*          3.1                   Salomão aparentou-se com Faraó. O nome do Faraó, aqui mencionado, não é conhecido, mas pode ser um dos últimos monarcas da vigésima primeira dinastia egípcia. Esse casamento político confirma a proeminência internacional de Israel durante o período da monarquia unida.

 

*          3.2                   oferecia sacrifícios sobre os altos. Quando os israelitas entraram na terra de Canaã, eles deveriam destruir todos os santuários dos altos dos cananeus (Nm 33.52; Dt 7.5; 12.3). No entanto, preferiram edificar seus próprios centros de adoração em locais divinamente aprovados (ver Êx 20.24; Jz 6.24; 13.19; 1Sm 7.17; 9.12,13). A adoração nesses locais era aceitável pelo Senhor, até que o santuário central, considerado longamente em Deuteronômio 12 fosse edificado.

 

*          3.3                   preceitos. Estão em foco as estipulações da aliança mosaica (2.3, nota).

 

porém. O autor sagrado retornará mais adiante a essa exceção, durante o reinado de Salomão (11.1-13). E mesmo depois que o templo havia sido edificado, Salomão continuou a adorar indiscriminadamente nos altos.

 

*          3.4                   o alto maior. Os livros de Crônicas dizem que o tabernáculo de Moisés e o antigo altar de bronze estavam localizados em Gibeão (ver 1Cr 21.29; 2Cr 1.2-6).

 

holocaustos. Serviam como ações de graça e como expiação; os holocaustos eram o tipo mais comum de oferendas. O animal sacrificado era queimado completamente, excetuando o couro, que ficava com o sacerdote (Lv 7.8).

 

*          3.5                   sonhos. Esse sonho estabeleceu o pano de fundo para o primeiro grande período do governo de Salomão como rei. Quanto aos sonhos como veículos de revelação na Bíblia, ver Gn 26.24; 28.12; 31.11; 46.2; Nm 12.6; Jz 7.13; Dn 2.4; 7.1; Mt 1.20; 2.12,19,22.

 

*          3.7                   criança. Quando subiu ao trono, Salomão talvez tivesse vinte anos. Ele era jovem e inexperiente, mas humilde o bastante para reconhecer isso (cf. Jr 1.6).

 

*          3.8                   povo grande. Desde o êxodo do Egito, os israelitas tinham crescido em população ao ponto de se poder ver que as promessas feitas a Abraão (Gn 12.2; 13.16; 22.17,18) e Jacó (Gn 32.12) estavam agora tendo cumprimento. Essa numerosa população apresentava consideráveis desafios ao seu líder.

 

*          3.10                 agradaram ao Senhor. Salomão não pediu os desejos comuns de um monarca oriental: vida longa, riquezas ou a morte de seus inimigos (v. 11).

 

*          3.12                 não houve teu igual. A sabedoria de Salomão não tem comparação na história de Israel (4.29-34; 10.6-9).

 

*          3.14                 Se andares nos meus caminhos... prolongarei os teus dias. Diferente de outros dons divinos, uma vida longa dependia da contínua fidelidade de Salomão a Deus — uma condição que ele falharia em cumprir (11.1-13).

 

*          3.15                 Em gratidão a Deus, Salomão retornou a Jerusalém, ficou diante da arca, o símbolo central da presença de Deus (Êx 37.1-9) e ofereceu holocaustos (v. 4, nota) e sacrifícios pacíficos (Lv 3).

 

*          3.16                 vieram... ao rei. No antigo Oriente Próximo, esperava-se de um rei que ele atendesse causas e apelos especiais (2Sm 14.4-21; 15.1). Dessa maneira, o monarca era diretamente responsável pelo povo.

 

*          3.25                 dai metade a uma e metade a outra. Uma tradição jurídica no antigo Oriente Próximo estipulava que se um juiz não pudesse determinar quem era o legítimo dono de  uma propriedade disputada ele teria que dividi-la em partes iguais entre os dois proprietários (cf. Êx 21.35). A aplicação dessa tradição, neste caso, foi brilhante.

 

*          3.28                 tiveram profundo respeito ao rei. O governo de Salomão demonstrou que Deus realmente lhe havia dado "sabedoria... para administrar justiça" (cf. v. 11; Pv 16.10).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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