*          8.5       constitui-nos, pois, agora, um  rei.  Os motivos apresentados pelos anciãos  para desejarem um rei, embora fossem aceitáveis em si mesmos (segundo confirma o narrador nos vs. 1-3), são realmente um pretexto;  o que realmente queriam era ser "como todas as nações" (cf. v. 20).

 

*          8.7       não te rejeitou a ti.  Posto que os anciãos colocam seu pedido em termos de "um rei... para que nos governe" (v. 5, nota), Samuel inicialmente interpreta essa petição em termos de um ataque contra sua própria liderança (v. 6).  Mas o Senhor lhe indica que a afronta é muito mais grave do que isso.

 

rejeitou... a mim.  O ultraje no pedido dos anciãos acha-se, não no conceito da monarquia humana por si só, pois havia muito tempo desde que a monarquia em Israel tinha sido prevista (2.10, nota) mas, sim, no rompimento do relacionamento pactual com Deus.  O pecado deles foi o de rejeitar a Deus como seu Rei, e de querer, pelo contrário, um monarca humano (10.19; 12.12-20;  contrastar a recusa de Gideão em Jz 8.23). 

 

*          8.10     que lhe pedia um rei.  Pela segunda vez em 1 Samuel, um indivíduo é "pedido."   O indivíduo concedido como resposta ao primeiro pedido foi Samuel (1.20, nota), e é Saul (cujo nome é baseado na raiz hebraica que significa "pedir") que será dado como resposta ao segundo pedido.

 

*          8.11     Este será o direito do rei.  Os vizinhos cananeus de Israel, bem como muitos dos reis israelitas foram culpados de práticas opressivas como aquelas que são descritas nos vs. 11-17.

 

carros.            Ver 2Sm 8.4; 15.1;  1Rs 4.26; 10.26-29.

 

corram adiante deles.  Compare as ações de Absalão em 2Sm 15.1 com Adonias em 1Rs 1.5.

 

*          8.14     lavouras... vinhas.  Ver nota em 22.7.

 

*          8.15-17  dizimará.  As exigências do rei ou tirarão daquilo que pertence ao Senhor (Lv 27.30-32;  Dt 14.22, 28),  ou criarão um novo fardo de impostos para os seus súditos. 

 

*          8.18     vosso rei.  Ver 12.13 e contrastar com 16.1.

 

mas o SENHOR não vos ouvirá.  A julgar pelas conseqüências, rejeitar o Senhor em favor de um rei humano é o equivalente moral e religioso de abandonar o Senhor a fim de servir a outros deuses (Jz 10.10-14). 

 

*          8.20     como todas as nações.  Ver nota no v. 5. 

 

fazer as nossas guerras.  A serem constrastadas com "as guerras do SENHOR" (18.17;  25.28).

 

*          8.22     Atende à sua voz, e estabelece-lhe um rei.  A acolhida pelo Senhor do pedido pecaminoso do povo a essas alturas da narrativa, deixa o leitor perplexo.  Se é pecaminoso esse desejo do povo que pede um rei, e se equivale a uma rejeição de Deus como rei (vs. 7, 18 e notas), como Deus pode concedê-lo?  Uma resposta acha-se nos padrões de monarquia aceitável que o Senhor estabelecerá.  Deus está graciosamente disposto a dar ao povo um rei, e até mesmo a abençoá-lo, mas não o tipo de rei que o povo tem em mente (10.1, 7, 8 e notas).  Ao mesmo tempo, por terem adotado a monarquia em incredulidade, vieram a padecer debaixo de reis como aqueles das nações pagãs. 

 

Volte cada um para sua cidade.  Samuel, ao mandar para casa os homens de Israel, subentende que estabelecer um rei requererá certa preparação.  O decurso dessa preparação será narrado nos capítulos que se seguem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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