*          8.1                   os anciãos de Israel. Líderes principais que estavam encarregados do governo local e da justiça, ao longo da história do Antigo Testamento (Êx 18.13-26; Nm 11.16-30; Jz 21.16-24; 1Sm 8.1-9).

 

Cidade de Davi, que é Sião. A parte mais antiga da cidade de Jerusalém ficava ao sul do templo. Davi tinha antes trazido a arca da casa de Obede-Edom para Sião (2Sm 6.1-19).

 

*          8.2                   festa. Ao que tudo indica, Salomão esperou onze meses para dedicar o templo (6.38), a fim de que a cerimônia pudesse fazer parte da Festa dos Tabernáculos, no Ano Novo, que era comemorada ao sétimo mês (Lv 23.34; Dt 16.13-15).

 

*          8.4                   tenda da congregação. O tabernáculo, juntamente com todos os seus móveis e utensílios, foi trazido presumivelmente de Gibeão (3.4, nota), pelos sacerdotes e pelos levitas.

 

*          8.6                   debaixo das asas dos querubins. Ver nota em 6.23.

 

*          8.8                   até ao dia de hoje. Declarações como esta (9.13,21; 10.12; 12.19) foram escritas da perspectiva de um escritor que viveu antes da destruição do templo (586 a.C.). Ver Introdução: Autor.

 

*          8.9                   as duas tábuas de pedra. A cópia da aliança (cf. o v. 21; Êx 25.16,21; 40.20).

 

Horebe. Seguindo o padrão estabelecido no Deuteronômio, os escritores da história deuteronômica chamam o local onde a aliança foi estabelecida de "monte Horebe", e não de "monte Sinai". O nome "Horebe" foi usado onze vezes no livro de Deuteronômio (cf. Dt 5.2) e duas vezes na história (aqui e em 19.8). "Sinai" ocorre apenas uma vez em cada um (Dt 33.2 e Jz 5.5).

 

*          8.10                 uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. Depois do êxodo do Egito, Deus liderou o seu povo pelo deserto, mediante uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite (Êx 13.21; 40.36-38). No monte Sinai, Deus revelou-se por meio de uma nuvem (Êx 19.9; 24.15-18). Quando o tabernáculo foi levantado, Deus o cobriu com a nuvem de sua glória (Êx 40.34,35; cf. Lv 16.2). Neste incidente, Deus mostrou a sua aprovação ao santuário recém-construído.

 

*          8.12                 habitaria em trevas espessas. Ninguém pode ver Deus Pai e viver, mas Deus pode revelar-se e manifestar o seu amor para com o seu povo por meios indiretos (v. 10 e nota).

 

*          8.13                 lugar para a tua eterna habitação. O templo, como um lugar divinamente sancionado para as orações e os sacrifícios, era um sinal especial da presença de Deus entre o seu povo (Sl 76.2; 132.13,14; Is 8.18; Am 1.2).

 

*          8.22                 estendeu as mãos. Esse gesto era uma atitude de oração (Êx 9.29; Is 1.15; 1Tm 2.8).

 

*          8.23                 não há Deus como tu. A natureza incomparável de Deus é um tema proeminente através de toda a Escritura (Êx 15.11; Dt 4.39; Sl 86.8; Mc 12.29; Ef 4.6; Ap 19.6). A fidelidade de Deus não é algo temporário (3.6; 8.16; Dt 7.9,12; Sl 52.8; Hb 13.8), e nem está o seu poder limitado a um país específico (vs. 41-43; Jonas).

 

*          8.25                 contanto que teus filhos guardem o seu caminho. Salomão repetiu a condição que a sua dinastia continuaria a governar o povo de Israel se os filhos de Davi permanecessem fiéis a Deus (2.3,4; 6.11-13; 9.4-9; 11.11-13).

 

*          8.29                 O meu nome estará ali. Deus tinha prometido que ele estaria presente, de maneira especial, no templo de Jerusalém. Salomão suplica ao Senhor que ouvisse as orações que fossem dirigidas na direção do templo (Dn 6.10; 9.17; Jn 2.4).

 

*          8.31                 que jure. Em certas cessões de julgamento um suspeito poderia ter que fazer um juramento de inocência no santuário a fim de corroborar a sua defesa (Êx 22.7-12; Nm 5.11-31). Salomão pede para que Deus, através de seu envolvimento nas vidas dos suspeitos, condenasse o culpado e declarasse o inocente isento de culpa (v. 32).

 

*          8.33                 por ter pecado contra ti. A derrota a um inimigo não era uma derrota pelo deus do inimigo, mas uma derrota de Israel pelo próprio Deus, devido à infidelidade do povo (Dt 28.25; Js 7; 2Cr 36.15-19; Lm 2.1-8).

