*          6.1                   No ano quatrocentos e oitenta. A cronologia observada pelo autor sagrado reflete quão momentosa foi a construção do templo para a vida da nação de Israel com Deus. A construção do templo, nos dias de Salomão, foi a culminação de uma longa série de eventos que começou com o livramento do Egito.

 

no ano quarto do seu reinado. Aproximadamente 966 a.C., o que coloca o êxodo do Egito no ano de 1446 a.C. Alguns eruditos acreditam que o êxodo tenha ocorrido no século XIII a.C. Eles compreendem os 480 anos, referidos neste versículo, de uma dentre duas maneiras. Alguns tomam essa cifra como um número figurado que representa doze gerações de quarenta anos cada. Outros, à base do costume antigo, que prevalecia no Oriente Próximo, argumentam que a figura é o total de uma seqüência de períodos, alguns dos quais se coincidiam.

 

*          6.2                   A casa... ao SENHOR. Há várias similaridades entre o tabernáculo e o templo, embora o templo tivesse o dobro das dimensões do tabernáculo (Êx 26.15-30; 36.20-34). Ambas as construções eram divididas em três seções principais: um vestíbulo, um santuário (o Lugar Santo) e o santuário interior (o Santo dos Santos). Essa estrutura em três partes era comum em outros templos do antigo Oriente Próximo. Mas o santuário de Israel diferia radicalmente dos santuários pagãos porquanto não havia ali ídolos. No seu centro estava a arca da aliança que continha os Dez Mandamentos, a vontade moral de Deus que ordenava a vida de Israel (Dt 10.4,5; 1Rs 8.6-9).

 

*          6.4       janelas de fasquias fixas superpostas. Largas pelo lado interior da parede, essas janelas iam diminuindo gradualmente, até formarem uma pequena abertura na parede externa.

 

*          6.5                   câmaras. Essas câmaras ou pequenas salas rodeavam o Santo dos Santos e o Lugar Santo, mas não o vestíbulo. Eram usadas como armazéns.

 

*          6.6                   O andar de baixo. A altura total dos três andares das salas laterais não era tão alta quanto à do próprio templo.

 

*          6.8                   porta da câmara do meio. Ou seja, das câmaras laterais (ver referência lateral).

 

*          6.11                 veio a palavra do SENHOR a Salomão. Mui caracteristicamente, o Senhor falou a Salomão, não através de outros profetas, mas como a um profeta (3.5,11-14; 9.2-9; 11.11-13).

 

*          6.12                 se andares nos meus estatutos. Fazendo referência especial à construção do templo, Deus relembrou a Salomão que as promessas feitas a Davi requeriam fidelidade à aliança por parte de Salomão (2.3,4 e notas).

 

*          6.13                 não desampararei o meu povo. A existência do templo não garantia, por si mesma, a presença de Deus com Israel. A lealdade à Torá (lei mosaica) era a questão fundamental no relacionamento do povo de Israel com Deus (2.3, nota e 9.6-9).

 

*          6.16                 santuário... o Santo dos Santos. O Santo dos Santos, um cubo perfeito com cerca de 9,15 m de lado (v. 20), era a área mais sagrada do templo. Era ali que ficava a arca da Aliança (v. 19) e os dois querubins. Somente o sumo sacerdote tinha o direito de penetrar ali, e mesmo assim somente uma vez por ano, no Dia da Expiação (no hebraico, Yom Kippur; Lv 16; 23.26-32; Nm 29.7-11). O tabernáculo também tinha "um Santo dos Santos" (ver Êx 26.33; cf. Hb 9.12,14).

 

*          6.19                 a arca da Aliança do SENHOR. Sendo o símbolo central da comunhão dos israelitas com Deus, a arca continha as duas tábuas da aliança mosaica (Êx 25.21; Dt 9.9).

 

*          6.20                 Cobriu também de ouro. O templo de Jerusalém era belo e caríssimo. Em sua glória e beleza, esse templo terrestre era um símbolo do templo celestial de Deus (1Rs 8.36,39; Hb 9.11).

 

*          6.22                 altar que estava diante do Santo dos Santos. Provavelmente esse era um altar de incenso (7.48; Êx 30.1,6; 37.25-28; Hb 9.4).

 

*          6.23                 dois querubins. Eram representações de criaturas aladas, dotadas de rostos humanos (cf. Gn 3.24; Ez 41.18,19). Os dois querubins estavam postados como guardiães em cada extremidade da arca da Aliança (8.6,7; 2Cr 3.10-13). As pontas de suas asas estendidas chegavam a quase 5 m, ou seja, metade da altura do próprio Santo dos Santos (v. 16). No antigo Oriente Próximo, os reis eram, algumas vezes, retratados como sentados em um trono apoiado em querubins. Os querubins no templo podem ter representado a entronização simbólica de Deus no Santo dos Santos. Deus estava presente com o seu povo e estava associado, de maneira especial, com esse lugar de adoração (1Sm 4.4; 6.2; 1Rs 8.10-13; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1).

 

*          6.29                 palmeiras e flores abertas. Uma figura que fazia lembrar o jardim do Éden, no segundo capítulo de Gênesis. Embora nossos primeiros ancestrais tenham sido expulsos do paraíso por causa de sua rebelião contra Deus (Gn 3.24), e nós compartilhemos da expulsão deles, a comunhão com o Senhor continua possível, através da sua graça.

 

*          6.36                 o átrio interior. Parte do átrio exterior que circundava o templo, onde estavam situados o grande altar e o mar de fundição (cf. 7.23-26). O acesso a essa área mais próxima do próprio templo pode ter sido restringida aos sacerdotes (2Cr 4.9).

 

três ordens. Cada camada de pedras era separada por uma camada de vigas de cedro (cf. Ed 6.4). Construções semelhantes tem sido desenterradas em Megido.

 

*          6.38                 sete anos. Foram necessários sete anos para Salomão edificar o templo, ao mesmo tempo em que, para construir o seu palácio, ele precisou de treze anos (7.1).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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