* 20.1 casa dos profetas. Ver nota em 19.18.
* 20.2 Tal não suceda. Parece que Jônatas desconhece os atentados
mais recentes contra a vida de Davi (19.9-24) e toma por certo que o juramento
feito em 19.6 ainda está sendo cumprido.
* 20.5 a Festa da Lua Nova. Essa festa era uma ocasião de regozijo no
início de cada mês. Era marcada pelo
ressoar das trombetas (Nm 10.10; Sl 81.3) e por sacrifícios específicos (Nm
28.11-15). A festa é freqüentemente
mencionada em conjunto com o Sábado (2Rs 4.23; 1Cr 23.31; Ne 10.33; Is 66.23;
Ez 46.3) e talvez tenha sido sujeitada a regulamentos semelhantes (Am
8.5). A celebração da Festa da Lua Nova
é mencionada uma vez no Novo Testamento (Cl 2.16).
* 20.6 dirás. Jônatas
faz uso da desculpa de Davi, nos vs. 28, 29. Ao avaliarmos a ética de semelhantes ações,
podemos fazer uma comparação com as instruções que o Senhor deu a Samuel em
16.2 (nota), embora naquele contexto a desculpa era uma meia-verdade, e não uma
inverdade total, conforme parece ter sido o caso aqui.
Belém. Ver nota em
16.1.
sacrifício anual. Ver nota em
1.3; cf. 1.21.
* 20.7 teu servo.
Trata-se de uma expressão de humildade e deferência (1.11,
16; 3.10; 17.32; 22.15; 23.10; 25.24).
* 20.8 aliança. Ver 18.3, 4 e notas. Promessas mútuas de amizade e de lealdade são
reiteradas nos vs. 13-17, 42.
* 20.13 seja o SENHOR
contigo, como tem sido com meu
pai. Essa única
referência ao Senhor estando "com Saul" deve ser entendida como
referindo-se à monarquia. Reconhecendo
que Davi agora é o rei escolhido por Deus (18.4, nota; 23.17 e nota), Jônatas lhe oferece uma
lealdade maior e acima da lealdade que deve ao seu próprio pai (v. 16).
* 20.15 Nem tão pouco cortarás... a tua bondade.
Para o cumprimento deste pedido, ver 2Sm 9.1-8; 21.7.
* 20.16 os inimigos de Davi. Ver nota no v. 13. Posto que é o próprio Davi que assume o
compromisso de manter a aliança com Jônatas, "inimigos" é
provavelmente uma referência eufemística a Saul, pai de Jônatas (cf.
25.22; 2Sm 12.14).
* 20.17 jurar. Ver
nota no v. 8.
* 20.18 Festa da Lua Nova. Ver nota no v. 5.
* 20.19 pedra de Ezel. Fora desse texto, o local é
desconhecido. O significado em hebraico
pode ser algo como "Pedra da Saída."
A pedra era possivelmente um marco conhecido na saída da cidade; quanto a outros marcos desse tipo mencionados
em Samuel, ver 19.22; 2Sm 20.8 e notas.
* 20.23 o SENHOR está entre mim e ti. Ver Gn 31.50, 53.
* 20.24 Festa da Lua Nova. Ver nota no v. 5.
* 20.25 Abner.
Era parente de Saul e comandante militar (14.50).
* 20.26 não está limpo. Ver especialmente Lv 7.19-21. As leis da pureza são tratadas mais
detalhadamente em Lv 11—15, embora referências a "puro" e
"impuro" sejam freqüentes por todo o Pentateuco (Gn 7.2; Lv 5.2; Nm
5.2; Dt 14.3-21; etc.). A questão em
pauta é a impureza ritual ou religiosa, e não especificamente a física.
* 20.28, 29 Ver nota no v. 6.
* 20.30 Filho de mulher perversa e rebelde. Assim como nas interjeções
semelhantes de nossos dias, a ofensa é dirigida contra Jônatas, e não
necessariamente contra a mãe deste.
* 20.31 nem tu estarás seguro, nem seguro o teu
reino. A despeito
das palavras de Samuel em 13.14, Saul ainda se apega à esperança em favor da
sua dinastia (cf. 18.8, nota). Contraste
com a maneira bem disposta de Jônatas aceitar a vontade do Senhor (v. 13; 18.4;
23.17 e notas). As palavras de Saul
deixam inferir que Jônatas era seu primogênito e, portanto, o próximo herdeiro
do trono.
* 20.33 Saul atirou-lhe com a lança. As reações opostas de Saul e
Jônatas diante de Davi tinham começado a criar uma barreira separação entre pai
e filho. O atentado de Saul contra a
vida de Jônatas está de conformidade com suas tentivas anteriores de matar Davi
(18.11; 19.10).
* 20.42 juramos. Ver nota no v. 8.
-----------------------------------------------------------------------------
sergiovalentin