* 3.1 a palavra do SENHOR era mui rara. Quando o Senhor retém a sua
palavra, é sinal do seu desagrado (14.37; Sl 74.9; Lm 2.9; Am 8.11,12).
De maneira inversa sua comunicação com Samuel é sinal do seu favor.
visões. Tais visões ou revelações eram necessárias para o
bem-estar do povo de Deus (Pv 29.18).
* 3.3 antes que a lâmpada de Deus se
apagasse. Pode se
tratar simplesmente de uma referência ao horário (Êx 27.20-21; Lv 24.1-4). O emprego de "lâmpada" como uma metáfora
de esperança e de promessa é muito comum (2Sm 21.17; 22.29; 1Rs 11.36;
15.4; Jó 18.5; Sl 132.17; Pv
13.9), e é possível também aqui. Com
Samuel no cenário, ainda há uma fagulha de esperança.
templo. Ver nota em
1.9.
arca. Também
chamada, em outros textos, "a arca do Testemunho" e "a arca da
aliança," essa caixa de madeira de acácia revestida de ouro é descrita em
Êx 25.10-22. A arca assume importância
nos caps. 4–6 e de novo em 2Sm 6.
* 3.7 Samuel ainda não conhecia o SENHOR. A repetição da terminologia do
v. 2.12 a respeito de
"conhecer" a Deus serve para enfatizar o contraste no sentido. Os filhos de Eli "não se importavam com
o SENHOR" porque o desconsideravam impiamente. Samuel era uma criança, e nenhuma revelação
ainda viera até ele.
* 3.8 Então, entendeu Eli. A lentidão de Eli em reconhecer que
Deus estava chamando Samuel relembra ocasiões anteriores de falta de percepção
(1.12-16) e de consciência (2.22, nota), o que contribui à impressão do leitor
de Eli como um sacerdote idoso cujos olhos se escureceram (v. 2) de mais de uma
maneira.
* 3.12 tudo quanto tenho falado. Ver 2.27-36. A repetição a Samuel do oráculo contra Eli
confirma o próprio oráculo e estabelece Samuel como um profeta do Senhor (v.
20).
* 3.13 se fizeram execráveis. A Septuaginta (o Antigo Testamento em Grego)
coloca "Deus" no lugar de "se". Isto representa a mudança de uma única
consoante no texto hebraico original. Se
os filhos de Eli estavam blasfemando contra Deus, tratava-se de um delito que
levava à pena da morte (Lv 24.15, 16).
e ele os não repreendeu.
Eli, tendo em conta a sua posição de sumo sacerdote, deveria
ter tomado medidas para refrear os seus filhos logo que a repreensão verbal
tivesse comprovado sua ineficácia (2.29, nota;
2Sm 13.21, nota).
* 3.14 nunca lhe será expiada a iniqüidade,
nem com sacrifício, nem com oferta de manjares. Embora houvesse provisões para a expiação dos
pecados não intencionais dos sacerdotes (Lv 4.1-12), os pecados da casa de Eli
desafiavam diretamente a Deus (Nm 15.30-31). Eles tinham desprezado os meios
normais de expiação: os sacrifícios e as
oferendas (2.17, 29).
* 3.18 É o SENHOR; faça o que bem lhe aprouver. Eli aceita humildemente a sua rejeição, e
confessa o direito de Deus em governar os assuntos dos homens. Suas palavras estabelecem um padrão segundo o
qual os personagens posteriores na narrativa deveriam ser julgados: Saul
(20.30,31) e Davi (2Sm 15.25,26).
* 3.19 o SENHOR era com ele. Da perspectiva dos livros de
Samuel, é a presença de Deus com alguém que faz a diferença entre a vitória e o
fracasso (16.18; 18.12, 14, 28).
e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Ver
9.6. Samuel, portanto, foi aprovado no
como verdadeiro profeta (Dt 18.21, 22).
* 3.20 desde Dã até Berseba... profeta do
SENHOR. Embora as
responsabilidades de Samuel como juiz o levariam a servir numa determinada área
nas regiões montanhosas centrais (7.15-17), sua reputação como profeta
espalhava-se por "todo o Israel" (2Sm 3.10; 17.11; 24.25;
1Rs 4.25).
* 3.21 Silo. Ver nota em 1.3.
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sergiovalentin