*           6.1                   a que não recebais em vão. Se os coríntios permitissem que sua igreja fosse arrastada pelos "falsos apóstolos" (11.13), ou se se recusassem a purificar-se de "impureza, tanto da carne, como do espírito" (7.1), a vida deles iria glorificando a Deus menos e menos, e o evangelho que ouviram produziria fruto de pouca duração.

 

*           6.2                   eis, agora, o dia da salvação. Quando Deus nos oferece livramento, é sábio responder imediatamente, antes que o oferecimento seja retirado. "Agora", em um sentido mais amplo, refere-se à era do evangelho, enquanto que, em um sentido específico, refere-se ao tempo quando um indivíduo ouviu o oferecimento da salvação divina.

 

*           6.6                   Um verdadeiro ministro do evangelho é conhecido por sua linguagem pura, pela sua conduta pura, pelos seus motivos puros e pelo profundo amor que ele tem pelas pessoas.

 

no Espírito Santo. O poder do Espírito Santo evidenciava-se no ministério de Paulo, infundindo poder à sua pregação, convencendo os incrédulos do pecado (cf. Jo 16.8-11), ou conferindo aos crentes dons espirituais (1Co 12.7-11). Essa obra do Espírito Santo era outra maneira mediante a qual o ministério de Paulo era recomendado.

 

*           6.7                   na palavra da verdade. Paulo jamais comprometerá a santidade da verdade, ou dirá uma mentira a fim de lograr algum alvo desejável.

 

no poder de Deus. Geralmente esse poder se manifestava para operar milagres, produzir alguma cura ou silenciar os inimigos (cf. At 14.3,9,10; 19.11,12; 20.10; 28.8,9; Rm 15.19).

 

pelas armas da justiça. Ou seja, todo o armamento que deve ser usado contra a oposição humana ou demoníaca (10.5,6; At 13.11; 16.18; Ef 6.10-18).

 

*           6.8-10  Uma série de paradoxos novamente ilumina o contraste entre o ponto-de-vista deste mundo e o ponto-de-vista da era vindoura, um ponto-de-vista invisível para o olho natural, mas visto pelo olho da fé.

 

*           6.11     alarga-se o nosso coração. Paulo revela seus sentimentos internos mais nesta carta do que em qualquer outra. Seu "coração aberto" revela o amor dele por eles.

 

*           6.14     Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos. Paulo percebe uma realidade espiritual mais profunda na proibição contra o jugo desigual encontrado em Dt 22.10.

 

com os incrédulos. Os falsos apóstolos em Corinto afirmavam-se crentes, mas na realidade eram servos de Satanás (11.14,15). Aliar-se a eles seria distorcer toda a vida e o ministério da Igreja. A proibição contra ser posto em jugo desigual com os incrédulos deve ser considerada em situações em que um controle significativo sobre as próprias ações seria entregue voluntariamente a um incrédulo, mediante uma associação ou sociedade. Nem Paulo e nem o resto do Novo Testamento nos dizem para não termos qualquer associação com os incrédulos (Mc 2.15-17; 1Co 5.9,10). Mas somos instruídos a não nos pormos em "jugo desigual" com eles de tal modo que eles possam influenciar significativamente a direção e o resultado de nossas decisões morais e de nossas atividades espirituais.

 

*           6.15     o Maligno. Um dos nomes de Satanás.

 

*           6.16     nós somos santuário do Deus vivente. No Antigo Testamento, o lugar de habitação de Deus com seu povo era o tabernáculo e, mais tarde, tornou-se o templo erigido por Salomão. Quando Cristo veio, ele era, em si mesmo, o verdadeiro templo ou lugar de habitação de Deus (Mt 1.23; Jo 2.21; Cl 2.9). Agora, Deus Espírito Santo veio residir em nós, e, por essa razão, somos o novo santuário de Deus (1Co 6.19; 1Pe 2.5).

 

como ele próprio disse. A promessa veterotestamentária de que Deus habitaria entre o seu povo (citação paulina de Lv 26.11,12) transformou-se na promessa da nova aliança de que Deus viveria naqueles que confiassem em Cristo.

 

*           6.17     Esta citação é, principalmente, de Is 52.11 e Ez 20.34, embora a ordem das palavras tenha sido alterada. Estas ordens por serem distintas têm tudo a ver com os incrédulos (cf. o v. 14; note que Is 52.11 ordena a Israel que saia da Babilônia incrédula). Estes versículos não encorajam a separação dos crentes que defendem pontos-de-vista diferentes quanto a certas questões.

 

*           6.18     Ver 2Sm 7.14,27. Paulo combinou várias promessas do Antigo Testamento atinentes à presença e ao favor divinos, mas ele faz o cumprimento dessas promessas depender claramente dos crentes separarem-se da impureza moral. Desistir da contaminação moral e obter a presença do Deus vivo, em lugar da contaminação, é uma escolha sábia e desejável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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