* 4.1 Paulo não desiste de sua esperança, visto que o
ministério do novo pacto, no poder do Espírito Santo, é tão excelente e
poderoso.
* 4.2 nem
adulterando a palavra de Deus. Isto significa
"adulterar, falsificar". Paulo diz que jamais diluiria a Palavra de
Deus ou a distorceria para agradar aos ouvintes. Mas ele deixa entendido que
seus oponentes punham em prática tal adultério e distorção.
* 4.3 O simbolismo do véu continua aqui, transportado de
3.14-16. Aqueles que no presente estão perecendo (por não confiarem em Cristo),
estão cegos para a verdade.
* 4.4 o deus
deste século. Satanás (cf. 1Jo 5.19) influencia
fortemente este mundo caído e perverso, o que continuará até ao tempo da volta
de Cristo, trazendo a era vindoura em sua plenitude (cf. Gl 1.4).
cegou.
O resultado da ação de Satanás é que os incrédulos não podem apreciar ou
compreender plenamente as reivindicações do evangelho, a menos que Deus, por
meio do evangelho, os ilumine (4.6; Jo 3.3).
* 4.5 não
nos pregamos a nós mesmos. A questão crucial não era
se as pessoas aceitam ou rejeitam a Paulo, mas como eles respondem a Cristo. Os
oponentes de Paulo aparentemente enfocavam a atenção sobre si mesmos, e velavam
a glória de Cristo com seu próprio orgulho.
* 4.6 Porque
Deus. Uma das razões pelas quais não pregamos a
nós mesmos é que somente Deus é capaz de conferir vida espiritual.
que disse: Das trevas
resplandecerá a luz. A soberana iniciativa
divina é necessária para capacitar-nos a abraçar a mensagem do evangelho. Tal
como a palavra criativa original de Deus fez a luz onde não havia luz, assim
também agora a palavra criativa de Deus dá vida e compreensão espiritual do
evangelho, onde, anteriormente, não havia nada disso. Ver a nota teológica,
"A Autenticação das Escrituras", índice.
da glória de Deus.
No Antigo Testamento, a glória de Deus era a luz brilhante que rodeava a
presença de Deus. Essa luz tinha guiado o povo de Israel para fora do Egito
como uma coluna de nuvem durante o dia e como uma coluna de fogo durante a
noite (Êx 13.21,22). Mais tarde, tinha enchido o tabernáculo erguido por Moisés
(Êx 33.8-13; 40.34-38), e mais tarde ainda, encheu o templo de Salomão (1Rs
8.10,11). Mas afastou-se do templo nos dias de Ezequiel, por causa dos pecados
do povo de Israel (Ez 10.4,18,19; 11.23). Essa glória só voltou com Jesus, que
se tornou carne e habitou entre nós. Escreveu o apóstolo João: "E vimos a
sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.14). A glória de Deus
agora brilha com um resplendor ofuscante "no rosto de Jesus Cristo".
* 4.7 este
tesouro. O ministério do evangelho e a companhia do
poder na nova aliança.
em vasos de barro.
Nossa fraca natureza humana, que inclui mas não está limitada a nossos corpos
físicos. Essa fraqueza estabelece um grande contraste com a glória do
evangelho, e Paulo relembra-nos que a maneira de Deus atuar é agir através
daqueles que são fracos e nada impressionantes aos olhos do mundo.
de Deus.
Um tema característico desta carta. A preocupação de Paulo era sempre dar
glória a Deus, e não a si mesmo.
* 4.8 O grande evangelista e teólogo também enfrentava
grandes desencorajamentos.
* 4.10 Os sofrimentos e aparentes derrotas de Paulo servem de
evidência, diante de todos, de que ele não tem forças eficazes em si mesmo, e
que, tal como Cristo tinha morrido, assim também Paulo sabe que estava
"morto", em termos de sua própria capacidade de realizar qualquer
coisa que se revestisse de significação eterna. Paulo usa as experiências-chaves
de Cristo (sua morte e ressurreição) como padrão para compreender as suas
próprias experiências como um apóstolo. Por conseguinte, Paulo vê os seus
próprios sofrimentos como uma imitação dos sofrimentos de Cristo (1.5, e nota).
para que também a sua vida.
Nas fraquezas de Paulo, o poder de Jesus se tornava continuamente conhecido
(cf. Gl 2.20).
* 4.12 Embora Paulo tivesse sofrido muitas dificuldades (a exemplo de
Jesus), o resultado de seu ministério era a vida espiritual e o poder da
ressurreição em outras pessoas. Esse é um paradoxo que o mundo jamais
entenderá. Os recebedores de um ministério podem parecer viver muito melhor
neste mundo do que a pessoa que lhes traz o ministério, porquanto aquele que o
traz pode estar sofrendo por amor ao evangelho (8.9).
* 4.13 A fé expressa-se em palavras que afirmam confiança naquilo que
Deus prometeu. Aqui Paulo cita a Septuaginta (o Antigo Testamento traduzido
para o grego), no trecho de Sl 116.10.
* 4.15 para glória
de Deus. O alvo final de Deus ao responder às nossas
orações e ao oferecer-nos as bênçãos da salvação, é que lhe sejam oferecidas
ações de graça e lhe prestemos glória (Is 43.7; Ef 1.12; Ap 4.11).
* 4.16 não
desanimamos. Essa frase repete-se no v. 1. Deus trazia
glória a si mesmo, mesmo através das fraquezas e desencorajamentos do
ministério de Paulo.
mesmo que o nosso homem
exterior se corrompa. O contraste entre o que é
exterior e o que é interior não abrange somente o corpo e a alma, mas também
entre a antiga natureza decaída e a humanidade renovada.
* 4.17 a nossa leve
e momentânea aflição. Uma declaração incompleta.
Ver as descrições dessas aflições em 4.8-12; 6.4-10; 11.23-33. Essas
tribulações estão preparando uma grande recompensa para os crentes. A nossa fé
e obediência nos sofrimentos agradam a Deus, e ele não se esquecerá de nós (Rm
8.17,18; 1Pe 1.6,7).
eterno peso de glória.
As aflições desta vida são leves e insignificantes, em comparação com a glória
importante e significativa de que desfrutaremos por toda a eternidade.
* 4.18 as que se
não vêem são eternas. Um tema frequente nesta
carta. O mundo invisível é o mais real e mais importante, enquanto que o mundo
visível está se desvanecendo.
-----------------------------------------------------------------------------
sergiovalentin