* 6.1,2 Salomão
expressa aqui a sua esperança quanto à permanência da presença de Deus no
templo. Isso foi um forte desejo da comunidade de Israel que procurava se
estabelecer após ter retornado da Babilônia, no século VI a.C. (5.13,14, nota).
* 6.5-10,20,32-34,38
nome. Ver nota em 1Cr 13.6;
“‘Este é o meu nome’: a auto-revelação de Deus”, índice.
* 6.9 tu não edificarás. Quanto à
explicação sobre a desqualificação de Davi, ver 1Cr 22.6-10 e nota.
* 6.10 como
prometera o Senhor. Ver notas em 1Cr 17.1-15.
* 6.13 Este
versículo não aparece no texto hebraico tradicional (massorético) de 1Rs 8. A
repetição de "estendeu as mãos", no fim dos vs. 12 e 13 pode ter
feito um escriba saltar por cima do material que fica no meio das duas
expressões, em algum ponto na cópia dos manuscritos.
pátio. Isto é,
no "pátio grande", fora do edifício do templo (4.9, nota).
* 6.14 a aliança e a misericórdia. As
palavras de louvor de Salomão tocam em ambos os lados do relacionamento pactual
entre Deus e o seu povo. Deus guarda a sua aliança, e o povo de Israel deve
andar nela "de todo o coração". A violação da aliança provocava a
retribuição divina (Dt 7.9-12; 30.15-20). Essa idéia da aliança é central nos
livros de Crônicas (1Cr 28.9, nota).
* 6.16,17 Salomão
refere aqui à promessa feita através de Natã, sobre uma dinastia permanente de
Davi (1Cr 17.7-14, notas).
* 6.16 contanto que teus filhos guardem o seu
caminho. É enfatizada aqui a responsabilidade de perseverar.
para andarem na lei. Ver nota
em 1Cr 16.40.
* 6.18-39 Salomão
volta-se aqui para o âmago de sua preocupação. Ele ora para que o templo seja o
centro nacional de orações eficazes. Ele começou com um pedido geral a Deus
para que ouvisse as orações do povo (vs. 18-21), alistando sete situações
específicas nas quais as orações podiam ser oferecidas no templo ou em sua
direção (vs. 22-39). Esse aspecto da oração de Salomão encorajaria os leitores,
nos tempos da restauração após o exílio na Babilônia, a fazerem do templo
restaurado o centro da oração naquele tempo.
* 6.18 o céu dos céus não te podem conter. Ver nota
em 2.6.
* 6.19-21
a oração... a súplica. Ver nota em 7.14.
* 6.21 ouve do lugar da tua habitação. Salomão
usa por quatro vezes essa expressão em sua oração (vs. 21,30,33, 39). O templo
era o lugar terreno que provia acesso ao santuário celeste, através dos
sacrifícios oferecidos ali, e à promessa da graciosa presença de Deus (1Cr
13.6, nota).
* 6.22 e lhe for exigido que jure. Quanto aos
tipos de procedimento legal que aqui estão em mente, ver Êx 22.10,11; Lv 6.1-7.
* 6.24 por ter pecado contra ti, for ferido. A derrota
militar é, com freqüência, alistada como conseqüência da violação da aliança
(Lv 26.14-17; Dt 28.25,26,47-52).
* 6.24,26,37
se converter... se converterem. Ver nota em 7.14.
* 6.24,26,32,34,38
orar... orarem. Ver nota em 7.14.
* 6.26 não houver chuva. A chuva e
a seca são apresentadas como bênçãos e maldições da aliança (Lv 23.3,4; Dt
11.13,14; Jr 3.3; Jl 2.23-27; Ag 1.9-11).
* 6.28 fome... gafanhotos. Fomes e
pragas de várias espécies são, com freqüência, alistadas como maldições
próprias da aliança (Lv 26.16,20,25,26; Dt 28.20-22,27,28,35,42).
* 6.32,33 estrangeiro. Salomão
rogou que estrangeiros também recebessem respostas às suas orações feitas no
templo. Os profetas esperavam pelo tempo em que os gentios seriam incluídos
entre o povo de Deus (Is 56.6-8; Zc 8.20-23; 14.16-21). A forma da petição
salienta a centralidade do templo, à medida que o reino se expandisse a outras
nações. A inclusão de muitos gentios no reino, foi, finalmente, cumprida em
Cristo (Rm 3.29; Gl 3.14; Ef 2.14-22).
* 6.34 sair à guerra. O escritor com freqüência registra como Deus responde às
orações proferidas em ocasiões de batalha (1Cr 5.18-22, nota; 2Cr 13.14, nota;
14.11, nota; 18.31, nota; 32.20, nota).
* 6.36-39
os leve cativos... faze-lhes justiça. O exílio e o cativeiro são, com
freqüência, alistados como maldições por causa da violação da aliança (Dt
28.36,37,64). A petição de Salomão foi atendida por duas vezes, dentro da
própria história de Crônicas. Primeiramente, no caso de Manassés (33.10-13), e,
mais tarde, o remanescente inteiro de Israel (36.20-23), que sofreu exílio na
Babilônia, mas foi restaurado à Terra Prometida.
* 6.37 converterem. Ver nota
em 7.14.
* 6.38 voltados para a sua terra... cidade...
casa. Ver a prática de Daniel (Dn 6.10) e de Jonas (Jn 2.4).
* 6.40 Agora, pois, ó meu Deus. A oração
de Salomão termina com uma adaptação do Salmo 132.8-10, que fala sobre a
alegria da adoração no lugar escolhido por Deus. As palavras finais da oração,
registradas em 1Rs 8.50,51, especificam que o povo fora escolhido por Deus e
trazido para fora do Egito. Salomão pediu que Deus se lembrasse do Seu povo e
do lugar que Ele tinha escolhido, e que ali recebesse, graciosamente, todos
quantos se voltassem para Ele. O apelo de Salomão está baseado na iniciativa
divina de eleição.
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