* 1.3 Elias, o tesbita. Ver nota
em 1Rs 17.1.
rei de Samaria. Ver nota
em 1Rs 16.24.
* 1.8 homem vestido de pêlos... cinto de ouro. Em sua
aparência, em seu ascetismo e em sua coragem profética, João Batista
assemelha-se a Elias (Mt 3.4). Ambos os profetas tiveram um ministério de
julgamento e arrependimento (Mt 3.1-12; Lc 3.2-17).
* 1.9 Homem de Deus, o rei diz:
Desce. Para Acazias, a profecia de Elias constituía uma
interferência nos negócios do estado, pelo que o profeta deveria ser
considerado responsável diante do rei por seus atos. A reação de Acazias revela
uma compreensão caracteristicamente cananéia dos poderes ilimitados de um
monarca (1Sm 8.11-17; 1Rs 21.2, nota cf. Dt 17.14-20).
* 1.17 Jorão. Jorão, à
semelhança de Acazias, era filho de Acabe (3.1; 1Rs 22.51). Esse Jorão do reino
do norte, Israel, não deve ser confundido com Jeorão, filho e sucessor de
Josafá (ver 8.16,23), que reinou no reino do sul (Judá), mais ou menos na mesma
época.
* 1.18 livro da História dos Reis de
Israel. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 2.1 ao céu por um redemoinho. Na Bíblia
somente Elias e Enoque (Gn 5.24) foram privilegiados de não morrerem mas serem
levados diretamente para o céu.
Gilgal. Localizado
ao oeste do Jordão, perto de Jericó.
* 2.2 Betel. Betel era
uma das principais cidades das terras altas centrais (1Rs 12.29, nota).
* 2.8 feriu as águas. Elias, tal
como Moisés e Josué, antes dele, testificou a divisão das águas, o que permitiu
aos escolhidos de Deus passarem em segurança para o outro lado, caminhando em
terra seca (Êx 14.21,22; Js 3.14-17).
* 2.9 porção dobrada. Em Israel,
o filho mais velho recebia uma partilha dupla da herança da família, e também
tinha o direito de suceder a seu pai (Dt 21.17). O desejo de Eliseu de receber
"porção dobrada" do espírito de Elias foi, por conseguinte, um pedido
ousado de levar adiante o ministério de Elias.
* 2.10 Dura coisa pediste. Não
dependia de Elias, mas cabia a Deus determinar se seria atendido o ousado
pedido de Eliseu.
* 2.11 um carro de fogo, com cavalos
de fogo. Os auxiliares celestes de Deus escoltaram Elias ao céu, por
meio de um "redemoinho". O fogo aparece por diversas vezes no
ministério de Elias, como um sinal do poder todo-consumidor de Deus
(1.10,12,14; 1Rs 18.38; cf. 1Rs 19.12).
* 2.12 Meu pai, meu pai. Esse
título respeitoso endereçada a uma pessoa de autoridade (Gn 45.8; Jz 17.10 e Mt
23.9) seria usado mais tarde com Eliseu (6.21; 13.14). O profeta Malaquias
declarou que Elias retornaria antes da vinda do "dia do SENHOR" (Ml
4.5 e nota). Elias prepararia o povo para o ministério do Senhor (1.8, nota).
* 2.13 levantou o manto. Antes,
Elias tinha lançado seu manto sobre Eliseu, como sinal de que Eliseu seria o
seu sucessor (1Rs 19.19). Agora o que tinha sido prometido se cumpriu.
* 2.14 elas se dividiram... e Eliseu
passou. Deus designou Josué como o sucessor aprovado de Moisés (Nm
27.12-23; Dt 31.1-8; 34.9; Js 1.1-9), levando-o a liderar o povo para o outro
lado do rio Jordão e entrar na Terra Prometida, tal como Moisés levara o povo
de Israel a atravessar o mar Vermelho (Êx 14 e 15; Js 3). Agora Deus nomeia
Eliseu como sucessor de Elias, dividindo as águas do rio Jordão tal como fizera
com Elias (v. 8).
* 2.15 os discípulos dos profetas...
se prostraram diante dele em terra. Ver nota em 1Rs 20.35.
* 2.19 Os homens da cidade. Esses
homens, com toda a probabilidade, eram os líderes de Jericó (v. 18).
* 2.20 prato novo. Um prato
novo estaria isento de qualquer impureza cerimonial.
ponde nele sal. O termo
aqui ressalta o aspecto preservador do sal, e é um símbolo apropriado de como
Deus é fiel às suas promessas e que sustenta o seu povo (Lv 2.13; Nm 18.19; 2Cr
13.5; Ez 43.24; Mt 5.13; Mc 9.49,50).
* 2.23 calvo. Pode ser
que os jovens estivessem comparando, sarcasticamente, Eliseu com o mestre
Elias, o qual era "coberto de pêlos" (1.8), e desafiando-o a
"subir" ao céu, da mesma forma que Elias tinha feito (v. 11).
* 2.24 e os amaldiçoou. Eliseu, em
seu ministério, era caracteristicamente compassivo para com os arrependidos e
duro e severo para com os obstinados. A morte dos jovens de Betel tornou-se
outra manifestação pública do poder de Deus presente em seu porta-voz, Eliseu
(vs. 14,21).
* 3.1 no décimo oitavo ano de
Josafá. É provável que Jeorão, de Judá, e seu pai, Josafá, tenham
sido co-regentes por aproximadamente cinco anos (853-848 a.C.). O "segundo
ano de Jeorão" (1.17) seria a mesma coisa que "o décimo oitavo ano de
Josafá" (3.1).
doze anos. Isto é,
entre 852 e 841 a.C.
* 3.2 a coluna de Baal. Ver a nota
em 1Rs 14.23. Jorão iniciou uma reforma secundária, na tentativa de desfazer um
pouco do dano causado por seus pais.
* 3.3 pecados de Jeroboão. Ver a nota
em 1Rs 12.30. A reforma de Jorão não foi completa; ele não reformou a falha
fundamental na adoração do reino do norte.
* 3.4 Mesa, rei dos moabitas. De acordo
com a Pedra Moabita, Mesa reconheceu que, tal como seus antecessores, ele
também tinha sido vassalo de Israel. Ele alegou ter libertado sua terra da
sujeição a Israel e se arrogava em dizer que "Israel pereceu para
sempre".
pagava o seu tributo. Parte das
obrigações de Mesa, como rei vassalo, era pagar tributo regularmente ao seu
superior.
* 3.9 o rei de Edom. O
governante de Edom provavelmente era vassalo do rei de Judá, e, portanto,
forçado a ajudá-lo (cf. 8.20; 1Rs 22.47).
* 3.11 Não há, aqui, algum profeta do
SENHOR? Josafá fez pergunta similar a Acabe (1Rs 22.7).
* 3.14 não respeitasse a presença de
Josafá. Eliseu consentiu em profetizar para a coligação, mas somente
por causa de Josafá, cujo reinado era considerado de maneira positiva (1Rs
22.43).
* 3.15 trazei-me um tangedor. O tangedor
era um músico, empregado para prover uma atmosfera apropriada para o
recebimento de uma revelação divina (cf. 1Sm 10.5,6; 19.20-24).
o poder de Deus. Lit. “a
mão do SENHOR”. Essa frase simboliza a inspiração profética (Ez 1.3; 8.1 e
13.9).
* 3.16 neste vale. É
geralmente identificado com o vale do Zerede, um riacho sazonal que flui para
dentro da extremidade sul do mar Morto, e que formava a fronteira entre Edom e
Moabe (Dt 2.13).
* 3.20 vinham as águas pelo caminho de
Edom. Enchentes repentinas nos montes de Edom fluíam rapidamente
pelo leito seco na direção do mar Morto.
* 3.22 as águas vermelhas como sangue. Essas
águas estavam coloridas devido ao arenito vermelho de Edom (cf. Gn 25.30).
* 3.25 Quir-Haresete. Provavelmente
esse era o nome da capital de Moabe (Is 16.7,11; Jr 48.31,36), a cerca de 18 km
a leste do mar Morto, e a 22 km e meio ao norte do vale do Zerede.
* 3.27 seu filho primogênito. Esse ato
horrendo tinha por finalidade induzir o deus Camos a evitar que os moabitas
sofressem derrota certa. O sacrifício de infantes era algo expressamente
proibido em Israel (Êx 34.20; Dt 18.10); não obstante, dois dos reis
posteriores de Judá (Acaz e Manassés) aparentemente o praticaram (16.3; 21.6).
* 4.1 discípulos dos profetas. Ver nota
em 1Rs 20.35.
meus dois filhos para lhe serem
escravos. A lei mosaica permitia que se vendessem filhos como servos
(ou escravos) durante um período limitado de tempo (Êx 21.2,7; Lv 25.39-46; Dt
15.12-18). Infelizmente, essa disposição legal estava sujeita a abusos
constantes (Ne 5.5-8; Jr 34.8-22; Am 2.6; 8.6).
* 4.8 Suném. Na parte
norte da terra de Canaã, fora de Israel (1Rs 1.3, nota).
* 4.12 Geazi. O
auxiliar pessoal de Eliseu (5.20-27; 6.15).
* 4.14 ela não tem filho, e seu marido
é velho. Um herdeiro se revestia de grande importância, porquanto o
nome da família e suas possessões seriam transmitidas aos filhos. Se não
houvesse filhos, entretanto, a casa e os bens da família seriam deixados para
outros. Desta forma, viver como viúva, o que se constituia em um futuro bem
provável para aquela mulher, tornariam as coisas muito difíceis para ela (1Rs
17.9, nota).
