* 11.1 Naás, amonita. Os amonitas, descendentes de Ló, eram um povo
semítico (Gn 19.38; Dt 2.19) cujo reino estava estabelecido ao lado leste do
Jordão, ao sul do rio Jaboque. Embora os
amonitas às vezes ficassem em paz com Israel (2Sm 10.2), freqüentemente
exerciam pressões na fronteira oriental de Israel (Jz 3.13; 11.4-32), assim como faziam os filisteus ao
oeste. Segundo os Rolos do Mar Morto e
Josefo (Antigüidades 6.5.1), o cerco de Jabes-Gileade fazia parte de uma
campanha maior por Naás.
Jabes-Gileade. Uma cidade
principal no território que provavelmente pertencia a Gade, Jabes-Gileade
ficava ao leste do rio Jordão, quase 36 km ao sul do mar de Quinerete
(Galiléia).
* 11.2 vos serem vazados os olhos direitos. Embora a razão declarada para
semelhante tratamento fosse "trazer... vergonha sobre todo o Israel,"
Josefo (Antigüidades 6.5.1) observa que a perda do olho direito
impossibilitaria o serviço militar, posto que a visão do olho esquerdo ficava
escondida pelo escudo.
* 11.3 nos entregaremos a ti. Embora os anciãos de Jabes
claramente pretendam que Naás entenda suas palavras como uma rendição, o verbo
hebraico aqui empregado é freqüentemente usado no sentido de soldados
"saindo" à batalha (8.20; 18.30; 2 Sm 18.2-4, 6). Quando, no v. 10, os homens de Jabes
prometem, novamente, que "sairão" aos amonitas, vemos certa ironia,
porque os amonitas ainda estão pensando em termos de rendição, quando a
verdadeira intenção é a de atacar.
* 11.6 o Espírito de Deus se apossou de
Saul. Essa frase relembra a
atividade do Espírito com Sansão (10.6, nota), só que aqui (como também em
10.10) "Deus" consta no lugar
do nome pessoal "SENHOR."
* 11.7 cortou-os em pedaços. A ação de Saul toscamente forma um
paralelo com a do levita em Jz 19. O
pecado do levita era bem conhecido, e a comparação não serviria de elogio para
Saul.
e a Samuel. Ver notas em 10.1, 7, 8.
* 11.8
Bezeque. Localizada
uns 14 km ao oeste do rio Jordão, do outro lado de onde estava
Jabes-Gileade.
filhos de Israel... homens de Judá. Até mesmo antes da divisão do reino (1Rs 12),
era freqüentemente feita uma distinção entre as tribos do norte e do sul
(17.52; 18.16; 2Sm 2.10; 3.10; 5.5;
11.11; 12.8; 19.11, 40-43; 20.2; 21.2; 24.1, 9).
* 11.10 nos entregaremos a vós outros. Ver nota no v. 3.
* 11.11 três companhias. Ver 13.17; Jz 7.16; 9.43;
2Sm 18.2.
pela vigília da manhã.
Entre 2:00 e 6:00 da madrugada, tirando proveito da escuridão
como escudo.
* 11.12 Trazei-os.
A referência inclui, mas talvez não esteja limitada aos
"filhos de Belial" em 10.27.
* 11.13 o SENHOR salvou a Israel. Saul
interrompe uma pergunta dirigida a Samuel com uma confissão que denota o ponto
alto da sua própria vida. Sua anistia ou perdão daqueles rebeldes (10.27) que o
rejeitaram pode possivelmente ser comparado com sua relutância em matar Agague
e os rebanhos de Amaleque (15.9), se for considerado como uma recusa de cumprir
os aspectos mais severos de uma comissão divina.
* 11.14 vamos a Gilgal e renovemos ali o reino. Em certo nível, trata-se do
processo da ascesão de Saul ao trono que agora pode ser retomado (v. 15, nota),
mas num nível mais profundo é o reino contínuo do Senhor que deve ser renovado
(cap. 12).
Gilgal. Ver nota em
13.4.
* 11.15 proclamaram Saul seu rei. A análise da ascensão de uma pessoa no Israel
antigo a uma posição de liderança divide-se num processo de três passos: (a) a
designação como tendo sido a escolha do Senhor;
(b) uma demonstração de bravura e
de ter recebido poder da parte do Senhor, ao realizar uma façanha heróica; e (c) a confirmação pelo povo. Saul fora designado por Samuel, e tivera uma
experiência profética (cap. 10). Embora
pudesse ter atacado imediatamente a guarnição filistéia em Gibeá (10.5, 8)
ganha pouco depois uma vitória importante ao libertar Jabes-Gileade (v.
13). Passa, então, a ser coroado em
Gilgal.
ofertas de paz. Ver nota em 10.8.
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sergiovalentin