* 7.2 vinte anos... lamentações ao SENHOR. À luz da referência de Samuel a
"deuses estranhos" entre os israelitas (v. 3), parece que foi somente
no fim desses vinte anos que Israel começou a buscar o Senhor.
* 7.3 preparai o vosso coração ao SENHOR... e
ele vos livrará. O ciclo da
apostasia, da opressão, do arrependimento e do livramento que era tão típico no
Livro dos Juízes (Jz 3.7-9) é repetido
nos eventos deste capítulo.
* 7.4 os Baalins e os Astarotes. Ver notas em 5.2; 31.10.
* 7.5 Mispa. Uma cidade em Benjamim, quase 12 km
ao norte de Jerusalém e 13 km ao nordeste de Quiriate-Jearim, Mispa desempenhou
um papel de destaque em Israel antes da monarquia (10.17; Jz 20.1; 21.1, 5,
8). Era uma das paradas regulares no
circuito de Samuel (v. 16). O nome, que
significa algo como "lugar de vigia," subentende um ponto alto
estratégico para ver a circunvizinhança, e foi dado a vários locais (p.ex.,
22.3).
* 7.6 tiraram água e a derramaram perante o
SENHOR. Embora essa
ação não tenha paralelo em outros trechos das Escrituras, parece significar
arrependimento e, juntamente com o jejum, o desejo de buscar a Deus com
sinceridade (cf. 1.15; Sl 62.8; Lm 2.19).
A ação de Davi em 2Sm 23.16 ocorre num contexto diferente e tem um
significado diferente.
Pecamos contra o SENHOR. As palavras e as ações (v. 4) dos israelitas
dão evidência do verdadeiro arrependimento.
O tempo já está próximo para o Senhor libertar seu povo dos seus
opressores filisteus. A reação dos
filisteus diante dessa convocação em Mispa (v. 7) oferece uma oportunidade para
esse livramento.
* 7.8 clamar ao SENHOR. No livro dos Juízes,
"clamar" ao Senhor era atendido mediante um libertador que o Senhor
suscitaria (Jz 3.9, 15). Aqui, as
funções de Samuel são as de intercessor e intermediário, enquanto a vitória
seja claramente obra do Senhor (v. 10).
* 7.9 holocausto. Ver nota em 10.8.
* 7.10 trovejou o SENHOR... sobre os
filisteus. Essa
declaração relembra dramaticamente as palavras que Ana proferira
anteriormente: "Os que contendem
com o SENHOR são quebrantados; dos céus
troveja contra eles" (2.10; cf. 2Sm 22.14). Essas palavras de Ana foram imediatamente
antecedidas por esta declaração dela:
"o homem não prevalece pela força" (2.9). A força humana pesa pouco na balança quando o
Senhor resolve agir.
* 7.11 Bete-Car.
Sua localização é desconhecida.
* 7.12 Ebenézer.
Um local diferente daquele mencionado em 4.1 (nota) e em 5.1;
mesmo assim, este Ebenézer não deixa de relembrar o episódio anterior quando,
então, os israelitas tentaram manipular seu Deus ao levar a arca à batalha, só
para serem totalmente derrotados. Agora,
Deus lhes deu uma grande vitória sobre os mesmos inimigos. Samuel levanta uma pedra memorial com o nome
de Ebenézer ("Pedra de Socorro"), não somente para comemorar a
vitória, mas também como lembrete dos resultados diferentes trazidos pela
presunção, por um lado, e pelo arrependimento, por outro.
Até aqui nos ajudou o SENHOR.
A expressão significa que o Senhor tinha estado com eles por
toda a caminhada "até este lugar," ou "até esta hora."
* 7.13 nunca mais vieram ao território de
Israel. A
referência aqui é quanto à situação tática e não à posterior história de
Israel. Os filisteus foram derrotados de
modo convincente e não tentaram nenhum contra-ataque (compare 2Sm 2.28 com
3.1; também 2Rs 6.23 com 6.24), mas isso
não exclui agressões filistéias subseqüentes (9.16; 10.5; 13.3; 14.52).
a mão do SENHOR foi contra eles [os filisteus]. O que Deus fizera enquanto a arca
esteve no território dos filisteus (5.4, 6; 6.5 e notas), ele agora continua
mediante a liderança de Samuel. No decurso da vida de Samuel, Deus continuou a
dar a Israel a vitória, embora as batalhas às vezes fossem renhidas
(14.52). A derrota narrada no cap. 31
veio somente depois da morte de Samuel (25.1).
* 7.16 Betel.
16 km ao norte de Jerusalém.
Gilgal. Gilgal ficava provavelmente no vale do Jordão, perto
de Jericó (Js 5.10).
Mispa. Ver nota em
7.5.
7.17 Ramá. Ver nota em 1.1.
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sergiovalentin