*          22.1     caverna de Adulão.  Adulão, que talvez signifique "refúgio," tem sido identificado com um local a uns 25 km ao sudoeste de Jerusalém, a meio-caminho entre Gate e Hebrom.  Ver também 2Sm 23.13; Js 12.15;  títulos dos Sl 57 e 142. 

 

toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele.  A veemência com que Saul atacou sua própria família (20.33) deixou os familiares de Davi com poucos motivos de se sentirem seguros. 

 

*          22.3     Mispa de Moabe.  A localização específica dessa cidade é desconhecida.  Quanto ao nome Mispa ("torre de vigia"), ver 7.5, nota.

 

rei.  Moabe já tinha um rei em Jz 3.12.

 

Deixa estar... convosco.  A resolução de Davi, ao buscar refúgio em Moabe, talvez tenha se baseado, não somente na suposição de que uma nação inimiga de Saul (14.47) bem poderia apoiar um rival deste, mas também nos vínculos entre os familiares de Davi e os moabitas (Rt 4.13-17).

 

o que Deus há de fazer de mim.  Davi, ao tomar todas as medidas práticas ao seu alcance, não deixa de reconhecer o soberano controle de Deus sobre a sua situação (2Sm 15.25, 26).

 

*          22.4  lugar seguro.  Ver nota em 23.14.

 

*          22.5     profeta Gade.  A presença desse profeta, que posteriormente serviria a Davi como vidente (2Sm 24.11; 2Cr 29.25; cf. 1Cr 29.29), fica sendo, nessas alturas, uma lembrança de que o destino de Davi havia sido determinado por Deus, que lhe dá a sua proteção. Mais tarde, Davi também se ajuntaria a um sacerdote (vs. 20-23).

 

*          22.6     tendo na mão a sua lança.  A alusão aqui à lança de Saul talvez seja um lembrete do seu gênio violento (18.10, 11;  19.10; 20.33),  que chega à sua plena expressão nesse episódio.

 

*          22.7     filhos de Benjamim.  Saul, tendo escolhido só membros da sua própria tribo para ficarem ao seu redor (9.1, 2;  10.21), agora procura aumentar a lealdade deles a ele apelando aos seus interesses:  será que Davi, da tribo de Judá, tenderá a tratar com justiça os benjamitas?

 

terras e vinhas.  As perguntas dirigidas por Saul aos seus oficiais sugerem que ele se ocupava em pelo menos algumas das práticas abusivas da realeza contra as quais Samuel advertira (8.10-18).

 

*          22.8     meu filho fez aliança.  Ver notas em 18.3, 4.

 

*          22.9     Doegue, o edomita.  Ver 21.7 e nota.

 

Aimeleque, filho de Aitube.  Ver 21.1 e notas.

 

*          22.13   conspirastes contra mim.  A suposição de Saul, de que Aimeleque tinha conspirado com Davi contra o rei, não tem fundamento;  Aimeleque foi simplesmente enganado por Davi (21.2, nota). 

 

se levantasse contra mim e me armasse ciladas.  A suposição de Saul de motivos hostis da parte de Davi é tão sem fundamento quanto a sua pressuposição a respeito de Aimeleque. 

 

 

*          22.14   chefe da tua guarda pessoal.  Aimeleque deve estar ainda pensando que Davi estivesse prestando algum tipo de serviço secreto para Saul (21.2) quando veio lhe pedindo auxílio. 

 

*          22.17   não quiseram estender as mãos contra os sacerdotes.  A ordem de Saul, no sentido de exterminar os sacerdotes do Senhor, é tão maligna e irracional que seus próprios soldados se recusam a cumpri-la.  Pelo menos uma vez antes, os homens de Saul tinham achado necessário contrariar as suas ordens (14.45 e nota). 

 

*          22.18   matou... oitenta e cinco homens.  Ver nota em 2.31.

 

estola sacerdotal de linho.  Ver nota em 2.18.

 

*          22.19   homens, e mulheres, e meninos, e crianças de peito.  É uma ironia que a chacina total dos habitantes de Nobe, "a cidade dos sacerdotes," forme um paralelo quase literal com a ordem que tinha sido dada para o extermínio dos amalequitas (15.3) que Saul deixara de cumprir, e desta forma prejudicando ainda mais a sua reputação. 

 

*          22.20   Abiatar... fugiu para Davi.  O apoio a Davi continua a aumentar, mormente como resultado dos próprios esforços impensados de Saul visando sua autopreservação.  Agora, Davi tem o apoio tanto de profetas (v. 5) quanto de sacerdotes.  Abiatar traz a Davi a estola sacerdotal (23.6), que era um meio de discernir a vontade do Senhor (2.28, nota;  14.3, nota).

 

*          22.22   Fui a causa.  Seria fácil para Davi desculpar-se pelo massacre em Nobe, simplesmente condenando Saul.  Ao invés disso, não hesita em reconhecer sua própria parte na culpa pela tragédia (21.2, nota).  Nessa confissão, o leitor recebe um vislumbre de uma diferença notável entre Davi e seu antecessor:  a qualidade do seu arrependimento (15.24-26, 30 e notas;  2Sm 12.13, nota).  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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