*          25.1                 no nono ano. Isto é, janeiro de 588 a.C.

 

*          25.2                 até ao undécimo ano do rei Zedequias. Ou seja, julho de 586 a.C. (Jr 39.2; 52.5-7).

 

*          25.3                 fome. Durante o assédio, Jerusalém experimentou terríveis privações (Jr 38.2-3 e Lm 4.10).

 

*          25.4                 porta que está entre os dois muros. Esse portão ficava na muralha sudeste da cidade de Davi, e pode ter sido a "Porta da Fonte" (Ne 3.15).

 

*          25.6                 ao rei de Babilônia, a Ribla. Ver nota em 23.33.

 

*          25.7                 a ele vazaram os olhos. A cegueira era uma punição comum para os cativos rebeldes, no antigo Oriente Próximo e Médio (Ez 12.13).

 

o levaram para a Babilônia. Zedequias desconsiderou o conselho de Jeremias (Jr 38.14-28) que tinha exortado o rei a render-se à Babilônia, porquanto o julgamento do Senhor era inevitável. Através de uma rendição pacífica, Jerusalém poderia ser poupada da destruição. Mas a teimosa resistência de Zedequias só trouxe horrendos resultados para ele e para o povo de Israel. O próprio Zedequias morreu na Babilônia (Jr 52.11).

 

*          25.8                 do quinto mês. Ou seja, agosto de 586 a.C.

 

*          25.9                 todos os edifícios importantes. A terrível carnificina e destruição foi deliberada. Nabucodonosor não reconstruiu Judá nem fez de Jerusalém uma capital provincial babilônica. E, diferente do que fizeram os assírios no tratamento que deram a Israel (2Rs 17.24-31; Ed 4.2), ele não importou novos colonos de outras áreas para substituírem os mortos e os exilados.

 

*          25.11   desertores. Ao que tudo indica, alguns dentre os israelitas tinham-se bandeado para os babilônios, antes mesmo do cerco final. E os babilônios levaram esses para a Babilônia.

 

levou cativos. Os babilônios implementaram uma segunda deportação (24.12-16), deixando somente os pobres para cultivarem a terra (v. 12).

 

*          25.15   os braseiros, as bacias. Ver 2Rs 24.13; 1Rs 7.50; Jr 15.13; 20.5 e 27.16-22.

 

*          25.18   Seraías, sumo sacerdote. Ele era neto de Hilquias (22.4,8; 1Cr 6.13,14) e um dos ancestrais de Esdras (Ed 7.1).

 

*          25.21   os feriu e os matou. Os babilônios eliminaram todos os líderes restantes, nem todos os quais eram militares.

 

*          25.22   Gedalias. Tendo abolido a monarquia de Judá, Nabucodonosor nomeou Gedalias como governador. O pai de Gedalias, Aicão, apoiara Jeremias (Jr 26.24). Nabucodonosor escolheu um cidadão bem conhecido de Judá para ser o governador, a fim de trazer estabilidade à terra (Jr 40.9-12).

 

Aicão. O pai de Gedalias tinha sido um dos grandes conselheiros de Josias (22.12).

 

*          25.23   Mispa. Gedalias morava em Mispa, a quase 13 km ao norte de Jerusalém (Jr 40.6).

 

*          25.24   jurou. Ver nota em 1Rs 1.17.

 

*          25.25   no sétimo mês. Isto é, outubro de 586 a.C.

 

Ismael... de família real. O avô de Ismael, Elisama, era secretário real sob Jeoaquim (Jr 36.12; 41.1). Ismael fazia parte de uma facção em Judá que via Gedalias como um colaborador e que queria resistir aos babilônios (ver a narração detalhada em Jr 40.13—41.18). Provavelmente Ismael tinha ambicionado o restabelecimento do trono de Judá, onde ele mesmo seria o rei.

 

feriram Gedalias, e ele morreu. Esse fato piorou as condições em Judá (Jr 44.1-14). Os exilados consideraram a morte de Gedalias uma grande perda. Eles instituíram dias de jejum para lamentar pela sua morte, bem como pela destruição de Judá e Jerusalém (Zc 7.5; 8.19).

 

*          25.26   foram para o Egito. Temendo represálias dos babilônios, os líderes do golpe buscaram refúgio no Egito, onde governava um Faraó anti-babilônico (24.20 e nota). A lei do rei, em Dt 17.14-20 proíbe qualquer rei de Israel a levar o povo de volta ao Egito (Dt 17.16). Ironicamente, esses líderes do golpe, em sua busca pelo poder, tornaram-se culpados ao incorrerem em uma das maldições da aliança — voltando ao Egito, a terra da escravidão e do trabalho forçado (Dt 28.68).

 

*          25.27-30         O autor dos livros de Reis termina sua obra com uma nota de esperança ao chamar atenção para a misericórdia demonstrada para com Joaquim, rei de Judá, estando ele exilado na Babilônia.

 

*          25.27   No trigésimo-sétimo ano. Isto é, março de 561 a.C.

 

Evil-Merodaque, rei da Babilônia. Evil-Merodaque era filho e sucessor de Nabucodonosor (24.1, nota).

 

libertou do cárcere a Joaquim. Documentos administrativos da Babilônia mencionam o pagamento de rações de azeite e cevada a Joaquim, rei de Judá, bem como a cinco de seus filhos. Evil-Merodaque pode ter iniciado esses atos de misericórdia por ocasião de sua entronização.

 

*          25.28   lhe deu lugar de mais honra. Dt 4.25-31; 30.1-10 e a oração de Salomão no templo (1Rs 8.46-53) são passagens que se referem às condições de exílio. Esses textos exortam o povo de Israel ao arrependimento (Dt 4.30; 30.2; 1Rs 8.47). A oração de Salomão de que os exilados recebessem compaixão às mãos de seus captores foi atendida no tratamento bondoso dado a Joaquim. Dt 30.3-5 promete a restauração do povo de Deus, e, em 538 a.C., os judeus tiveram permissão de voltar à pátria (Ed 1.1-4; Is 44.24-28; 45.1-6). Os crentes entendem a promessa em Dt 30.6 no sentido de que Deus circuncidará os corações de seu povo, para que lhe sejam obedientes, o que seria cumprido pelo derramamento do Espírito Santo (Atos 2.14-21; 2Co 3.1-6).

 

*          25.29   passou a comer pão na sua presença. Ver nota em 1Rs 2.7. O tratamento preferencial dado a Joaquim foi um raio de esperança sobre a continuação das promessas feitas a Davi (2Sm 7.8-16). Os sombrios capítulos finais dos livros dos Reis enfatizam o julgamento divino sobre Judá (21.10-15; 23.26,27; 24.3,4,20; 25.21), mas também revelam, nos seus últimos versículos, que a destruição de Judá e de Jerusalém não extinguiu a linhagem de Davi. Há razão em se olhar para o futuro com plena confiança em Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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