* 4.17 deu à luz um filho. Por toda a
Bíblia, a graça de Deus para com mulheres sem filhos, como Sara (Gn 17.16-19),
Rebeca (Gn 25.21-26), Raquel (Gn 29.31; 30.22-24) e Isabel (Lc 1.5-25), mostra
o seu amor e compaixão pelos pobres e oprimidos.
* 4.21 o deitou sobre a cama do homem
de Deus. Ela se recusou a aceitar a morte de seu filho e ocultou o
corpo do menino no dormitório de Elias para que o ritual das lamentações não se
iniciasse (Gn 50.10; 2Cr 35.25; Jó 2.12,13; Dn 10.2; Mc 5.38; Jo 11.33).
* 4.23 Não é dia de Festa da Lua Nova
nem sábado. A antiga nação de Israel tinha um calendário lunar e uma
festa era celebrada a cada lua nova (Nm 10.10; 28.11-15; Ed 3.5; Ne 10.33; Is
1.13,14; Am 8.5). A lei mosaica não permitia que se trabalhasse em dia de
sábado, e possivelmente também não no dia da Lua Nova (Êx 16.23; 20.8-10; 1Sm
20.5 e 1Cr 23.31).
* 4.27 abraçou-lhe os pés. Esse ato
era um sinal de respeito (Jo 11.32).
* 4.38 Põe a panela grande ao lume. Durante um
período de fome, o pedido de Eliseu não era trivial (cf. 1Rs 17.11-13).
* 4.39 trepadeira silvestre. Naquela
região existem várias espécies de trepadeiras que apresentam certo grau tóxico,
mas que se assemelham a plantas comestíveis.
* 4.42 Baal-Salisa. Na região
montanhosa de Efraim, às margens do riacho de Caná.
pães das primícias. Ao trazer
as primícias da colheita, o homem demonstrou sua dedicação a Eliseu e sua
gratidão por seu trabalho profético (Lv 2.14; 23.9-21; Dt 18.3-5).
* 5.1 rei da Síria. Esse rei
e o rei de Israel (v. 5), provavelmente foram Ben-Hadade II (8.7; 13.3; 1Rs
20.1), e Jorão (1.17; 3.1 e 9.24).
* 5.2 tropas. Durante a
longa história da tensão entre Israel e Síria, com freqüência havia choques e
disputas nas fronteiras.
* 5.5 uma carta ao rei de Israel. O rei da
Síria enviou uma missiva oficial ao rei de Israel, apresentando-lhe Naamã e
solicitando em prol deste um favor. O rei da Síria estava enganado ao supor que
Eliseu trabalhava sob as ordens do rei de Israel.
dez talentos de prata, seis mil
siclos de ouro. Ou seja, cerca de 340 kg de prata, e 68 kg de ouro.
* 5.7 rasgou as suas vestes. Esse era
um sinal de grande aflição (1Rs 21.27 e nota).
* 5.8 Por que rasgaste as tuas
vestes. Eliseu repreendeu o rei de Israel por haver reagido ao
pedido do rei da Síria com tanta apreensão, sem crer que Deus pudesse ajudá-lo.
saberá que há profeta em Israel. Ver 3.11;
8.7,8; 1Rs 17.24; 18.36. Eliseu respondeu afirmativamente à solicitação dos
sírios (v. 3).
* Eliseu
lhe mandou um mensageiro. Tanto Elias quanto Eliseu freqüentemente submetiam a
teste a fé das pessoas a quem eles ministravam (1Rs 17.13; 2Rs 4.3,4). Neste
caso, Eliseu nem ao menos foi ao encontro de Naamã, mas, em lugar disso, enviou
instruções a ele por meio de um mensageiro.
* 5.11 moveria a mão sobre o lugar. Não
percebendo a importância da liberdade divina e nem o papel crítico da fé, Naamã
achava inconcebível ter que banhar-se por sete vezes no rio Jordão.
* 5.12 Abana e Farfar, rios de
Damasco. Se a cura profética fosse um rito sem sentido, Naamã bem
poderia ter ficado em sua própria casa.
* 5.15 Em toda a terra não há Deus, senão em
Israel. Naamã não estava dizendo apenas que o Senhor era mais
poderoso do que os deuses da Síria; mas estava confessando que só existe um
Deus, o Senhor; e, ao assim dizer, Naamã adotou a fé de Israel como a sua
própria fé (1Rs 18.39).
* 5.16 Tão certo como vive o SENHOR. Essas
palavras correspondem a um juramento (1Rs 1.17 e nota).
* 5.17 uma carga de terra de dois
mulos. Os povos do antigo Oriente Próximo acreditavam que os deuses
estavam ligados à terra onde eram adorados. Naamã pediu um pouco do solo da
terra do Senhor para santificar o altar que ele planejava lhe edificar em outro
país.
* 5.18 Rimom. Essa
palavra (lit., "romã") é uma paródia do nome Ramanu, o deus sírio da
tempestade, correspondente a Baal. Essa principal divindade da Síria também era
conhecida pelo nome de Hadade (Zc 12.11).
* 5.22 discípulos dos profetas. Ver nota
em 1Rs 20.35.
* 5.27 a ti e à tua descendência. O pecado
não é algo apenas individual, mas também coletivo (Êx 20.5).
* 6.1 discípulos dos profetas. Ver nota
em 1Rs 20.35.
* 6.5 machado. Esse
instrumento era caro e relativamente raro em Israel nesse tempo. Pelo fato de
que o profeta tinha emprestado o machado de um amigo, sua perda representaria
um problema.
* 6.8 rei da Síria. Assim
como no cap.5, os reis da Síria e de Israel (v. 9) não foram chamados por seus
nomes. O mais provável é que tenham sido Ben-Hadade II (8.7; 13.3; 1Rs 20.1) e
Jorão (1.17; 3.1; 9.24).
guerra a Israel. A despeito
da ratificação de um tratado ente Israel e a Síria (1Rs 20.34; 22.1), as duas
nações continuaram a lutar.
* 6.16 mais são os que estão conosco. Eliseu
referia-se ao "exército" celestial de Deus (cf. Js 5.13-15; 2Cr
32.7,8; Dn 10.20; 12.1). Ao lutarem nas guerras por Deus, os israelitas
acreditavam que não estavam lutando sozinhos, mas contando com o poder de Deus
(Êx 15.1-12; Dt 20.1-4; 2Sm 22.7-16,31-51). Ver também Mt 26.53.
* 6.17 lhe abras os olhos. Eliseu
orou para que o servo visse algo que não aparece a olhos nus: os exércitos
celestiais de Deus prontos para batalhar contra os sírios.
* 6.21 meu pai. Os reis
chamavam Eliseu de "pai", por terem grande respeito por ele (2.12 e
nota; 13.14).
* 6.22 Não os ferirás. A lição
destacada por Eliseu era dupla. Em primeiro lugar, os cativos não pertenciam ao
rei, porque a vitória pertencia a Deus. Em segundo lugar, os cativos que se
colocavam à mercê de seus captores normalmente não eram mortos (Dt 20.11; 2Sm
8.2).
* 6.24 Ben-Hadade. O mais
provável é que tenha sido Ben-Hadade II (8.7; 1Rs 20.1, nota).
* 6.25 a cabeça de um jumento por
oitenta siclos de prata. Uma parte indesejável de um animal imundo (Lv
11.2-7; Dt 14.4-8) estava sendo vendida por quase um quilo de prata.
* 6.28 Dá teu filho, para que, hoje, o
comamos. As maldições da Aliança do Sinai previam exatamente essa
espécie de canibalismo (Lv 26.29; Dt 28.52-57; cf. Lm 2.20; 4.10; Ez 5.10).
* 6.30 rasgou as suas vestes. Esse ato
era um sinal de aflição (1Rs 21.27, nota).
trazia pano de saco por dentro,
sobre a pele. Isso demonstrou que até o rei estava em estado de lamentação
(Gn 37.34; 1Rs 21.27; Jo 3.5,6).
* 6.32 juntamente com os anciãos. Os líderes
da cidade estavam conferenciando com Eliseu, e não com o rei (1Rs 8.1, nota).
* 7.1 Um alqueire de flor de
farinha por um siclo. Eliseu profetizou uma súbita reversão da fome, quando
cerca de oito litros de farinha de trigo seria vendido por menos de dezesseis
gramas de prata (cf. 6.25).
* 7.3 à entrada da porta. A lei
mosaica proibia que pessoas com enfermidades na pele vivessem na comunidade (Lv
13.46; Nm 5.1-4; 12.14,15).
* 7.6 heteus e... egípcios. Os heteus
viviam na Ásia Menor (Nm 13.29). O Egito (no hebraico, misraym) pode ter
sido confundido com um estado secundário próximo do lugar de onde viviam os
heteus, cujo nome era semelhante ao nome hebraico para Egito (cf. 1Rs 10,28,29
e notas).
* 8.1 a fome. O
escritor sacro não declarou quanto tempo havia passado entre os eventos do
cap.4 e o presente incidente.
* 8.2 na terra dos filisteus. Isto é, na
planície sudoeste, onde a chuva era bastante adequada para a agricultura.
* 8.3 a clamar. Em sua
obrigação como supervisor do sistema judicial da nação, o rei ouvia causas
especiais (1Rs 3.16, nota).
