*          22.1                 Três anos. Israel gozou de paz por três anos após a guerra de dois anos entre a Síria e Israel, descrita em 20.1-34. Durante esse período de paz, Hadadezer (Ben-Hadade II), da Síria, Acabe de Israel, e dez outros reis formaram uma coligação para afastar a invasão assíria, liderada por Salmaneser III. Os registros históricos dos assírios relatam que na principal batalha dessa campanha, que aconteceu em Qarqar, na Síria, às margens do rio Orontes (853 a.C.), Acabe contribuiu com duzentos carros de guerra e com dez mil soldados. A reivindicação assíria de que os assírios obtiveram uma grande vitória parece ser um exagero, porque os assírios se retiraram e não tentaram invadir novamente a região durante cerca de quatro anos.

 

*          22.2                 Josafá, rei de Judá. Quanto ao seu reinado, ver os vs. 41-50 e 2Rs 3.7-27.

 

*          22.3                 Ramote-Gileade. Localizada a cerca de 32 km a leste do rio Jordão, perto de um tributário ao rio Iarmuque, Ramote-Gileade tornou-se possessão de Israel durante a conquista (Dt 4.43; Js 20.8; cf. 1Rs 4.13) e Acabe achou que era tempo de recuperá-la dos sírios (v. 4).

 

*          22.4                 Serei como tu és. Essa linguagem diplomática significa a concordância de Josafá em unir-se na campanha contra os sírios. Josafá parece ter sido um associado menor nessa coligação, e não um igual com Acabe, pois Acabe lhe determinou o que fazer (v. 30). Visto que anteriormente Judá fora aliado dos sírios contra Israel (15.16-21), esse novo arranjo assinalou uma mudança na política estrangeira tanto de Israel quanto de Judá. Em algum ponto no reinado de Acabe, ele formalizou suas relações com Judá, dando sua filha, Atalia, em casamento a Jeorão, filho do rei de Judá (2Rs 8.18,26). Atalia era uma devotada adoradora de Baal, e esse casamento diplomático introduziu a adoração a Baal patrocinada pelo estado, em Judá, corrompendo-se assim a adoração a Yahweh (2Rs 11).

 

*          22.5                 Consulta primeiro a palavra do SENHOR. Era comum consultar-se a Deus ou seus profetas, antes de iniciar alguma campanha militar importante (1Sm 23.1-4; 2Sm 2.1; 2Rs 3.11; 2Cr 20.3-17).

 

*          22.6                 profetas... quatrocentos homens. Os profetas cujas palavras ficaram registradas nas Escrituras são apenas uma fração do número total de pessoas que se chamavam de profetas naqueles tempos (18.19; 2Rs 3.13; Jr 28). Profetas também eram comuns em outras sociedades do antigo Oriente Próximo. 

 

Eles disseram: Sobe. A maioria dos profetas israelitas anelava por agradar seus patronos, geralmente reis, proferindo lisonjas e mensagens agradáveis (Jr 28.1-4; Am 7.10-13).

 

*          22.7                 Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR. Josafá mostrou-se cético diante desses profetas.

 

*          22.8                 Micaías, filho de Inlá. O nome "Micaías" significa "Quem é como Yahweh?" Ele só aparece neste capítulo.

 

nunca profetiza de mim o que é bom. De acordo com Jeremias, era preciso desconfiar dos profetas que profetizavam com grande otimismo sobre o futuro da nação (Jr 29.8,9).

 

*          22.10   assentados, cada um no seu trono. Acabe e Josafá estavam sentados no lugar onde as decisões judiciais e municipais eram tomadas (Dt 21.19; 25.7; Rt 4.1-12; Am 5.10-15).

 

*          22.11   Zedequias. Esse homem era um dos profetas procurados por Acabe.

 

chifres de ferro. Os chifres representam o poder (Dt 33.17; Zc 1.18-21). Quanto aos atos simbólicos dos profetas, ver 11.30, nota.

 

*          22.14   Tão certo como vive o SENHOR. Um juramento convencional (1.17, nota).

 

o que o SENHOR me disser, isso falarei. Mesmo que ele desejasse dizer algo diferente, Micaías só podia falar a palavra do Senhor.

 

*          22.15   Sobe e triunfarás. Micaías estava sendo sarcástico, e Acabe sabia disso.

 

*          22.17   Vi todo o Israel disperso. Micaías retrata os exércitos de Israel derrotados e sem líderes como estando em um estado de anarquia.

