* 12.1 constituí sobre vós um rei. O processo da ascesão ao trono foi
completado, e o discurso de Samuel no cap. 12 marca o fim do período dos
juízes.
* 12.3-15 Samuel apresenta três argumentos para
compelir o povo a reconhecer a sua própria culpa em pedir um rei. Primeiro, convida o povo a concordar que ele
tinha sido um líder inculpável (vs. 4, 5).
Segundo, ressalta que no passado sempre tinha sido o Senhor que nomeava
líderes (v. 6), e que estes sempre tinham revelado ser plenamente adequados
(vs. 7, 8). Terceiro, enfatiza que mesmo
quando os israelitas "se esqueceram do SENHOR, seu Deus", o Senhor
fora gracioso para com eles. Embora ele
os sujeitasse à opressão dos inimigos (v. 9), atendia suas confissões de pecado
e seus rogos por livramento (v. 10), e suscitava juízes, entre os quais havia o
próprio Samuel (v. 11). Dentro desse
contexto da suficiência da provisão do Senhor, a exigência do povo em ter um rei
humano, embora o próprio Senhor fosse seu rei (v. 12), pode ser considerada
rebelião (8.7). Mesmo assim, a monarquia
pode ter sucesso, se tanto o rei quanto o povo temer ao SENHOR, e o servir, e
lhe atender à voz (v. 14).
* 12.3 seu
ungido. Ver nota em 2.10. A unção de Saul é ordenada em 9.16 e
realizada em 10.1.
de quem tomei o boi... o jumento? O boi e o jumento, possessões
valiosas nos tempos bíblicos, são mencionados no décimo mandamento como objetos
típicos da cobiça (Êx 20.17; Dt 5.21).
* 12.7 pleitearei convosco. Samuel pessoalmente se apresentara
como réu, e fora inocentado (vs. 3-5);
agora desempenha o papel de promotor, e o povo se torna o réu. Seu crime é o de ter desejado ter um rei, em
total desrespeito para com todos os “atos de justiça” do Senhor durante todo o
período do Êxodo e dos Juízes (vs. 7-11).
* 12.12 Vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom,
vinha contra vós outros. Embora o fato
não seja explicitamente mencionado no cap. 8, é possível que a ameaça dos amonitas
já tenha sido motivo de preocupação naquela ocasião (11.1, nota). Alternativamente, Samuel pode ter meramente
citado o episódio com os amonitas como sendo o exemplo mais recente da
tendência infiel do povo de buscar a ajuda dos homens, e não de Deus. Saul pessoalmente deu ao Senhor todo o crédito
pela vitória (11.13).
* 12.13 o rei que elegestes. Ver 8.18 e contrastar com 16.1.
e que pedistes. Ver 8.10,
nota.
* 12.14 Se temerdes ao SENHOR. Uma condição prévia fundamental
para a bênção segundo a aliança, nos dias de Moisés (Dt 6.2, 24; 10.12; 31.12,
13), nos dias de Josué (Js 4.24; 24.14), e agora na nova era da monarquia, o
"temor ao SENHOR" significa reverência diante dele e dar-lhe a honra
e obediência a que lhe pertencem como Deus e como Pai gracioso.
* 12.16-19 Tendo pleiteado a sua causa contra
o povo nos vs. 3-15, Samuel passa a invocar um sinal dramático para reforçar
sua declaração da culpa do povo. O sinal
produz o resultado desejado, e o povo se arrepende porque "a todos os
nossos pecados acrescentamos o mal de pedir para nós um rei" (v. 19). Quanto aos sinais que acompanham as
declarações proféticas, ver 2.34, nota.
* 12.17 sega do trigo. O trigo era provavelmente segado em maio e
junho, no começo da estação seca de Israel.
* 12.20-25 Tendo visto o arrependimento do
povo, Samuel os conforta: "Não
temais," e os desafia a renovar a sua dedicação a Deus (v. 20).
* 12.23 orar por vós... vos ensinarei. As responsabilidades de Samuel no
reino incluirão a intercessão e instrução (12.1, nota; para outros deveres de
Samuel ver 10.8).
* 12.24 temei ao SENHOR. Ver nota no v. 14.
de todo o vosso coração.
Ver v. 20; 16.7.
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sergiovalentin