* 8.4 o rei. Seu nome
não nos foi fornecido, mas se este rei era Jorão (1.17; 3.13), então é
surpreendente que ele nada soubesse sobre as atividades de Eliseu. Ou este
incidente teve lugar pouco tempo depois dos eventos narrados em 4.8-37 ou o rei
aqui referido era Jeú (cap. 9).
Geazi. Ele era o
auxiliar pessoal de Eliseu (4.12, nota; 5.27, nota).
* 8.7 Veio Eliseu a Damasco. Era
incomum que profetas de Israel visitassem capitais estrangeiras. Mas Eliseu
estava em uma missão incomum: implementar a primeira das três ordens que Deus
havia dado a Elias, no monte Horebe (1Rs 19.15,16).
Ben-Hadade.
Provavelmente Ben-Hadade II (6.24; 1Rs 20.1, nota).
* 8.8 Hazael. O Senhor
tinha dito a Elias que ele deveria ungir Hazael como rei sobre a Síria, como
parte do julgamento divino contra a casa de Acabe (1Rs 19.15).
* 8.9 de tudo que era bom de
Damasco. A cidade de Damasco tinha uma reputação internacional como um
centro de comércio do antigo Oriente Próximo.
Teu filho Ben-Hadade. Essa é
uma indicação diplomática da alta consideração que Ben-Hadade tinha por Eliseu
(6.21; 13.14).
* 8.12 deitarás fogo... rasgarás o
ventre. Tais atrocidades eram comuns nas guerras antigas (Gn 34.29;
Sl 137.9; Is 13.16; Os 10.14; 13.16; Am 1.13; Na 3.10). Eliseu, contudo, não
aprovava tais atos; antes, ele os lamentava.
* 8.13 teu servo, este cão. Essa
expressão de autodepreciação na presença de um superior ocorre em certo número
de documentos extrabíblicos (cartas de Laquis e Tell-el-Amarna), do começo do
século VI a.C., em Judá (ver também uma fórmula parecida em 1Sm 17.43; 24.14;
2Sm 3.8). Inscrições assírias referem-se a Hazael como "filho de
ninguém", isto é, um cidadão comum.
* 8.15 tomou um cobertor. Hazael
entendeu a profecia de Eliseu como licença para cometer assassinato, uma
indicação da crueldade de Hazael.
* 8.16 Jeorão. Jeorão
provavelmente, reinou juntamente com seu pai, Josafá, por cinco anos, antes de
tornar-se monarca exclusivo de Judá (1.17; 1Rs 22.42). Este versículo assinala
a morte de Josafá e o começo do governo independente de Jeorão (848 - 841
a.C.).
* 8.18 andou nos caminhos dos reis de
Israel. Geralmente, os reis de Judá eram avaliados com referência a
seus antecessores. Jeorão foi propositalmente contrastado com a "casa de
Acabe", porquanto ele imitava suas políticas. Acabe introduziu e sancionou
a adoração a Baal, no reino de Israel, no norte, e agora Jeorão fazia a mesma
coisa em Judá.
a filha deste era sua mulher. As
dinastias governantes do norte e do sul estavam agora ligadas por ideologia e
por laços de sangue (v. 26; 2Cr 21.6). Atalia promoveu a adoração a Baal no
sul, tal como sua mãe, Jezabel, tinha promovido a religião de Baal no norte
(1Rs 16.31; 18.4; 19.2).
* 8.19 por amor de Davi, seu servo. Por causa
do amor do Senhor para com Davi, Judá foi preservado em sua existência, tendo
sido mantida acesa a lâmpada de Davi.
* 8.22 até ao dia de hoje. Ver a nota
em 1Rs 8.8.
se rebelou também Libna. Libna era
uma cidade que ficava próxima da fronteira com a Filístia, a cerca de 24 km a
sudeste de Asdode.
* 8.23 Livro da História dos Reis de
Judá. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 8.24 Acazias. Não deve
ser confundido com seu tio por parte de mãe, o rei Acazias, de Israel (1Rs
22.40,51—2Rs 1.18).
* 8.25
No décimo-segundo ano de Jorão, filho
de Acabe. Isto é, 841 a.C.
* 8.26 Atalia. Ver nota
no v. 18.
* 8.27 Ele andou no caminho da casa de
Acabe, e fez o que era mau. Tal como seu pai, Jeorão, Acazias imitou as políticas
religiosas de Acabe, sancionando a adoração, em Judá, do deus cananeu, Baal
(1Rs 16.31, nota).
* 8.28 Foi com Jorão, filho de
Acabe... à peleja. Anteriormente, Josafá, rei de Judá, havia aliado-se a
Acabe, rei de Israel, em uma campanha contra os sírios, em Ramote-Gileade (1Rs
22). Esta campanha, tal como a anterior, terminou em desastre (1Rs 22.32-37).
* 8.29 Então, voltou o rei Jorão para
Jezreel. Nessa cidade havia uma residência real dos reis do norte
(1Rs 18.45, nota). Também foi este o local do terrível crime de Acabe e Jezabel
contra Nabote (1Rs 21).
* 9.1 discípulos dos profetas. Ver nota
em 1Rs 20.35.
* 9.3 Toma... azeite, derrama-lho
sobre a cabeça. Eliseu instruiu um dos profetas para que realizasse
um rito de unção, usado para designar um (futuro) monarca (11.12; 23.30; 1Sm
9.16; 10.1; 16.13 e 2Sm 2.7).
* 9.9 como à casa de Jeroboão...
como à casa de Baasa. Deus tinha destruído essas duas dinastias israelitas
anteriores por causa de sua infidelidade (1Rs 15.27-30; 16.8-13).
* 9.10 não haverá quem a enterre. A falta de
sepultamento era um sinal de desgraça (Jr 8.2; 16.4-6; 22.19; 25.33).
* 9.11 este louco. Por causa
de seu estilo de vida incomum, hábitos excêntricos e mensagem proféticas
extáticas, os profetas eram tidos como loucos por certas pessoas (cf. Jr 29.26;
Os 9.7).
* 9.13 tocaram a trombeta. As
trombetas anunciavam a unção de um rei (cf. 2Sm 15.10; 1Rs 1.34).
* 9.21 Nabote, o jezreelita. O golpe
político de Jeú atingiu o seu clímax no mesmo lugar onde Acabe e Jezabel tinham
mandado matar Nabote (1Rs 21.1-16).
* 9.22 Que paz. A pergunta
feita por Jeú atingiu em cheio o âmago da questão. Não pode haver verdadeira
paz enquanto houver idolatria e feitiçaria (cf. 17.17; 21.6; Jz 2.17; 8.33; Os
2.3; Na 3.4).
* 9.25 o SENHOR pronunciou contra ele
esta sentença. Ver 1Rs 21.21-24.
* 9.27 Acazias, rei de Judá... morreu. Jeú não
estava autorizado a matar os descendentes de Davi que estavam aparentados com a
casa de Acabe, através de sua filha, Atalia (cf. os vs. 8-10). Jeú mostrou-se
por demais zeloso no cumprimento de sua comissão. Oséias o criticou "pelo
sangue de Jezreel” (Os 1.4).
* 9.29 No ano undécimo. Esse
número talvez nos informa acerca dos anos completos de seu governo, deixando de
fora o ano em que ele subira ao trono. Isso concordaria com os números
apresentados em 8.25.
* 9.30 Jezreel. O cenário
volta a ser o sinistro local do assassinato de Nabote.
* 9.31 Zinri. Ao
referir-se a Jeú dessa maneira, Jezabel aludia sarcasticamente ao massacre
sangrento efetuado por Zinri, quase meio século antes (1Rs 16.9-15).
* 9.32 eunucos. Essa
última palavra pode referir-se a homens que eram empregados como guardas e
auxiliares dos haréns reais, no antigo Oriente Próximo (como aqui), ou a
oficiais da corte real (20.18; Is 39.7; Jr 29.2; 34.19; 38.7; Dn 1.3,7-10).
* 9.34 filha de rei. Jeú não
dignificou Jezabel com o título de "rainha de Israel", mas antes,
referiu-se a ela como a filha de Etbaal, rei dos sidônios (1Rs 16.31).
* 9.36 os cães comerão a carne de
Jezabel. O oráculo de julgamento do qual Jezabel escarneceu com tanto
desprezo, enquanto vivia, agora se cumpria em sua morte (1Rs 21.23). Cães
também estiveram presentes na morte de Acabe (1Rs 22.38).
* 10.1 setenta filhos. Esse
número provavelmente incluía netos. Mas é desconhecido o número das esposas que
Acabe tinha (1Rs 20.5).
anciãos. Ver nota
em 1Rs 8.1.
tutores. Esses
guardiões (ver a referência lateral) eram responsáveis pela criação e educação
das crianças do palácio real. O rei estava morto, e Jeú falava em vários
personagens menores.
* 10.5 o responsável pelo palácio. Ver nota
em 1Rs 4.6.
o responsável pela cidade. Essa
posição é semelhante à de "governador da cidade", em 1Rs 22.26.
* 10.6 tomai as cabeças dos homens,
filhos de vosso senhor. A exigência de Jeú tomou a forma de um trocadilho. No
hebraico, "cabeça" pode significar parte do corpo, ou pode significar
"líder" ou "chefe". É incerto, entretanto, se Jeú estava
solicitando a morte de todos os descendentes do sexo masculino de Acabe, ou
apenas os líderes entre os príncipes reais.
* 10.7 e os mataram, setenta pessoas. Os líderes
de Samaria não se arriscaram: cumpriram literalmente as ordens de Jeú. Dessa
maneira, outro componente da profecia de Elias foi realizado (1Rs 21.21-24).
