* 13.1—14.52 Começa oficialmente o reinado de Saul. Compare a informação cronológica de 13.1 com
fórmulas semelhantes em 2Sm 2.10; 5.4; 1Rs 14.21; 22.42). A narrativa se volta para os embates iniciais
entre Saul e os filisteus, que eram uma ameaça contínua contra Israel.
* 13.1 É provável que Saul tenha reinado cerca de
vinte anos, e a cifra "quarenta" em Atos 13.21 seria um número
redondo com o significado de "um tempo prolongado." Ver a cronologia
na Introdução: Data e Ocasião.
* 13.2 Micmás. Uns 7 km ao sudeste de Betel no lado norte de
Uádi Suwenet, um vale formado por uma torrente que flui na estação das chuvas,
e que era usado para viagens entre o vale do Jordão e as terras altas centrais.
Gibeá de Benjamim. Pode se
tratar da Gibeá a uns 5 km ao norte de Jerusalém, ou possivelmente tenha sido
uma aldeia voltada para o vale de Micmás do lado sul do Uádi Suwenet.
* 13.3 Jônatas derrotou a guarnição... em Gibeá. Talvez seja a mesma guarnição em cujas
redondezas Saul profetizara.
fez tocar a trombeta. As
trombetas eram usadas na guerra como modo de sinalização (2Sm 2.28; 18.16;
20.1).
hebreus. Ver nota em
4.6.
13.4 Gilgal. Saul reage à crise precipitada por
Jônatas (v. 3), reunindo o povo em Gilgal de conformidade com as instruções de
Samuel (10.8). A posição de Gilgal no
vale do Jordão perto de Jericó colocou-a fora do controle imediato dos
filisteus, e assim era um local estratégico para uma mobilização geral. Gilgal desempenhara um papel de destaque na
história anterior de Israel (Js 4.19, 20; 5.10; 9.6; 10.6-15, 43; 1Sm 7.16;
11.14).
* 13.7 o povo. Trata-se das pessoas mobilizadas no v. 4, e
não das tropas que já estavam em ação no v. 2.
* 13.8 o prazo determinado por Samuel. Samuel tinha especificado
previamente sete dias (10.8).
* 13.9 o holocausto e ofertas pacíficas. Ver 10.8, nota.
* 13.11 Que fizeste?
Ver nota em 2.27-36.
Vendo. Da perspectiva
puramente humana, as desculpas de Saul pareceriam ter algum valor. Entretanto elas não levam em conta a
liberdade de Deus para agir em prol do seu povo, segundo a confirmação dada
pelo testemunho de Jônatas em 14.6.
* 13.13 Procedeste nesciamente. Essa expressão hebraica subentende
o fracasso tanto intelectual quanto moral.
Para uma confrontação semelhante entre um profeta e um rei, ver 2Cr
16.7-9.
em não guardar o mandamento. Nesse contexto, Saul transgredira ao oferecer
sacrifícios pela sua própria autoridade.
* 13.14 não subsistirá o teu reino. As esperanças que Saul tinha de
estabelecer uma dinastia foram desfeitas, mas o próprio Saul ainda não será
deposto (15.23).
um homem que lhe agrada.
A frase pode ser interpretada "um homem da sua própria
escolha," ressaltando a eleição soberana da parte de Deus. Mesmo assim, à luz de textos bíblicos tais
como 2.35 e 16.7, o texto também diz que Davi, o escolhido do Senhor, "era
segundo o coração de Deus" no sentido de estar dedicado à sua vontade e
aos seus propósitos.
* 13.15 Então, se levantou Samuel. Por causa das ações estultas de Saul, parece
que Samuel partiu sem dar mais instruções a ele (10.8). O texto mais longo na Septuaginta (a antiga
tradução grega do Antigo Testamento; ver a referência lateral) é provavelmente
correto, e sugere que depois de Samuel partir, Saul voltou a ficar com Jônatas
em Geba (v. 2, nota; v. 16, nota).
* 13.16 Geba. Ver
referência lateral. Outra leitura possível é "Gibeá" (v.2, nota).
* 13.17 saqueadores saíram... em três tropas. Grupos de assalto aterrorizavam e saqueavam,
além de manter a pressão militar mediante o reconhecimento e o controle de vias
de acesso importantes.
* 13.19-21 Aos israelitas faltavam armas, e até
mesmo dependiam dos filisteus para afiar seus instrumentos agrícolas. As evidências arqueológicas sugerem que os
filisteus aprenderam a forjar ferro antes dos seus vizinhos.
* 13.22 com Saul e com Jônatas, seu filho. Esse fato lança as esperanças de Israel em
duas pessoas em particular, e o capítulo seguinte faz uma comparação entre
elas, deixando Saul em desvantagem.
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sergiovalentin