*  2.1-12  Paulo, ao que parece, responde certas dúvidas ou críticas a respeito do seu ministério.  Ele defende, de forma implícita, seu ministério do evangelho, ao mesmo tempo que, ao recordar o trabalho dele e de seus companheiros, apresenta aos tessalonicenses um modelo de serviço realizado em amor, o que deve ser seguido também por estes.

 

*   2.2  tivemos ousada confiança em nosso Deus.  Embora chamados por Deus para percorrer a Macedônia (At 16.9,10), Paulo e Silas tinham sido severamente espancados e acorrentados em uma prisão macedônica (em Filipos).  Os missionários tiveram de ser corajosos e abnegadamente devotados ao propósito de Deus.

 

o evangelho de Deus.  Paulo enfatiza aqui a origem pura, verdadeiramente divina, da sua mensagem e do seu ministério.  Note a repetição dessa frase nos vs.  8 e 9.  Anunciar o evangelho sempre é um encargo dado pelo próprio Deus.

 

*  2.4  Ver nota teológica "Agradando a Deus", índice.

 

*  2.8  Fica evidente em toda essa seção (vs.  17-20; 3.6-12) o profundo afeto de Paulo por seus filhos espirituais, os quais, meses antes, eram-lhe completamente estranhos, separados por raça, cultura e religião.

 

*  2.12  Esse versículo resume a exortação e a instrução que haviam recebido de Paulo durante sua primeira estada em Tessalônica.  Diferentemente dos ídolos que os tessalonicenses haviam deixado (1.9), o Deus vivo e verdadeiro tem um "reino e glória" e, em sua insondável misericórdia, escolheu compartilhar esse reino com aqueles que o adoram por meio de Jesus Cristo.  Chamados a entrar nesse reino, os crentes conhecem o poder dele e desfrutam da vida deste reino aqui e agora (Rm 14.17; 1Co 4.20; Cl 1.13,14), enquanto anelam pelo dia em que entrarão em sua plenitude.

 

*  2.13  está operando eficazmente.  A palavra de Deus, embora transmitida pela agência humana, é uma mensagem divina que opera nos crentes por meio do Espírito Santo (Is 55.11; At 20.32; 2Tm 2.15-17 e Hb 4.12).

 

*  2.14  padecestes, da parte dos vossos patrícios.  O poder da palavra de Deus foi neles demonstrado quando enfrentaram violenta perseguição de seus parentes e, a exemplo das igrejas na Judéia, suportaram-na com fé e alegria (At 17.5-9).

 

*  2.15  Assim como Jesus considerou aqueles que o perseguiam como sucessores dos que haviam perseguido os profetas (Mt 23.29-32), Paulo (além de  Estêvão, At 7.52) vê a mesma relação de continuidade ampliando-se para os judeus (com os quais outrora havia colaborado) que agora perseguem a Cristo por oposição ao evangelho (At 9.4). A mais detalhada exposição da abordagem de Paulo a esse problema da oposição dos judeus ao evangelho está em Rm 9-11.

 

*  2.16  A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente.  Essa última palavra também pode ser traduzida como "até o fim" (Mt 10.22; 1Co 1.8 e 15.24). Pode tratar-se de uma profecia da catástrofe que sobreveio a Jerusalém no ano 70 d.C., não mais do que vinte anos depois de Paulo ter escrito essas palavras, ou pode referir-se à serie de calamidades então já em curso e que culminaria naquela terrível tragédia. Ou pode referir-se ao endurecimento de uma grande parte de Israel em sua culpável rejeição de Cristo; Jesus viu esse endurecimento como o cumprimento da terrível profecia de Isaías (Is 6.9,10; Mt 13.14,15). Compare com Rm 1.18-32, que descreve a mesma ação da ira de Deus sobre os gentios. Conforme Paulo escreveria mais tarde (Rm 11.25), "endurecimento em parte" sobreveio a Israel e se manterá até que o número completo de gentios tiver entrado (isto é, até o fim). O restante de Israel, não sujeito ao endurecimento, é o remanescente (Is 6.13), que, na era do evangelho, continua sendo objeto da misericórdia de Deus, encontrando salvação em Jesus, o Messias. 

 

*  2.17  orfanados.  O termo grego é usado tanto para pais quanto para filhos que haviam sido separados.  Paulo retoma a metáfora dos vs. 7 e 11, descrevendo sua relação com a congregação de Tessalônica em termos de  vínculos familiares.

 

*  2.19  em sua vinda.  A palavra grega parousia ("vinda") aparece seis vezes nas duas cartas aos Tessalonicenses para a segunda vinda de Cristo (ver também 3.13; 4.15; 5.23; 2Ts 2.1-8).  Paulo usa o termo com esse sentido somente uma outra vez, em 1Co 15.23. A vinda de Cristo é apresentada como o momento em que será revelado o fruto de nossas obras de fé. A alegria e a coroa de Paulo naquele dia serão seus amados filhos espirituais, convertidos por meio de seu ministério (2Co 1.14; Fp 2.16).

                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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