* 10.8 Ponde-as em dois montões. Os reis
assírios, como Assurbanipal e Salmaneser III, intimidavam as populações deixando
montes de cabeças perto dos portões das cidades.
* 10.11 Jeú feriu também todos. As ações
de Jeú ultrapassaram em muito os mandatos do oráculo de Elias (1Rs 21.21-24), e
o oráculo entregue pessoalmente a Jeú (9.7-10).
* 10.12 Bete-Equede, dos Pastores.
Provavelmente localizada a alguns poucos quilômetros a nordeste de Jenim.
* 10.13 Parentes de Acazias. Esses
parentes não percebiam que havia um golpe político.
* 10.15 Jonadabe, filho de Recabe. Ele
pertencia a uma família ou clã, em Israel, que levava uma vida de austeridade e
abstinência. Seguindo suas convicções acerca da adoração a Deus, os recabitas
não plantavam campos e nem bebiam vinho (Jr 35).
* 10.18 Acabe serviu pouco a Baal; Jeú, porém, muito
o servirá. O ardil das palavras de Jeú teve por intuito fazer com que
os apoiadores de Baal revelassem publicamente a sua lealdade. Tendo destruído
totalmente a casa de Acabe (v. 17), agora Jeú começa o seu expurgo da adoração
a Baal em Israel.
* 10.21 casa de Baal. Acabe
tinha erigido essa estrutura em Samaria (1Rs 16.32).
* 10.26 colunas. Ver nota em 1Rs 14.23.
as queimaram. Monumentos
de pedra podem ser despedaçados se forem aquecidos no fogo, para depois
derramar-se água fria sobre.
* 10.27 a transformaram em latrinas. Isso
contaminou o local e desencorajou quaisquer adoradores futuros de Baal de
tentarem reconstruir o seu templo.
* 10.31 lei do SENHOR. Quanto à
importância de guardar a lei mosaica, ver a nota em 1Rs 2.3.
* 10.33 desde o Jordão para o nascente do sol. Hazael foi
bem-sucedido na captura dos territórios tribais de Israel localizados na
Transjordânia, cumprindo assim uma das profecias de Elias (8.12).
Aroer. Essa
cidade ficava a apenas alguns poucos quilômetros ao norte do rio Arnom, a leste
do mar Morto (Dt 2.36; Js 12.2 e 13.9,16).
* 10.34 os mais atos de Jeú. Em uma
inscrição no "Obelisco Negro", o monarca da Assíria, Salmaneser III,
registrou que "Jeú, filho de Onri", pagou-lhe tributo de prata, de
ouro e de outros artigos. Acerca disto nada é dito nos livros dos Reis.
livro da História dos Reis de
Israel. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 10.35 Jeoacaz. Quanto ao reinado dele,
ver 13.1-9.
* 10.36 vinte e oito anos. Ou seja,
entre 841 e 814 a.C.
* 11.1-21 Joiada, o sacerdote, liderou um golpe
político contra a usurpadora Atalia, mãe de Acazias, e defendeu o jovem Joás,
filho de Acazias, como legítimo herdeiro de Judá.
* 11.1 Atalia. Sendo
filha de Acabe, ela se dedicou a fazer a adoração a Baal florescer em Judá
(8.18; 11.18). Essa tentativa de expurgar a casa real de Judá levou a dinastia
de Davi à beira da extinção.
* 11.2 Jeoseba.
Provavelmente, não sendo filha de Atalia, Jeoseba seria uma meia-irmã de
Acazias. Em 2Cr 22.11, ela é identificada como a esposa do sacerdote Joiada
(cf. os vs. 4 e 9).
Joás. Ele era
filho de Acazias, e, em conseqüência, era neto de Atalia.
numa câmara interior. Joás, que
tinha menos que um ano de idade (vs. 3,21), e que ainda não havia sido
desmamado, foi providencialmente salvo da perseguição efetuada por Atalia.
* 11.3 na Casa do SENHOR. No templo,
Joás seria instruído na lei de Deus.
seis anos. O autor
sagrado reconheceu que Atalia exerceu controle sobre Judá no mínimo por seis
anos, mas visto que ele considerava o reino dela como ilegítimo, ele não a
dignificou com a usual introdução e conclusão (cf. vs. 1 e 20 com
11.21—12.3,19-21). Os anos que ela passou como chefe de estado de Judá são
contados como parte do reinado de Joás.
* 11.4 cários... guarda. Ou seja, a
guarda real (cf. 2Sm 8.18; 20.23). Eles são de origem incerta, embora alguns
eruditos os retratem como mercenários vindos da Cária, no sudeste da Ásia
Menor.
* 11.6 portão detrás da guarda. Esse
portão provavelmente estava na muralha sul, separando o templo do palácio real.
* 11.10 lanças e os escudos. Esses
artigos podem ter feito parte dos despojos que Davi capturou do rei Hadadezer,
de Zobá (2Sm 8.3-11). Dedicados por Davi ao Senhor (2Sm 8.7,11), essas lanças e
esses escudos estavam guardados no templo. Outra explicação é que esses
armamentos faziam parte das lanças e dos escudos pessoais de Davi.
* 11.12 Testemunho. Refere-se à aliança
sinaítica como um todo (Êx 25.16; cf. 23.3), ou a um documento mais limitado
que especificava os deveres e as limitações do rei (Dt 17.14-20).
* 11.14 estava junto à coluna. As colunas,
chamadas "Jaquim" e "Boás", circundavam o vestíbulo do
templo (1Rs 7.15-22). Quando o povo se reunia no templo, em ocasiões
importantes, como em algum discurso real, as pessoas costumavam ficar de pé
nessa área, defronte do templo propriamente dito.
povo da terra. O
significado preciso dessas palavras é discutido entre os eruditos, sendo
provável que seu significado tenha mudado durante o curso da história de Israel
(Ed 9.1,2). Aqui, parece designar os líderes do povo que tinham permanecido
fiéis ao Senhor e à dinastia de Davi.
rasgou os seus vestidos. Ver nota
em 1Rs 21.27.
* 11.15 matai-o à espada. Essa ordem
segue as estipulações de Dt 13.12-18.
Não a matem na Casa do SENHOR. O
derramamento de sangue no recinto do templo seria um sacrilégio.
* 11.17 aliança. Joiada liderou o povo e
Joás a renovarem sua lealdade à aliança mosaica. Outras renovações da aliança
já tinham acontecido no passado, em Israel (Dt 29.1; Js 8.30-35; 24.1-28). Os
livros de Crônicas mencionam várias renovações da aliança durante a história da
monarquia (2Cr 15.12; 23.16; 29.10 e 34.31). Considerando-se o influxo da
adoração a Baal no passado recente de Judá, era apropriado que todos buscassem
um novo início, rededicando-se ao Senhor.
e o rei, e o povo. Ver 2Cr
23.3. Tal acordo delinearia as responsabilidades das duas partes dentro do
contexto maior da aliança mosaica (Dt 17.14-20 e 2Sm 5.3).
* 11.18 povo da terra. Ver nota
no v. 14.
casa de Baal. Joiada
liderou o povo em uma completa reforma, que pode ser comparada com a reforma
anterior, liderada no norte por Jeú (10.18-29).
* 11.19 dos cários. Ver nota no v. 4.
* 11.21 Era Joás da idade de sete anos. Joiada foi
uma influência significativamente positiva sobre Joás, durante a primeira parte
do reinado deste (12.2; 2Cr 24.22).
* 12.1 No ano sétimo de Jeú...
quarenta anos reinou. Ou seja, entre 835 e 796 a.C.
* 12.2 o que era reto. Joás foi
um dos vários reis judeus que receberam uma avaliação positiva (Introdução a
1Reis: Características e Temas).
* 12.3 os altos. O reinado
de Joás não deixou de ter suas falhas religiosas. O povo continuou a adorar
"nos altos" (1Rs 3.2 e nota).
* 12.4 Todo o dinheiro das coisas santas. Joás
propos o uso das rendas do templo para conservar o templo (cf. Ne 10.32). O
templo fora negligenciado durante os anos de Atalia (v. 5; 2Cr 24.7).
taxa pessoal. Os jovens
israelitas, quando atingiam a idade de vinte anos, eram obrigados a alistar-se
para passar um ano em serviço militar e doar meio siclo para o santuário (Êx
30.11-16).
* 12.9 os sacerdotes. Ver 22.4;
23.4; 25.18; Jr 35.4; 52.24.
* 12.13 nem vaso algum. Ver 1Rs
7.50. A prioridade era dada para reparar o edifício do templo. Durante o regime
de Atalia, os móveis e utensílios do templo foram usados para a adoração a Baal
(2Cr 24.7).
* 12.16 oferta pela culpa. Ver Lv
5.16; 6.6,7; Nm 5.7-10.
oferta pelos pecados. Ver Lv 4.
A restauração instituída por Joás não privou os sacerdotes das fontes
principais de suas rendas (Lv 7.7).
* 12.17 Gate. Essa era uma das cinco principais
cidades dos filisteus; havia pertencido anteriormente a Judá (1Cr 18.1; 2Cr
11.8).
* 12.18 todas as coisas santas. Joás
saqueou seu próprio palácio e o templo, para pagar um imposto ou suborno para
que Hazael se retirasse.
* 12.19 Quanto aos mais atos. Ver 2Cr
22.10—24.27.
livro da História dos Reis de Judá. Ver a nota
em 1Rs 11.41.
