* 9.3 santifiquei. Deus
santificou o templo, fazendo-se presente de maneira especial (8.10-13,29).
* 9.4 Se andares. A atenção
muda para a conduta de Salomão e dos futuros reis de Israel. Conforme foi dito
anteriormente (2.3,4 e notas; 8.25), o futuro domínio dos descendentes de Davi
sobre Israel dependia de sua fidelidade à Torá.
* 9.7 eliminarei. A presença
do templo não servia de garantia imutável contra as conseqüências de uma
infidelidade prolongada à aliança (6.13, nota). As maldições do pacto entrariam
em efeito se o rei e o povo de Israel se mostrassem infiéis (Dt 28.37 e Jr
19.8).
* 9.9 deixaram. Outros
povos haveriam de compreender a causa do incomum espetáculo de Deus destruindo
seu próprio templo e exilando o seu povo (Dt 29.24-28).
* 9.10—10.29 Esta seção ressalta a glória de Salomão ao
mencionar seus projetos de construção (9.10-28), a sua fama (10.1-13) e as suas
imensas riquezas materiais (10.14-29).
* 9.10 Ao fim de vinte anos. Tendo em
vista as notas cronológicas anteriores (6.1,37,38; 7.1), isso seria em torno de
946 a.C.
* 9.11 este lhe deu vinte cidades. Embora
Salomão e Hirão tivessem assinado um tratado anterior (5.1-12), parece que
agora Salomão estava com dificuldades financeiras. Em troca de Hirão ter
enviado 120 talentos (quatro toneladas e meia) de ouro (v. 14), Salomão
concedeu a Hirão o uso de vinte cidades na Galiléia (cf. 2Cr 8.2 e nota).
* 9.14 cento e vinte talentos de ouro. À primeira
vista, isso parece como uma imensa quantidade de ouro. No entanto, o ouro que
Salomão recebeu de Hirão não foi tanto quanto os 150 talentos de ouro que
Tiglate-Pileser III, da Assíria, afirmou ter recebido de Tiro em cerca de 730
a.C.
* 9.15 Milo. Conforme a
cidade de Jerusalém foi se expandindo para o norte, ao longo da cadeia de Ofel,
tornou-se necessário fazer obras de terraplanagem para servir de fortificação
para a cidade. O "Milo" (lit., "enchimento") aparentemente
foi uma estrutura dessas, construída a leste do palácio para preencher uma
depressão (cf. o v. 24; 11.27; 2Sm 5.9; 2Rs 12.20; 2Cr 32.5).
Hazor... Megido... Gezer. Essas
cidades estavam estrategicamente localizadas ao longo das maiores rotas
comerciais. Hazor ficava a 16 km ao norte do mar de Quinerete (Galiléia);
Megido ficava na entrada do vale de Jezreel, em uma passagem estratégica
através da cordilheira do Carmelo. E Gezer ficava a 32 km a oeste de Jerusalém.
As escavações arqueológicas revelaram idênticos portões salomônicos em cada um
desses locais. Ao fortificar esses três locais, Salomão consolidou o seu
controle sobre o comércio.
* 9.16 Faraó... subira e tomara a
Gezer. Gezer tinha permanecido nas mãos dos cananeus, apesar da
conquista dos israelitas (Js 16.10; Jz 1.29). Faraó capturou Gezer, talvez dos
filisteus. Visto que o Egito e Israel tinham um tratado (3.1), era do interesse
de ambos os países que Gezer não ficasse em mãos hostis.
* 9.17 Bete-Horom, a baixa. A 16,5 km
de Jerusalém (cf. Js 16.3), ao pé da passagem estratégica que controlava o
acesso às terras altas da Judéia.
* 9.18 Baalate. A quase 13
km a nordeste de Asdode, perto da costa do mar Mediterrâneo (cf. Js 19.44).
Tadmor. Provavelmente a mesma cidade
também chamada Tamar, a quase 26 km a sudoeste do mar Morto (Jz 1.16). Tamar
significa "palmeira". Ez 47.19; 48.28.
* 9.20 dos amorreus, heteus, ferezeus,
heveus e jebuseus. Quando Israel entrou na terra de Canaã, eles
deveriam destruir completamente as nações que ocupavam a região (Dt 7.1; 20.17;
Js 3.10; 9.1). Os israelitas, porém, não fizeram isso de qualquer maneira
sistemática (Js 16.10; Jz 1—2; 3.5) e a política de Salomão era a de recrutar
os descendentes desses povos de modo permanente (v. 21).
* 9.22 não fez Salomão escravo algum. Salomão
recrutava permanentemente povos estrangeiros que viviam dentro do território de
Israel, mas os trabalhadores de Israel que ele convocava serviam por períodos
fixos de tempo (5.13, nota; 12.4, nota).
* 9.26 Eziom-Geber. Para não
depender das marinhas mercantes e dos portos de outras nações, Salomão
construiu navios em Eziom-Geber, seu próprio porto. Para Israel isso foi um
empreendimento novo, e Salomão valeu-se da ajuda de seu aliado, Hirão, rei de
Tiro, que supriu marinheiros para acompanhar os marinheiros de Salomão (v. 27).
mar Vermelho. Ou seja,
no golfo de Áqaba (Jr 49.20,21).
* 9.28 Ofir. A
localização de Ofir é debatida (Jó 28.16; Sl 45.9; Is 13.12). As sugestões
incluem a parte ocidental da Arábia, o Chifre da África, e a Índia.
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