*          18.1                 No terceiro ano de Oséias. Isto é, em 729 a.C., referindo-se ao começo do reinado de Ezequias, como co-regente com seu pai, Acaz (cf. 16.1; 17.1 e Introdução a 1Rs: Características e Temas).

 

*          18.2                 vinte e nove anos. Seu governo como monarca exclusivo perdurou de 715 a 686 a.C.

 

*          18.3                 Fez ele o que era reto perante o SENHOR. Ezequias foi um dos reis mais louvados de toda a história de Judá (vs. 4, 7 e notas).

 

Davi, seu pai. Quanto ao reinado de Davi como o padrão segundo o qual todos os demais reinados são julgados, ver nota em 1Rs 11.4.

 

*          18.4                 Removeu os altos. Ezequias, agindo de modo diferente dos reis anteriores de Judá, reformou a adoração popular destruindo os santuários locais (1Rs 3.2 e nota).

 

colunas... poste-ídolo. Ver notas em 1Rs 14.15,23.

 

a serpente de bronze. Originalmente preservada para comemorar a misericórdia de Deus para com os israelitas, quando estavam no deserto (Nm 21.6-9), essa serpente de bronze tornara-se um objeto de adoração, ou seja, um ídolo (cf. Jo 3.14,15).

 

*          18.7                 rebelou-se contra o rei da Assíria e não o serviu. O pai de Ezequias, Acaz, tinha sido vassalo da Assíria e modificara alguns dos utensílios do templo para refletir esse fato (16.7-18). A rebeldia de Ezequias contra os assírios provavelmente envolveu a negação do pagamento de tributo a eles.

 

*          18.8                 Feriu ele os filisteus. Durante o governo de Acaz, os filisteus tinham sido capazes de capturar território judaico (2Cr 28.18).

 

Gaza e seus limites. Gaza ficava próxima às costas do mar Mediterrâneo; Ezequias, pois, penetrara fundo no território dos filisteus.

 

*          18.9-37           Os assírios invadiram o território de Judá, e, avançando para Jerusalém, exigiram a rendição de Judá.

 

*          18.9-12           O escritor fornece aqui um sumário da queda de Samaria, narrada e comentada mais plenamente no cap. 17. Ao assim fazer, ele reforçou a ameaça que a Assíria representava para Judá.

 

*          18.13—20.19  A história dessa campanha de Senaqueribe e seus acontecimentos encontra-se também em Is 36—39, com algumas poucas adições e omissões.

 

*          18.13   No décimo-quarto. 701 a.C. — datado a partir do reinado exclusivo de Ezequias (vs. 1 e 2, e notas).

 

Senaqueribe, rei da Assíria. Senaqueribe foi o sucessor de Sargão II, em 705 a.C.

 

contra todas as cidades fortificadas de Judá. Os anais históricos de Senaqueribe registram a sua campanha contra a Fenícia, Judá, as cidades da Filístia e o Egito. Ele afirmou ter tomado 46 cidades e "incontáveis pequenas aldeias". Ele também se jactou de ter "enjaulado como uma ave em uma gaiola" a Ezequias, em Jerusalém. Seus anais, entretanto, não afirmam que Senaqueribe tenha capturado Jerusalém (Mq 1.9 e nota).

 

*          18.14-16         Ezequias tentou convencer Senaqueribe a retirar-se, oferecendo-lhe um gigantesco pagamento de tributo (v. 7, nota). Ao usar os tesouros do templo e do palácio real para influenciar as ações de um rei estrangeiro, Ezequias seguiu o exemplo de Asa (1Rs 15.18), e de seu próprio pai, Acaz (16.8,9). Os anais históricos de Senaqueribe confirmam que Ezequias lhe enviou tributo nessa ocasião.

 

*          18.17   o rei da Assíria enviou. Alguns estudiosos acreditam que isso refere-se a uma segunda campanha de Senaqueribe contra Ezequias, provavelmente doze a treze anos após a primeira. Mas apesar dessa teoria ser possível, não há evidências sólidas em seu apoio, e, seja como for, ela é desnecessária. Os anais de Senaqueribe coerentemente registram que Senaqueribe não somente exigia tributo dos reis que "não se inclinam em submissão ao meu jugo", mas também insistia em depor os reis rebeldes e substituí-los por outros de sua própria escolha. Ezequias apenas enviou tributo, ele não abdicou (vs. 14-16).

 

Laquis                        Essa fortaleza judaica estava localizada a 45 km a sudoeste de Jerusalém (cf. Mq 1.13).

 

*          18.18   Os três oficiais assírios se reuniram com três oficiais judeus: o administrador do palácio (cf. 1Rs 4.6), o secretário (cf. 2Sm 8.17) e o cronista (cf. 2Sm. 8.16).

 

*          18.26   Rogamos-te que fales em aramaico aos teus servos. O aramaico (a língua da antiga Síria) tornara-se, por esse tempo, a linguagem de diplomacia internacional. Ao pedir que os oficiais assírios usassem o aramaico, o oficial judeu esperava impedir que os habitantes de Jerusalém compreendessem a fala do comandante assírio.

 

*          18.31   vide... figueira... cisterna. A descrição indica uma vida diária normal e pacífica (1Rs 4.25; Mq 4.4; Zc 3.10).

 

*          18.32   vos leve para uma terra. Essas palavras são uma paródia do dom divino da Terra Prometida aos israelitas. O rei assírio, dessa maneira, ofereceu-se para substituir as promessas do Senhor pelas suas próprias promessas. Ezequias mais tarde referir-se-ia a essas reivindicações como blasfêmias (19.1-6).

 

*          18.33   Na Bíblia, o Senhor é totalmente distinto de outros deuses. O comandante assírio, entretanto, não fez distinções. Na opinião do comandante, se os deuses das nações não tinham podido derrotar a Assíria, nem o Senhor dos judeus conseguiria fazê-lo.

 

*          18.34   Hamate... Sefarvaim... Iva. Ver nota em 17.24.

 

Arpade.  Ficava localizada perto de Hamate, na Síria. Arpade foi capturada em 740 a.C.

 

*          18.36   Calou-se, porém, o povo. O esforço dos assírios por causar um levante do povo judeu contra seu rei (vs. 29,31,32) foi um fracasso total.

 

*          18.37   com suas vestes rasgadas. As vestimentas rasgadas indicavam a aflição emocional dos oficiais judeus (1Rs 21.27, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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