 

*          8.34                 faze-o voltar à terra. Não era incomum que o exército e o povo derrotado na guerra fossem deportados para outra terra. Salomão pede que Deus se mostre misericordioso e restaure àqueles que lhe pedirem o perdão.

 

*          8.35                 Quando os céus se cerrarem. Da mesma maneira que Deus dirige a sorte de seu povo na guerra, assim também Deus controla o mundo da natureza. A seca era uma das maldições da aliança (1Rs 17.1; Dt 28.22-24; Am 4.7,8).

 

*          8.37                 fome... doença. Salomão mencionou uma grande variedade de aflições: fome, pestilência, gafanhotos, guerra e doenças, todas elas mencionadas em Deuteronômio 28.

 

*          8.39                 dá a cada um segundo todos os seus caminhos. Salomão roga a Deus para que use de seu conhecimento infinito para estabelecer a justiça entre o seu povo.            

 

*          8.43                 afim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome. Salomão ora aqui que, algum dia, todos os povos entreguem suas vidas a Deus, tal como Israel estava fazendo (cf. Is 56.6-8; Zc 8.23 e Mt 28.19).

 

*          8.44                 Quando o teu povo sair à guerra. Salomão referia-se aqui às atividades militares empreendidas por ordem divina (ver 1Rs 20.13-30; Lv 26.7; Dt 20; 21.10; 1Sm 23.2,4; 2Sm 5.19,24).

 

*          8.46                 não há homem que não peque. Ver " Pecado Original e Depravação Total", em Sl 51.5.

 

os leve cativos. O exílio para longe da Terra Prometida era uma das mais severas maldições do pacto sinaitico (v. 33, nota; Lv 26.33-45; Dt 28.64-68; 30.1-5). O exílio era, igualmente, uma maldição em vários tratados antigos do Oriente Próximo.

 

*          8.50                 perdoa o teu povo. Estando fora da terra de Israel, não significava que as promessas de Deus deixaram de ser operantes (Ne 1.11). Salomão roga a Deus que faça com que os captores dos exilados israelitas mostrem misericórdia para com seus cativos (Sl 106.46).

 

*          8.53                 os separaste. Visto que Deus escolheu especificamente a Israel e os libertou da escravidão no Egito, para que se tornasse sua própria herança especial (Êx 19.3-6; Dt 4.20 e 9.26), Salomão ora para que Deus não se esqueça dessa história de redenção, quando Israel se encontrar em exílio.

 

*          8.56                 SENHOR, que deu repouso ao seu povo. Depois de consideráveis reviravoltas no período do vagar pelo deserto e da conquista, Israel tinha esperado o cumprimento da "boa promessa, que ele havia prometido através de Moisés, seu servo" (5.4, nota; Êx 33.14; Dt 12.10). No Novo Testamento, os crentes são exortados a fazer todo esforço para entrarem no descanso de Deus (Hb 4.11; cf. Ap 14.13).

 

*          8.60                 não há outro. Os chamados deuses que os povos adoram são fictícios; o único Deus real é o Deus de Israel (cf. Dt 4.35).

 

*          8.63                 vinte e dois mil bois. No decurso de catorze dias de festividades dedicatórias, Salomão e a grande multidão presente em Jerusalém ofereceram um número incrível de sacrifícios, muito mais do que aquele apresentado durante a dedicação comparativamente mais modesta do segundo templo (Ed 6.16-18).

 

*          8.64                 ofertas. Quanto aos holocaustos, ver nota em 3.4. Ofertas de cereais com freqüência acompanhavam os sacrifícios de animais (Lv 2; 7.11-14; 8.26; 9.4; 14.20; Nm 15.1-10), e eram indicações de gratidão e louvor dos adoradores. Quanto a ofertas pacíficas ver Levítico 3.

 

o altar de bronze. Esse altar, onde os sacrifícios eram queimados, estava localizado defronte do templo (vs. 22, 54), e era diferente do altar do incenso, dentro do templo (6.22, nota).

 

*          8.65                 a entrada de Hamate. Essa área, perto do limite norte do território controlado por Israel, estava localizada a cerca de 32 km ao sul de Cades, às margens do rio Orontes (Js 13.5; 2Rs 14.25).

 

rio do Egito. Provavelmente o mesmo que o Vádi El-Arish, no norte da península do Sinai. Pessoas provenientes do reino inteiro de Salomão estiveram presentes a essas festividades (4.21).

 

*          8.66                 todo o bem que o SENHOR fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo. Graciosamente, Deus cumpriu sua promessa a Davi de que um de seus descendentes edificaria o templo que ele tinha desejado edificar (2Sm 7.1-16). Deus também dera a Israel um santuário central (Dt 12), bem como descanso de seus inimigos (1Rs 5.4).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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