* 5.1 Ebenézer.
Ver 4.1, nota.
Asdode. Uma das
cinco cidades filistéias principais (4.1), Asdode fica cerca de 80 km ao sul de
Ebenézer e 4 km afastada da costa do Mediterrâneo. A ocupação de Asdode pelos filisteus é
atestada arqueologicamente já nos séculos XII e XI a.C. No período do Novo Testamento, o local era
chamado Azoto (At 8.40).
* 5.2 Dagom.
Uma deidade de destaque entre os filisteus, bem como na
Mesopotâmia, na Síria, e na Fenícia desde os meados do terceiro milênio a.C.,
Dagom era considerado em tempos passados uma deidade-peixe por causa da
semelhança entre o nome Dagom e a palavra hebraica dag, que significa
"peixe." Agora parece mais provável que esse nome deva estar
associado com a palavra hebraica dagan, que significa "grão,"
de modo que Dagom seria um deus da agricultura ou da fertilidade. Dagom parece ter sido chefe do panteão
filisteu (Jz 16.23; 1 Cr 10.10), que incluía
a deusa Astarte (plural Astarote) (31.8-10)
e o deus Baal-Zebul ("O Príncipe Baal"). Baal-Zebul era adorado em Ecrom, e seu nome
era distorcido internacionalmente pelos israelitas para formar Baal-Zebub
("senhor das moscas"; 2Rs
1.1-6, 16). A adoração de Dagom é
atestada ainda no período macabeu (século II a.C.; 1Mc 10.83, 84).
na casa de Dagom. No Oriente
Médio antigo, o exército vitorioso levava os deuses dos derrotados e os depositiva no templo dos seus próprios
deuses como sinal da inferioridade e subordinação dos deuses conquistados. Embora a arca de Deus não fosse um ídolo, foi
tratada assim pelos filisteus.
* 5.3 Dagom com o rosto em terra. A deidade supostamente vitoriosa
está em posição de prestar homenagem à deidade ostensivelmente vencida (v. 2,
nota).
* 5.4 cabeça... mãos estavam cortadas. O dano específico ao ídolo deve ser
entendido à luz da prática comum na antigüidade de cortar a cabeça e as mãos
dos inimigos mortos (Jz 7.25; 8.6; 1Sm 17.54; 31.9; 2Sm 4.12).
* 5.5 pisam no limiar. Os limiares estão freqüentemente
investidos com significado especial, e a prática de não pisar no limiar de um
lugar sagrado era conhecida, senão mesmo aprovada, em Israel (Sf 1.9). Ligar o costume dos sacerdotes de Dagom com
esse incidente humilhante talvez visasse ridicularizá-los mais do que
transmitir informações a respeito da sua prática ritual.
até ao dia de hoje. Essa frase sugere um intervalo significante de
tempo entre o evento e o seu relato (cf. 6.18).
* 5.6 a mão do SENHOR castigou duramente. Ver v. 11 e as notas em vs. 1, 4;
2.9. O Senhor não é domado por amigos
nem inimigos. Recusando-se a ser
manipulado por Israel, Deus revelou a sua presença no território dos inimigos
de Israel (4.21). Ali, ele demonstrou a sua
soberania, e levou os filisteus a sentir o peso da sua mão em julgamento.
tumores. A
explicação mais plausível para os tumores é a de que eram sintomas da peste
bubônica, transmitida por roedores.
* 5.8 os príncipes dos filisteus. Parece haver referência aos governantes de uma
aliança filistéia (4.1, nota), que podiam cooperar entre si em tempos de
emergência.
Gate. É debatida
a localização de Gate, mas a melhor candidata é Tell es-Safi, cerca de 20 km ao
leste de Asdode. É possível que o plano dos filisteus fosse o de remover a arca
para outra cidade na esperança de que a peste não irrompesse ali, e assim poder
comprovar que era por mera coincidência que a peste tinha sucedido em
Asdode. Essa esperança foi
dramaticamente esmagada (v. 9).
* 5.10 os ecronintas exclamaram. Após a experiência fracassada em Gate, o povo
de Ecrom, pelo menos, já não tem dúvidas a respeito dos perigos de ficar com a
arca (v. 8, nota). Ecrom ficava 8 km
imediatamente ao norte de Gate, e das cidades principais do filisteus, era
aquela que ficava mais perto do território israelita.
* 5.11 Devolvei a arca. Os ecronitas, não podendo suportar
estar debaixo da forte "mão do SENHOR" (v. 6, nota), agora imploram
para que a arca seja devolvida "para o seu lugar."
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sergiovalentin