 

que não têm pastor. O termo "pastor" pode referir-se a um rei (Zc 13.7). Micaías não identificou que pastor seria este.

 

*          22.22   Sairei e serei espírito mentiroso. Um dos seres celestiais cumpriu os desejos de Deus usando os quatrocentos profetas como o meio de reforçar uma falsa sensação de segurança no coração de Acabe (1Sm 16.14-16; Jó 1.6-8,12; Jr 14.14-16; 23.16,26; Ez 14.9 e Gl 1.6-9).

 

*          22.25   de câmara em câmara. Quando a batalha tivesse terminado, Zedequias seria envergonhado e buscaria refúgio.

 

*          22.28   Se voltares em paz. A despeito da vontade de Acabe, a profecia permaneceria de pé.

 

*          22.30   Eu me disfarçarei. O disfarce de Acabe indica que ele temeu as palavras de Micaías.

 

as tuas vestes. Cinicamente, Acabe convidou Josafá a ficar vestido em suas vestes reais, esperando que se algum rei tivesse que ser morto em batalha (v. 17), esse rei deveria ser Josafá.

 

*          22.31   Não pelejareis nem contra pequeno nem contra grande. Neutralizar o líder de um exército contrário era algo decisivo, porque, uma vez morto esse líder, o exército dele entraria em colapso.

 

*          22.38   os cães lamberam o sangue do rei. Esse ato dos cães foi um cumprimento parcial da profecia de Elias em 21.19 (cf. 2Rs 9.25,26).

 

as prostitutas banharam-se nestas águas. Provavelmente a referência é à prostituição cultual, efetuada no templo de Baal; mas ver referência lateral.

 

*          22.39   casa de marfim que construiu. As escavações arqueológicas em Samaria descobriram casas construídas com marfim decorativo que datam desse período. Tal extravagância foi ironizada por Amós (Am 3.15).

 

cidades que edificou. As escavações arqueológicas revelam que Samaria e Megido foram refortificadas durante esse período.

 

livro da História dos Reis de Israel? Ver nota em 11.41.

 

*          22.40   Acazias. Quanto ao reinado de Acazias, ver os vs. 51-53 e
2 Reis 1.

 

*          22.41   no quarto ano. Se Josafá foi co-regente com seu pai Asa, por três anos, conforme alguns eruditos acreditam, o quarto ano seria 869 a.C., e se referia ao começo de seu reinado independente.

 

*          22.42   vinte e cinco anos reinou. Isto é, entre 872 e 848 a.C.

 

*          22.43   fez o que era reto perante o SENHOR. Josafá foi um dos reis do reino do sul, Judá, que o autor sagrado dos livros dos Reis retrata sob uma luz positiva.

 

Todavia, os altos não se tiraram. Ver nota em 3.2.

 

*          22.44   Josafá viveu em paz com o rei de Israel. Embora os primeiros anos do reino dividido fossem assinalados por guerras intermitentes, o tratado entre Josafá e Acabe foi o começo de um período de relações pacíficas entre Judá e Israel (cf. 2Rs 8.18,26).

 

*          22.45   como guerreou. Ver 2Rs 3.7-27; 2Cr 17.11; 20.

 

livro da História dos Reis de Judá? Ver nota em 11.41.

 

*          22.46   prostitutos-cultuais. Ver nota em 14.24.

 

*          22.47   reinava um governador. "Não havia rei em Edom", pois, com toda a probabilidade, Edom era um vassalo de Judá. O rei de Judá, era quem decidia quem governaria Edom (2Rs 8.20-22).

 

*          22.48   navios de Társis. Josafá, tal como fizera Salomão antes dele, quis estabelecer uma marinha sua, com base em Eziom Geber (1Rs 9.26-28; 10.22; 2Cr 20.35-37).

 

Ofir. Ver nota em 9.28.

 

*          22.49   Acazias, filho de Acabe. Ver 1Rs 22.51; 2Rs 1.18.

 

Vão os meus servos embarcados com os teus. Ver 2Cr 20.35-37.

 

*          22.51   reinou dois anos. Ou seja, entre 853 e 852 a.C.

 

*          22.52   seu pai... sua mãe. Ou seja, Acabe e Jezabel (1Rs 16.29-34).

 

nos caminhos de Jeroboão. Ver nota em 12.30.

 

*          22.53   Ele serviu a Baal, e o adorou. A adoração a Baal, introduzida e apoiada por Acabe e Jezabel, foi perpetuada por seu filho (16.31, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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