* 12.20 servos. Os servos de Joás eram
filhos de mulheres estrangeiras empregadas pelo governo (14.5; 2Cr 24.26).
casa de Milo. Esse termo
pode referir-se ou a uma edifício construído sobre o "Milo", em
Jerusalém (as terraplenagens construídas por Salomão; 1Rs 9.15, nota) ou então
a um local dentro das muralhas de Jerusalém, a noroeste da cidade de Davi (cf.
Jz 9.6,20).
* 12.21 Amazias. Quanto ao reinado de
Amazias, ver 14.1-22.
* 13.1 No vigésimo-terceiro ano de
Joás... reinou dezessete anos. Ou seja, entre 814 e 798 a.C.
* 13.2 nos pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
* 13.3 Ben-Hadade, filho de Hazael. Temos
aqui uma menção a Ben-Hadade III. Quanto a Ben-Hadade I, ver 1Rs 15.18-21;
quanto a Ben-Hadade II, ver 1Rs 20.1 e nota; 2Rs 6.24; 8.7.
* 13.5 deu um salvador a Israel. Tal como
nos tempos dos juízes (Jz 2.16-23), Deus proveu ajuda temporária dos ataques
dos sírios. Esse libertador não foi mencionado pelo nome.
* 13.6 pecados da casa de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
poste-ídolo. Ver a
referência lateral. Esse objeto foi erguido por Acabe (1Rs 16.33), e
aparentemente não chegou a ser tocado pelas reformas de Jeú (2Rs 10.18-28).
* 13.7 cinqüenta cavaleiros, dez
carros e dez mil homens de pé. O rei foi deixado com um grande
número de homens de infantaria, mas apenas com pouquíssimos carros de combate.
Isso diminuiu drasticamente a sua capacidade de rápida reação diante de alguma
crise militar.
* 13.8 livro da História dos Reis de
Israel. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 13.10 No trigésimo-sétimo ano de Joás. Isto é,
798 a.C. Joás reinou entre 798 e 782 a.C.
* 13.11 pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
* 13.12 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 13.13 Jeroboão. Jeroboão II governou entre
793 e 753 a.C., incluindo onze anos como co-regente com seu pai, Jeoás.
Jeroboão começou a reinar de modo independente quando Jeoás morreu, em 782 a.C.
Ver 14.23-29.
* 13.14 Meu pai. Ver nota em 2.12.
Carros de Israel e seus cavaleiros.
Anteriormente, Eliseu usara essa expressão para dirigir-se a Elias; agora Jeoás
faz uso do cumprimento com Eliseu.
* 13.17 janela para o oriente. Essa
janela abria-se para o lado da região controlada pela Síria (10.32,33).
Flecha da vitória contra os siros. A ação
simbólica foi uma profecia que o próprio Jeoás haveria de cumprir.
Afeque. Ver nota
em 1Rs 20.26.
* 13.18 e cessou. De alguma maneira, Jeoás
deixou de perceber o sentido interior do que o profeta o estava exortando a
fazer. Eliseu considerou que Jeoás era claramente culpado pela sua falta de
entusiasmo.
* 13.20 Morreu Eliseu.
Presume-se que Eliseu morreu devido à sua idade avançada.
* 13.23 por amor da aliança com Abraão, Isaque e
Jacó. A fidelidade de Deus é constante e eterna (cf. 1Rs 18.36).
* 13.24 Ben-Hadade. Ou seja, Ben-Hadade III (v.
3, nota).
* 13.25 três vezes Jeoás o feriu. Isso
cumpriu a última profecia de Eliseu (v. 19); as vitórias de Jeoás impediram a
expansão dos sírios. Posteriormente, Jeroboão II também derrotaria os sírios
(14.25).
* 14.1 No segundo ano de Jeoás. Ou seja,
em 796 a.C.
* 14.3 Fez ele o que era reto perante
o SENHOR. Amazias seguiu as leis da aliança (ver 1Rs 2.3, nota).
ainda que não como Davi, seu pai. Ver nota
em 1Rs 11.4.
* 14.4 os altos não se tiraram. Amazias
foi um dos vários reis de Judá que foram elogiados pelo autor. Mas seu louvor é
restringido, porquanto Amazias tolerava a adoração nos santuários no alto das
colinas (1Rs 3.2, nota).
* 14.5 matou os seus servos. Ver
12.20,21.
* 14.7 Ele feriu dez mil edomitas. Essa
grande vitória reverteu temporariamente algumas perdas anteriores (cf. 8.20-22;
2Cr 25.11,12).
vale do Sal.
Provavelmente temos aqui menção às planícies salgadas do mar Morto (cf. 2Sm
8.13 e Sl 60, subtítulo).
Sela. A Septuaginta
(tradução grega do Antigo Testamento) identifica Sela (que significa
"rocha" no hebraico) com Petra (que significa "rocha" no
grego), localizada ao longo do vale Tectônico, a 80 km do mar Morto. Alguns
eruditos modernos situam-na no norte do território idumeu perto de Bozra (Jz
1.36).
até ao dia de hoje. Esta
frase reflete um tempo antes de os judeus terem sido levados cativos para a
Babilônia (1Rs 8.8, nota).
* 14.8
Jeoás. Ver 13.10-25.
* 14.9 O cardo. O reino
do norte era maior e mais poderoso do que o reino do sul (1Rs 14.30; 15.16,17 e
notas). Nessa fábula (cf. Jz 9.8-15), um pequeno cardo (Amazias) pensava ser
igual a um cedro do Líbano (Jeoás), somente para ser esmagado sob os pés.
* 14.11 Bete-Semes. Uma cidade que ficava a 24
km a oeste de Jerusalém (1Rs 4.9).
* 14.13 Jeoás... prendeu a Amazias.
Provavelmente Jeoás levou Amazias de volta a Samaria (v. 14). Amazias foi
forçado a ficar ali até à morte de Jeoás (v. 17).
Porta de Efraim. Essa porta
principal da cidade ficava na muralha norte (Ne 8.16; 12.39).
Porta da Esquina. No ângulo
noroeste da muralha (2Cr 26.9; Jr 31.38; Zc 14.10).
* 14.15 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 14.16 Jeroboão. Ou seja, Jeroboão II, que
governou entre 793 e 753 a.C. (vs. 23-29).
* 14.18 livro da História dos Reis de Judá. Ver a nota
em 1Rs 11.41.
* 14.19 Laquis. Uma importante cidade de Judá, a
24 km a oeste de Hebrom.
* 14.21 dezesseis anos. É provável
que Uzias ou “Azarias” tenha se tornado rei durante a ausência de seu pai, e
que os reinados de pai e filho tenham se coincidido por muitos anos (vs. 13 e
17).
* 14.22 Elate. Um porto marítimo construído no
golfo de Ácaba. Elate foi usado pela primeira vez por Salomão para fomentar o
comércio marítimo com outras nações (1Rs 9.26-28). Visto que Amazias derrotou
os edomitas (v. 7), seu filho, Azarias, foi capaz de reconstruir Elate e usá-la
novamente com um porto de Judá (cf. 1Rs 22.47-49; 2Rs 8.20-22; 16.6).
* 14.23 No décimo quinto ano de Amazias. Isto é, em
782 a.C., que marcou o começo do reinado independente de Jeroboão.
Jeroboão. Isto é,
Jeroboão II. Quanto ao reinado de Jeroboão I, ver 1Rs 11.26—14.19.
quarenta e um anos. Ou seja,
entre 793 e 753 a.C. É provável que Jeroboão II tivesse sido co-regente com seu
pai, Jeoás, por onze anos, no começo de seu reinado (Introdução a 1Rs:
Características e Temas).
* 14.24 pecados de Jeroboão. Ver a nota
em 1Rs 12.30. Política e economicamente falando, Jeroboão II foi um dos
monarcas mais bem sucedidos em toda a história do reino do norte (v. 25). Ele
forçou os sírios a retrocederem de Damasco para a Síria central. E também
expandiu o território de Israel na direção do mar Morto.
* 14.25 a entrada de Hamate. Essa área
ficava na parte mais ao norte de Israel (Nm 13.21; 34.7-9; 1Rs 8.65, nota).
mar da Planície. Ou seja, o
mar Morto (Js 3.16; 12.3). Jeroboão expandiu as fronteiras de Israel para o
sul, no lado oriental do rio Jordão, as terras de Amom e de Moabe. Jeroboão II
controlou mais terras do que qualquer rei anterior do reino do norte (cf Am
6.14).
Jonas, filho de Amitai. Ver a
introdução ao livro de Jonas.
Gate-Hefer. Ficava a
cerca de 23 km ao oeste da parte sul do mar de Quinerete (Galiléia). Ver Js
19.13.
* 14.27 apagar o nome. No antigo
Oriente Próximo os nomes eram apagados das inscrições como um sinal de rejeição
ou perda de poder (Êx 32.32,33; Dt 9.14; 29.20).
* 14.28 Damasco. Capital da Síria.
Hamate. Ou seja,
a "entrada de Hamate". Ver nota no v. 25.
Judá. Davi e
Salomão tinham controlado tanto Damasco quanto Hamate (2Sm 8.6; 1Rs 8.65; 2Cr
8.3).
livro da História dos Reis de
Israel. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 14.29 Zacarias. Quanto ao reinado de
Zacarias, ver 15.8-12.
* 15.1 No vigésimo-sétimo ano de
Jeroboão. Isto é, 767 a.C., quando Amazias morreu e Azarias começou o
seu governo independente.
