* 29.1 Ezequias. O reinado de Ezequias
(716-687 a.C.) iniciou uma nova era na história de Israel e de Judá. O reino do
norte tinha sido destruído pelos assírios, e agora só Judá restava. Ezequias
reuniu representantes de ambos os reinos para formar um único reino reunido,
com um só rei e um só templo, em Jerusalém. O autor de Crônicas dedica mais
atenção a Ezequias do que a qualquer outro rei, excetuando Davi e Salomão. Ele
usa matéria de 2Rs 18—20, mas suplementa isso amplamente, incluindo um relato extenso
das reformas do templo por Ezequias e a celebração da páscoa (29.3—31.1). O
reinado de Ezequias aparece como um retorno à glória do reino de Salomão.
* 29.3 abriu as portas... e as reparou. Ezequias
contraria as ações de seu pai, Acaz (28.25, nota), e restaura a ornamentação de
ouro que tinha sido retirada das portas do templo (2Rs 16.8,9).
* 29.4 Crônicas normalmente dedica atenção a
questões concernentes aos sacerdotes e levitas (1Cr 6.1, nota).
* 29.4-11 O discurso de Ezequias estabelece um
contraste com as avaliações anteriores de Abias (13.6-12, notas). Judá agora
não era mais diferente de Israel; ambas as nações tinham abandonado a Deus.
Judá também teria que se arrepender.
* 29.7 fecharam as portas. Conforme
Acaz tinha feito (28.24).
* 29.8 sobre Judá e Jerusalém. Ezequias
afirma que Judá e Jerusalém estavam sob a maldição de Deus por negligenciarem o
templo.
* 29.9 cativeiro. Durante o
reinado de Acaz, muita gente de Judá fora levada ao exílio pelos sírios
(28.5-8) e pelos edomitas (28.17). Esses eventos prefiguravam o cativeiro
babilônico, ainda por vir (36.15-23), tornando o reinado de Ezequias um exemplo
persuasivo em favor da restauração após o exílio.
* 29.10 estou resolvido. A ira de
Deus fez Ezequias voltar-se para o Senhor, em arrependimento, em lugar de
fazê-lo afastar-se de Deus, cheio de medo.
a fazer aliança. Ver nota
em 15.12.
* 29.12-14 O historiador mencionou representantes
das três divisões da tribo de Levi (v. 12), e das três famílias dos cantores
(vs. 13,14). As reformas de Ezequias foram amplamente apoiadas pelos levitas, e
estavam em harmonia com a ordem estabelecida por Davi e Salomão (1Cr 6.1,
nota).
* 29.13 Elisafã. Um líder proeminente dos
coatitas (Nm 3.30).
* 29.16
Os sacerdotes entraram na Casa do SENHOR. O historiador
oferece esses detalhes para demonstrar que a renovação de Ezequias obedeceu
estritamente à legislação mosaica.
* 29.20-36 A dedicação do templo, por parte de
Ezequias, é noticiada em três partes: sacrifícios trazidos pelos líderes (vs.
20-24), disposições das músicas (vs. 25-30) e sacrifícios trazidos pelo povo
(vs. 31-36).
* 29.21 a favor do reino, do santuário e de Judá.
Sacrifícios foram oferecidos em favor da família real, dos sacerdotes e
levitas, e também em favor do povo. Todos esses três grupos se tinham
envolvidos na apostasia encabeçada por Acaz (2Rs 16).
* 29.24 todo o Israel. Em conexão
com o reino reunido (caps. 29—36), a expressão "todo o Israel" (30.1;
31.1; 35.3) refere-se tanto a Judá como aos refugiados das tribos do norte (1Cr
11.1, nota; 2Cr 10.1, nota). Ezequias ordenou que sacrifícios fossem
oferecidos, não em favor de Judá somente (v. 21), mas em favor de todos os
descendentes de Israel. Esse desejo de unificar foi claramente expresso em seus
preparativos para a páscoa (30.1-6).
* 29.25 címbalos, alaúdes e harpas. Ver nota
em 1Cr 15.16.
* 29.32-35 Esses sacrifícios foram em menor
número, mas mesmo assim fizeram lembrar o que Salomão tinha oferecido quando da
dedicação do templo (7.4-6).
* 29.36 subitamente, se fez esta obra. A
restauração do templo levou menos do que três semanas (vs. 3,17), uma evidência
de que Deus estava agindo entre o povo.
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