*
1.1,2 Saudação inicial,
incluindo remetente, destinatário e
bênção.
*
1.1 apóstolo de Cristo Jesus. Alguém enviado como representante oficial de
Cristo. Essa frase é freqüentemente
usada por Paulo na introdução de suas cartas, referindo-se a sua própria
pessoa.
Deus, nosso Salvador. Na qualidade de autor da aliança da graça,
Deus é Salvador (2.3; 4.10; Tt 1.3; 2.10; 3.4).
Cristo Jesus, nossa esperança. Jesus é a base da esperança cristã porque ele
é o mediador da aliança da graça (2.5; 4.10; 5.5; 6.17). Ver
"Esperança" em Hb 6.18.
*
1.2 verdadeiro filho na fé. Cf. Tt 1.4. Paulo considerava Timóteo como
seu filho espiritual (v. 18; 1Co 4.17; Fp 2.22; 2Tm 1.2; 2.1; Introdução: Data e
Ocasião).
graça, misericórdia e paz. Paulo substitui freqüentemente “graça"
pela saudação mais convencional “saudações” (cf. Tg 1.1). É próprio de Paulo acrescentar também a saudação judaica "paz",
que significa "saúde, vida plena". Aqui e em 2Tm 1.2, ele ainda
acrescenta "misericórdia".
*
1.3-7 Paulo se
dirige ao corpo da carta. Seu propósito é instruir Timóteo como agir em Éfeso
na qualidade de representante de Paulo
(Introdução: Data e Ocasião). O apóstolo começa pelo problema do ensino
falso em Éfeso (Introdução a 2 Timóteo: Dificuldades de Interpretação).
*
1.3 não ensinem outra doutrina. O conflito em Éfeso está centrado no ensino
adequado (v. 10; 4.1,2; 6.3; 2Tm 2.18).
*
1.4 fábulas. Ver 4.7;
2Tm 4.4. Em Tt 1.14, Paulo fala de
"fábulas judaicas",
referindo-se possivelmente a espécies de lendas sobre personagens do
Antigo Testamento que são encontradas em muitos dos escritos apócrifos
judaicos.
genealogias sem fim. Talvez
uma referência a uma primitiva forma de especulações detalhadas
(freqüentemente associadas a mitos judaicos) que se desenvolveram no
gnosticismo. Estas especulações diziam
respeito às origens do mundo e aos inúmeros seres espirituais, supostamente
envolvidos na criação (cf. Tt 3.9).
*
1.5 amor. A ordem de Paulo realça a íntima relação
entre a fé cristã e a prática (cf. Gl 5.6).
*
1.7 lei. A lei de Moisés.
*
1.8-11 Os comentários de
Paulo sobre os falsos mestres o induzem a fazer uma rápida abordagem do
propósito da lei.
*
1.8 a lei é boa. Ver Rm 7.7-12; Gl 3.19-25.
*
1.10 sã doutrina. Ou "sãs palavras", um tema que
perpassa as cartas pastorais (3.9; 4.6; 6.3; 2Tm 1.13,14; 2.2; 4.3; Tt 1.9,13;
2.1,2).
*
1.11 segundo o evangelho da
glória. As boas-novas do que
Deus fez em Cristo são a norma pela qual são julgadas sadias tanto a doutrina
bem como a compreensão da lei.
*
1.12-17 Paulo deixa os comentários sobre a lei e passa a tratar do
seu chamado recebido de Cristo. Além
disso, fornece uma exposição do evangelho como sendo a graça derramada por
Deus, sobre os pecadores em Jesus Cristo.
*
1.13 blasfemo, e perseguidor, e
insolente. Antes de sua
conversão, Paulo perseguiu a igreja (At
8.3; 9.1-5; 22.4,5; 26.9,11; Gl 1.13; Fp 3.6).
pois o fiz na ignorância, na
incredulidade. Deus não
concedeu a Paulo o que ele merecia mas o que necessitava (cf. At 3.17-20).
*
1.15 Fiel é a palavra e digna de
toda aceitação. Esta expressão
chama a atenção para um ponto
importante. A mesma somente aparece no Novo Testamento nas cartas pastorais
(3.1; 4.9; 2Tm 2.11; Tt 3.8).
eu sou o principal. Lit., “eu sou o primeiro". Paulo não se
caracterizou assim antes de sua conversão.
Pelo contrário, na medida em que crescia em Cristo, Paulo
tornou-se mais e mais consciente de sua própria pecaminosidade.
*
1.16 a vida eterna. Deus concede a todos quantos crêem em Cristo
não apenas “vida eterna", mas também vida em toda a sua plenitude (cf.
4.8; 6.12,19; 2Tm 1.1,10; Tt 1.2; 3.7).
*
1.18-20 Paulo retorna ao tema dos vs. 3-7, dando menos importância
ao potencial de Timóteo para obter sucesso como representante de Paulo e
enfatizando mais a contínua fidelidade de Timóteo a Cristo. Contrasta-o
especialmente com dois membros (talvez líderes) da igreja em Éfeso, os quais
"vieram a naufragar na fé" (v. 19).
*
1.18 as profecias de que
antecipadamente foste objeto.
Essa afirmação refere-se a um
acontecimento, também mencionado em 4.14 e em 2Tm 1.6 (cf. 2Tm 2.2), quando um
grupo de presbíteros, inclusive Paulo,
impôs as mãos sobre Timóteo (talvez quando Timóteo foi separado para o
ministério). Naquela ocasião, Timóteo recebeu um dom espiritual e uma palavra
de profecia, designando-o serviço (cf.
At 13.1-3).
*
1.19 boa consciência. Ver
"A Consciência e a Lei"
em 1Sm 24.5.
*
1.20 Himeneu e Alexandre. O destaque dessas duas pessoas levanta a
questão se eram líderes na igreja. Himeneu é mencionado novamente em 2Tm
2.17,18, como alguém que se desviou "da verdade". Fica obscuro, porém, se o "Alexandre" citado aqui e em
At 19.33,34 e 2Tm 4.14,15, é a mesma
pessoa.
entreguei a Satanás. Provavelmente essa é uma referência à exclusão
dessas duas pessoas da comunhão da igreja. Portanto, foram devolvidos ao mundo
— o domínio de Satanás (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; Ef 2.2). Paulo usa uma expressão semelhante em 1Co 5.5 (cf. Mt
18.17).
não mais blasfemarem. O propósito dessa exclusão é de caráter
disciplinar — que os dois reconhecessem seus erros e se arrependessem (2Tm
2.25,26; Tt 3.10).
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sergiovalentin