* 15.2 Tinha dezesseis anos. Azarias,
também chamado Uzias (15.30,32,34; Is 6.1), provavelmente foi co-regente com
seu pai, Amazias, por muitos anos, que foi capturado por Jeoás de Israel
(14.13, nota).
cinqüenta e dois anos. Ou seja,
entre 792 e 740 a.C. Azarias, tal como Jeroboão II, no norte, desfrutou de um longo
reinado, embora ao final tenha sofrido de uma doença da pele (v. 5).
* 15.3 Ele fez o que era reto perante
o SENHOR. Ele seguiu os ditames da aliança (1Rs 2.3, nota).
* 15.4 os altos não se tiraram. Azarias,
tal como seu pai, Amazias (14.3,4) é louvado, mas esse louvor foi restringido,
porquanto Azarias não fez cessar a adoração nos santuários nos altos das
colinas (1Rs 3.2, nota).
* 15.5 leproso. Azarias
sofria de alguma forma de doença da pele distinta da doença de Hansen (2Cr
26.16-21).
Jotão... tinha o cargo da casa. Ele obteve
o mais elevado posto no governo de Judá (18.18; Is 22.15-23). Jotão agiu como
rei, quando Azarias ficou incapacitado e tornou-se rei quando Azarias morreu
(vs. 32-38).
* 15.6 livro da História dos Reis de
Judá. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 15.7 Jotão. Ver os vs.
32-38.
* 15.8 No trigésimo-oitavo ano de
Azarias. Isto é, 753 a.C. Zacarias foi o último rei da dinastia de
Jeú (10.30).
* 15.9 pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
* 15.10 Salum... matou-o. A morte de
Zacarias precipitou um longo conflito pelo poder que envolveu uma série de
revoluções e contra-revoluções. Incluindo Zacarias, Israel teve quatro reis
diferentes (Salum, Menaém, Pecaías) em apenas treze anos. Nenhum desses reis
mereceu a sanção profética (cf. Os 8.4).
* 15.11 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 15.13-16 Tendo usurpado o trono de Israel
mediante o assassinato de Zacarias, Salum reinou apenas por um mês, antes dele
mesmo ser morto.
* 15.13 no trigésimo-nono ano de Uzias. Ou seja,
em 752 a.C. Uzias também é chamado Azarias (v. 2, nota).
* 15.14 Tirza. A antiga capital do reino de
Israel (1Rs 14.17; 15.21,33).
* 15.15 livro da História dos Reis de Israel. Ver a nota
em 1Rs 11.41.
* 15.16 Tifsa. Há um lugar chamado Tifsa no rio
Eufrates, no extremo norte (1Rs 4.24), mas no texto original provavelmente se
lê: “Tapua”, na fronteira entre Manassés e Efraim (Js 16.8; 17.7,8).
fez rasgar pelo ventre. Ver nota
em 8.12.
* 15.17 reinou dez anos. Ou seja,
entre 752 e 742 a.C.
* 15.18 pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
* 15.19 Pul. Esse era o nome do rei assírio
Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.; cf. 1Cr 5.26). O império assírio ia-se
fortalecendo cada vez mais. Os anais de Tiglate-Pileser III afirmam que ele
recebeu tributo de vários reis ocidentais, incluindo Menaém, de Samaria.
mil talentos de prata. Essa
quantia é coerente com o tributo exigido por outros reis, durante esse mesmo
período.
consolidar o seu reino.
Ironicamente, Menaém usou seu relacionamento de vassalo com os temidos assírios
para consolidar seu próprio governo sobre Israel. Essa subserviência voluntária
de Israel à Assíria foi lamentada pelo profeta Oséias (Os 5.13,14).
* 15.20 cinqüenta siclos de prata. Uma
conversão das cifras indica que sessenta mil homens, pagando cinqüenta siclos
(570 gr.) de prata cada um, teriam levantado os mil talentos necessários.
* 15.21 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 15.23 No
qüinquagésimo ano... reinou... dois anos. Isto é, 742-740 a.C.
* 15.24 pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.31.
* 15.25 Peca... filho de Remalias. Um alto
oficial do reino do norte, que decerto fazia parte da facção anti-assíria do
reino do norte (v. 29). Ele buscou ter um bom relacionamento com os sírios
durante o seu governo como uma maneira de se proteger das intenções dos assírio
sobre o ocidente (16.1-9; Is 7.1).
cinqüenta homens dos gileaditas. Peca, tal
como os rebeldes antes dele (vs. 10, 14), pode ter sido natural de Gileade.
Peca pode ter reinado sobre Gileade, antes de tentar derrubar Pecaías, em
Samaria.
* 15.26 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 15.27-31 Tendo assassinado a Pecaías, Peca o
substituiu como rei de Israel. O rei da Assíria captura parte do território de
Israel durante o reinado de Peca.
* 15.27 No qüinquagésimo-segundo ano de Azarias. Ou seja,
740 a.C.
vinte anos. Ou seja,
752-732 a.C. A cronologia do governo de Peca é difícil de ser fixada. É
possível que ele tenha liderado uma rebelião durante o reinado politicamente
instável de Menaém (vs. 17-22), e que o reinado dele seja calculado a partir
desse momento (v. 25, nota).
* 15.28 pecados de Jeroboão. Ver nota
em 1Rs 12.30.
* 15.29 Tiglate-Pileser. Ou seja,
Tiglate-Pileser III. Todas as cidades e regiões aqui alistadas estão na parte
norte do reino de Israel. Durante sua campanha de 733-732 a.C., Tiglate-Pileser
também atacou a Síria capturando a sua capital, Damasco (16.9).
levou os seus habitantes para a
Assíria. Tal como foi observado em 10.32, Deus estava reduzindo
Israel em território e em população.
* 15.30 no vigésimo ano de Jotão. Ou seja,
em 732 a.C. Quanto ao reinado de Oséias, ver 17.1-6.
* 15.31 livro da História dos Reis de Israel. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 15.32 No ano segundo de Peca. Ou seja,
750 a.C.
* 15.33 Tinha vinte e cinco anos de idade.
Provavelmente, Jotão foi co-regente com seu pai Azarias (Uzias) nos primeiros
dez anos de seu reinado (v. 2, nota).
dezesseis anos. Ou seja,
entre 750 e 735 a.C.
* 15.34 Fez o que era reto perante o SENHOR. Ele se
mostrou leal à aliança mosaica (1Rs 2.3, nota).
* 15.35 os altos não se tiraram. Ver nota
em 1Rs 3.2.
a Porta de Cima da Casa do SENHOR. Essa porta
também é chamada de "porta superior de Benjamim" (Jr 20.2) e estava
na parte norte do complexo do templo, voltada para o território de Benjamim.
* 15.36 livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 15.37 Rezim. Ele foi o último rei da Síria. A
Síria e Israel tinham forjado uma aliança para combater os assírios, e estavam
preparados para forçar o rei de Judá a aliar-se a eles, invadindo Judá (v. 29,
nota; 16.5-12 e notas).
* 16.1 No décimo-sétimo ano de Peca. Isto é,
735 a.C. Os estudiosos discordam acerca da cronologia precisa do reinado de
Acaz (cf. 15.33,37; 17.1; 18.1, e também a Introdução a 1Reis: Características
e Temas).
* 16.2 dezesseis anos. Ou seja,
entre 732 e 715 a.C. Esses números representam a duração de seu reinado, desde
o seu reconhecimento oficial como rei de Judá pelos assírios.
* 16.3 andou no caminhos dos reis de
Israel. O pecado de Jeroboão (1Rs 12.26-33), de construir centros de
rituais religiosos em Betel e Dã, foi seguido por todos os reis subseqüentes de
Israel. Esses locais de culto no norte foram canais para trazer religiões
estrangeiras ao reino do norte. No reino do sul, Acaz erigiu um altar
estrangeiro em Jerusalém. Tal como fizera Jeroboão I, Acaz oficiou nos
sacrifícios inaugurais do novo altar (vs. 10-13; 1Rs 12.32,33).
queimou a seu filho como
sacrifício. A atrocidade dos sacrifícios infantis podia ser vista em
alguns dos povos vizinhos de Judá, embora essa prática tivesse sido declarada
ilegal pela legislação mosaica (Lv 18.21; Dt 18.10; cf. 2Rs 3.27). Acaz não foi
o único rei da Judéia a desobedecer a essa lei (21.6; 23.10; Jr 7.31 e 32.35).
as abominações dos gentios. Em sua
conduta, Judá estava se tornando idêntica às nações que Deus havia expulsado da
terra de Canaã, para que os israelitas pudessem habitar na terra. O povo de
Judá estava traindo sua chamada divina como "reino de sacerdotes e nação
santa" (Êx 19.6).
* 16.5 Rezim... com Peca. Os reis da
Síria e de Israel queriam submeter o rei de Judá, à força, ao controle deles,
para que pudessem apresentar uma frente unida contra a Assíria (15.19,25,37).
Foi nessa crise que interveio o profeta Isaías, que aconselhava o irresoluto
rei Acaz (Is 7.1-17).
* 16.6 Rezim... restituiu Elate à
Síria. Isso desfez a vitória anterior de Azarias (14.22).
os siros vieram a Elate. Ou:
“edomitas”. Os sírios não se demoraram a explorar a derrota de Judá.
até ao dia de hoje. Ver nota
em 1Rs 8.8.
* 16.7 Tiglate-Pileser. Ver notas
em 15.19,29.
