; 17.6; 33.6; Dt 1.2,6,19; 4.10,15).
* 19.11,12 passava o SENHOR. Deus
convoca a Elias para preparar-se para receber uma revelação divina, mais ou
menos da mesma forma como ele preparou Moisés no monte Sinai (Êx 33.30-33;
34.2).
vento... terremoto... fogo. Esses
fenômenos foram indicações da presença de Deus no monte Sinai (Êx 19.18,19;
20.18; 24.17; Dt 4.11,12; 5.22-25), mas Deus não se revelou a Elias através
deles.
um cicio tranqüilo e suave. O Senhor
respondeu a Elias de uma maneira inesperada. Deus estava presente no quase
silêncio. Contrariando as noções de Elias, o silêncio divino não indicava
inatividade divina.
* 19.13 envolveu o rosto. Moisés
foi coberto pela "mão" de Deus antes que ele passasse (Êx 33.20-23),
e Elias cobriu o próprio rosto ao ouvir o "cicio tranqüilo e suave".
Ninguém pode ver a Deus e viver (1Tm 6.16).
* 19.15 unge a Hazael rei sobre a Síria. Embora
fosse comum que os profetas ungissem os reis, era extremamente incomum para
eles ungir reis estrangeiros. O propósito de Deus, nisso, foi usar esse rei de
Damasco para trazer o seu juízo contra a casa de Acabe (2Rs 8.7-15,28,29;
10.32; 12.17,18 e 13.3,22).
* 19.16 a Jeú... ungirás. Jeú era um
comandante militar que serviu tanto a Acabe como ao filho deste, Jorão (2Rs
9.5,6). Por incitação de Elias, Jeú daria início a um completo expurgo da casa
de Acabe (2Rs 9.1—10.17).
Eliseu, filho de Safate. O nome
"Eliseu" significa "Deus é salvação" ou "Deus
salva", sendo uma caracterização apropriada da missão de Eliseu. Existem
muitos paralelos entre o trabalho de Elias e o trabalho de Eliseu. Ambos
obedeceram aos padrões do pacto do Sinai, a despeito da oposição de certos reis
(18.17-46; 21.19-22; 2Rs 3.13; 9.1-10).
* 19.18 sete mil. Elias tinha pensado ser o
único profeta de Yahweh que restava.
toda boca que o não beijou. Ou seja,
sete mil não tinham beijado a imagem de Baal (cf. Os 13.2).
* 19.20 o que fiz contigo. Com essa
declaração elíptica e enigmática, Elias aparentemente permitiu que Eliseu
fizesse uma visita de despedida à sua casa, porquanto o que lhe tinha sucedido
era grandioso, e não perderia seu efeito através de tal demora.
* 19.21 os imolou. Eliseu entregou-se
completamente à sua nova chamada profética, pondo fim à sua antiga maneira de
viver. O chamado de Jesus a seus discípulos foi uma reivindicação abrangente
(Mc 1.16-20; 2.14). A mesma coisa pode ser dita acerca de qualquer um que
queira segui-lo (Mc 8.34-38).
o servia. Eliseu
não começou em pé de igualdade com Elias, mas como seu aprendiz ou ajudante.
Moisés também contou com Josué como seu servo, e o treinou para ser seu
sucessor (Êx 24.13; 33.11).
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