* 16.8 Tomou Acaz a prata e o ouro. Acaz, tal
como vários reis antes dele, tentou comprar a segurança com o pagamento de um
grande tributo, dado como suborno, a uma potência estrangeira (12.18; Êx 23.8;
Dt 16.19; 1Rs 15.18; Is 5.23; Ez 22.12). Uma lista assíria dos governantes que
trouxeram tributo a Tiglate-Pileser, em 734 a.C., inclui o nome de
"Jeoacaz, de Judá" (Acaz).
* 16.9 levou o povo para Quir. A
destruição da Síria cumpriu as profecias tanto de Isaías (Is 7.16) como de Amós
(Am 1.5). A localização exata de Quir não é conhecida (Is 22.6; Am 9.7).
* 16.13 oferta de manjares. Ver Lv
7.11-21. A maior parte desses sacrifícios também foi oferecida por ocasião da
dedicação do templo, no reinado de Salomão (1Rs 8.64). Acaz considerava de
grande importância para o seu reinado a construção desse altar estrangeiro.
* 16.15 o holocausto da manhã. Ver Êx
29.38,39.
a oferta de manjares da tarde. Ver nota
em 1Rs 18.29.
o holocausto do rei, e a sua oferta
de manjares. Ver Ez 46.12.
o altar de bronze ficará para a
minha deliberação posterior. Acaz perverteu o altar antigo, em
seu uso normal, e preferiu empregá-lo para ritos de adivinhação, uma prática
estrangeira mediante a qual os sacerdotes tentavam predizer o futuro,
examinando as entranhas dos animais sacrificados. A adivinhação era rigorosamente
proibida em Israel (Lv 19.26; Dt 18.10).
* 16.17 os painéis... a pia. Ver 1Rs
7.27-37.
o mar. Ver 1Rs
7.22-26.
os bois de bronze. Acaz, mui
provavelmente, usou o bronze para pagar tributo aos assírios.
* 16.19 livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 16.20 Ezequias. Quanto ao seu reinado, ver
os caps. 18—20.
* 17.1-6 Esta seção narra o reinado de Oséias, o último
rei de Israel. Em 722 a.C., o rei da Assíria conquistou Samaria e deportou o
povo de Israel para a Assíria.
* 17.1 No ano duodécimo de Acaz. O
sincronismo com o reinado de Acaz é difícil de acompanhar. Ver 16.1 e nota.
Oséias... reinou... nove anos. Ou seja,
entre 732 e 723 a.C., terminando com seu aprisionamento por três anos, antes da
queda de Samaria (vs. 4 e 5).
* 17.3 Salmaneser. Tratava-se
de Salmaneser V, que sucedeu a Tiglate-Pileser III como rei da Assíria, e que
governou entre 727 e 722 a.C. Oséias, ao contrário de seu antecessor, Peca
(15.27-31 e notas), era vassalo da Assíria.
* 17.4 Sô, rei do Egito.
"Sô" talvez fosse o nome de um lugar no delta oriental do Egito, onde
estava o rei do Egito. Mudando sua lealdade para com o Egito, Oséias esperava
que os egípcios o protegessem de quaisquer vinganças da Assíria. O profeta
Oséias condenou a sua diplomacia como "sem entendimento" (Os 7.11).
não pagava tributo ao rei da
Assíria. Negar pagar tributo a um suserano equivalia à rebelião.
* 17.5 a sitiou por três anos. A campanha
dos assírios seguiu-se ao aprisionamento de Oséias, em 724-723 a.C. Durante o
longo cerco, Salmaneser V morreu e foi sucedido por Sargão II (Is 20.1), que
mandou para o exílio os habitantes de Samaria (v. 6).
* 17.6 No
ano nono de Oséias. Ou seja, 722-721 a.C. O número apresentado ("ano
nono") conta o seu reinado a partir de 730 a.C., talvez por ter tido apoio
dos assírios e por isso ter atrasado seu reconhecimento oficial. Outra
possibilidade é que a cifra omite os três anos que ele passou na prisão.
o rei da Assíria. Sargão II,
que governou a Assíria entre 722 e 705 a.C.
transportou a Israel. Sargão II
afirma, em seus anais, ter deportado 27.290 habitantes de Israel para lugares
distantes. A captura de Samaria marcou o fim do reino do norte, Israel (1Cr
5.25,26). E esse reino nunca mais se levantou (vs. 7-23 e notas). Há evidências
arqueológicas que sugerem que muitas pessoas fugiram de Israel, durante a
sucessão dos ataques assírios contra a nação, e se estabeleceram em Judá. O
influxo de refugiados do norte aumentou significativamente a população de
Jerusalém, durante os fins do século VIII e o século VII a.C.
Gozã. Essa
capital provincial assíria ficava próxima do rio Habor, um tributário do
Eufrates, na parte norte do país.
cidades dos medos. Embora não
identificadas por nome, provavelmente elas ficavam na área nordeste do rio
Tigre, e ao sul do mar Cáspio.
* 17.8 estatutos. Não
somente Israel imitou as práticas de seus vizinhos pagãos (Êx 34.15; Dt 18.9;
Jz 2.13), mas também teimou em seguir as inovações cúlticas de seus reis
desviados (1Rs 12.26-33; 16.30-34).
* 17.9 altos. Ver nota em
1Rs 3.2.
* 17.10 colunas. Ver nota em 1Rs 14.23.
postes-ídolos. Ver a nota
em 1Rs 14.15.
em todos os altos outeiros, e
debaixo de todas as árvores frondosas. Ver Dt 12.2; Jr 2.20; 3.6,13;
17.2.
* 17.12 ídolos. Qualquer representação de
alguma divindade pagã ou mesmo do Senhor era expressamente proibida (Êx 20.4;
Dt 4.15-19,23-28).
* 17.13 toda a lei. Ou seja, a legislação
mosaica, com todas as disposições da aliança (1Rs 2.3, nota).
*
17.16 imagens de fundição,
dois bezerros. Os ídolos religiosos de Jeroboão I, em Betel e Dã (1Rs
12.28,29), foram, pelo menos em parte, moldados segundo a construção do bezerro
de ouro, por parte de Arão (Êx 32.4,8; Dt 9.12,16; Os 13.2).
o exército do céu. Embora
isso tivesse sido condenado pela lei mosaica (Dt 4.19 e 17.3), alguns
israelitas participaram nesses cultos aos astros (21.5; 23.4,5 e Am 5.26).
serviram a Baal. Ver 1Rs
16.31,32.
* 17.17 queimaram a seus filhos e suas filhas como
sacrifício. Ver notas em 3.27 e 16.3.
adivinhações... agouros. Ver nota
em 16.15.
* 17.19 andaram nos costumes que Israel introduziu. Ver 8.18;
11.18-21.
* 17.20 o SENHOR rejeitou a toda a descendência de
Israel. A rejeição divina foi demonstrada pelo exílio deles da
Terra, que lhes havia sido concedida (v. 6).
* 17.21 rasgou a Israel da casa de Davi. A criação
do reino do norte foi uma punição contra Salomão (1Rs 11.11-13), mas também foi
um começo promissor para as tribos do norte (1Rs 11.29,30).
o fez cometer grande pecado. A
referência, aqui, é à construção dos dois bezerros de Jeroboão, em Betel e Dã
(1Rs 12.25-33; 14.7-16 e notas).
* 17.24 rei da Assíria. O mais
provável é que esse rei fosse Sargão II. Quando os assírios deportaram pessoas
de Israel, eles também importaram para ali pessoas vindas de outros países.
Essa norma política tinha por intuito assegurar que a nação derrotada não se
firmasse de novo. Os registros históricos dos assírios confirmam que reis
assírios posteriores levaram mais imigrantes estrangeiros para a Samaria.
Babilônia, Cuta. Nesse
momento histórico, a Babilônia estava sob o controle assírio. Cuta ficava a
cerca de 13 km a nordeste de Babilônia.
Ava,... Hamate... Sefarvaim. Ava ou
"Iva" e Sefarvaim ficavam, provavelmente, na Síria (18.34; 19.13).
Hamate ficava às margens do rio Orontes (cf. 14.25 e nota).
Samaria. Após a
queda diante dos assírios, a região do já inexistente reino do norte, Israel,
usualmente passou a ser chamado de "Samaria" (1Rs 16.24, nota).
* 17.25 para o meio deles leões. Leões
eram com freqüência usados por Deus como um instrumento de julgamento (1Rs
13.24; 20.38; Am 3.12).
* 17.26 a maneira de servir o deus da terra. Os
assírios, como muitos outros povos do antigo Oriente Próximo e Médio,
acreditavam que os deuses de uma terra específica perturbariam os habitantes
que residiam ali se esses deixassem de realizar os ritos apropriados àquelas
divindades.
* 17.29 os seus próprios deuses. Trazer de
volta um sacerdote israelita para servir em Betel não obrigou os imigrantes que
tinham se estabelecido em Samaria a seguirem a religião local. Pelo contrário,
eles continuaram a seguir suas próprias práticas religiosas, apossando-se de
santuários locais e adorando ali.
os samaritanos. Ver 23.19;
1Rs 12.31; 13.32. Embora a expressão "samaritanos" apareça somente
aqui em todo o Antigo Testamento, ela ocorre em documentos extrabíblicos já no
século VIII a.C., referindo-se aos residentes do reino do norte.
* 17.33 serviam aos seus próprios deuses. A
religião era sincretista — ela combinava elementos de adoração ao Senhor com a
adoração a outras muitas divindades.
* 17.34 Até ao dia de hoje. Ver nota
em 1Rs 8.8.
aos filhos de Jacó, a quem deu o
nome de Israel. O relacionamento entre Deus e o povo que ele elegeu
foi o pacto ratificado no monte Sinai (v. 35; Êx 19—24) e renovado nas
planícies de Moabe (Deuteronômio). Ser um israelita não era tanto uma
classificação étnica, mas religiosa, de que a pessoa pertencia ao Deus da
Aliança (Êx 12.38; Dt 26.5; Rom 9.8).
* 17.39 ele vos livrará das mãos de todos os vossos
inimigos. Tal como Deus tinha libertado o seu povo no passado, ele
poderia fazer novamente no futuro (Êx 20.2; 23.22; Dt 20.1-4; 23.14).
* 17.41 até ao dia de hoje. Ver nota
em 1Rs 8.8. A despeito da conquista assíria e sua esteira de acontecimentos,
alguns dos "samaritanos" e seus descendentes continuaram a abraçar o
monoteísmo e a seguir a aliança sinaítica por todo o período bíblico, e
chegaram até aos tempos modernos.
* 18.1 No terceiro ano de Oséias. Isto é, em
729 a.C., referindo-se ao começo do reinado de Ezequias, como co-regente com
seu pai, Acaz (cf. 16.1; 17.1 e Introdução a 1Rs: Características e Temas).
* 18.2 vinte e nove anos. Seu
governo como monarca exclusivo perdurou de 715 a 686 a.C.
* 18.3 Fez ele o que era reto perante
o SENHOR. Ezequias foi um dos reis mais louvados de toda a história de
Judá (vs. 4, 7 e notas).
Davi, seu pai. Quanto ao
reinado de Davi como o padrão segundo o qual todos os demais reinados são
julgados, ver nota em 1Rs 11.4.
* 18.4 Removeu os altos. Ezequias,
agindo de modo diferente dos reis anteriores de Judá, reformou a adoração
popular destruindo os santuários locais (1Rs 3.2 e nota).
colunas... poste-ídolo. Ver notas
em 1Rs 14.15,23.
a serpente de bronze.
Originalmente preservada para comemorar a misericórdia de Deus para com os
israelitas, quando estavam no deserto (Nm 21.6-9), essa serpente de bronze
tornara-se um objeto de adoração, ou seja, um ídolo (cf. Jo 3.14,15).
* 18.7 rebelou-se contra o rei da
Assíria e não o serviu. O pai de Ezequias, Acaz, tinha sido vassalo da
Assíria e modificara alguns dos utensílios do templo para refletir esse fato
(16.7-18). A rebeldia de Ezequias contra os assírios provavelmente envolveu a
negação do pagamento de tributo a eles.
* 18.8 Feriu ele os filisteus. Durante o
governo de Acaz, os filisteus tinham sido capazes de capturar território
judaico (2Cr 28.18).
Gaza e seus limites. Gaza
ficava próxima às costas do mar Mediterrâneo; Ezequias, pois, penetrara fundo
no território dos filisteus.
* 18.9-37 Os assírios invadiram o território de
Judá, e, avançando para Jerusalém, exigiram a rendição de Judá.
* 18.9-12 O escritor fornece aqui um sumário da
queda de Samaria, narrada e comentada mais plenamente no cap. 17. Ao assim
fazer, ele reforçou a ameaça que a Assíria representava para Judá.
* 18.13—20.19 A história dessa campanha de
Senaqueribe e seus acontecimentos encontra-se também em Is 36—39, com algumas
poucas adições e omissões.
* 18.13 No décimo-quarto. 701 a.C. —
datado a partir do reinado exclusivo de Ezequias (vs. 1 e 2, e notas).
Senaqueribe, rei da Assíria.
Senaqueribe foi o sucessor de Sargão II, em 705 a.C.
contra todas as cidades
fortificadas de Judá. Os anais históricos de Senaqueribe registram a sua
campanha contra a Fenícia, Judá, as cidades da Filístia e o Egito. Ele afirmou
ter tomado 46 cidades e "incontáveis pequenas aldeias". Ele também se
jactou de ter "enjaulado como uma ave em uma gaiola" a Ezequias, em
Jerusalém. Seus anais, entretanto, não afirmam que Senaqueribe tenha capturado
Jerusalém (Mq 1.9 e nota).
* 18.14-16 Ezequias tentou convencer Senaqueribe a
retirar-se, oferecendo-lhe um gigantesco pagamento de tributo (v. 7, nota). Ao
usar os tesouros do templo e do palácio real para influenciar as ações de um
rei estrangeiro, Ezequias seguiu o exemplo de Asa (1Rs 15.18), e de seu próprio
pai, Acaz (16.8,9). Os anais históricos de Senaqueribe confirmam que Ezequias
lhe enviou tributo nessa ocasião.
* 18.17 o rei da Assíria enviou. Alguns
estudiosos acreditam que isso refere-se a uma segunda campanha de Senaqueribe
contra Ezequias, provavelmente doze a treze anos após a primeira. Mas apesar
dessa teoria ser possível, não há evidências sólidas em seu apoio, e, seja como
for, ela é desnecessária. Os anais de Senaqueribe coerentemente registram que
Senaqueribe não somente exigia tributo dos reis que "não se inclinam em
submissão ao meu jugo", mas também insistia em depor os reis rebeldes e
substituí-los por outros de sua própria escolha. Ezequias apenas enviou
tributo, ele não abdicou (vs. 14-16).
Laquis Essa fortaleza judaica
estava localizada a 45 km a sudoeste de Jerusalém (cf. Mq 1.13).
* 18.18 Os três oficiais assírios se reuniram com
três oficiais judeus: o administrador do palácio (cf. 1Rs 4.6), o secretário
(cf. 2Sm 8.17) e o cronista (cf. 2Sm. 8.16).
* 18.26 Rogamos-te que fales em aramaico aos teus
servos. O aramaico (a língua da antiga Síria) tornara-se, por esse
tempo, a linguagem de diplomacia internacional. Ao pedir que os oficiais
assírios usassem o aramaico, o oficial judeu esperava impedir que os habitantes
de Jerusalém compreendessem a fala do comandante assírio.
* 18.31 vide... figueira... cisterna. A
descrição indica uma vida diária normal e pacífica (1Rs 4.25; Mq 4.4; Zc 3.10).
* 18.32 vos leve para uma terra. Essas
palavras são uma paródia do dom divino da Terra Prometida aos israelitas. O rei
assírio, dessa maneira, ofereceu-se para substituir as promessas do Senhor
pelas suas próprias promessas. Ezequias mais tarde referir-se-ia a essas
reivindicações como blasfêmias (19.1-6).
* 18.33 Na Bíblia, o Senhor é totalmente distinto de
outros deuses. O comandante assírio, entretanto, não fez distinções. Na opinião
do comandante, se os deuses das nações não tinham podido derrotar a Assíria,
nem o Senhor dos judeus conseguiria fazê-lo.
* 18.34 Hamate... Sefarvaim... Iva. Ver nota
em 17.24.
Arpade. Ficava localizada perto de Hamate, na Síria.
Arpade foi capturada em 740 a.C.
* 18.36 Calou-se, porém, o povo. O esforço
dos assírios por causar um levante do povo judeu contra seu rei (vs. 29,31,32)
foi um fracasso total.
* 18.37 com suas vestes rasgadas. As
vestimentas rasgadas indicavam a aflição emocional dos oficiais judeus (1Rs
21.27, nota).
* 19.1 rasgou as suas vestes. Ver 1Rs
21.27.
cobriu-se de pano de saco. Ver nota
em 6.30.
* 19.2 o mordomo. Ver 1Rs
4.6, nota.
o escrivão. Ver 2Sm
8.17.
os anciãos dos sacerdotes.
Provavelmente, esses anciãos eram os cabeças das várias famílias sacerdotais de
Jerusalém.
profeta Isaías. Isaías
teve um papel crucial ao prover Ezequias com bons conselhos durante essa crise
(Is 37).
* 19.4 pelos que ainda subsistem. Esse
remanescente inclui todos os habitantes deixados em Judá, originários tanto de
Judá quanto de Israel, depois dos ataques dos assírios e suas deportações
(17.6, nota).
* 19.8 Libna. Essa
cidade ficava na fronteira entre Judá e a Filístia, a cerca de 19 km a sudeste
de Asdode. Nos seus anais, Senaqueribe se jacta de como ele compeliu Ezequias a
entregar à sua custódia o rei de Ecrom, a quem Ezequias tinha aprisionado em
Jerusalém. Senaqueribe, segundo parece, conseguiu reverter a maior parte das
primeiras conquistas de Ezequias contra os filisteus (18.8).
Laquis. Ver 18.17
e nota.
* 19.9 Tiraca, rei da Etiópia. A Etiópia,
que a Bíblia chama de "Cuxe", refere-se à parte do sul do Egito, e às
terras mais para o sul. Tiraca era irmão do Faraó Sebteco, que lançou uma
campanha contra a Palestina, para enfrentar os assírios, sob o comando de
Senaqueribe. Embora Tiraca só tivesse se tornado rei em 690 ou 688 a.C., pelo
tempo da composição desta passagem era natural referir-se a ele com esse título
característico de "rei".
* 19.12 Gozã. Ver 17.6.
Harã. Ver Gn
11.31.
Rezefe. Uma
cidade na Síria, a nordeste de Hamate.
os filhos de Éden, que estavam em
Telassar. Éden era um distrito na Síria, ao sul de Harã.
* 19.13 Hamate... Iva.
Senaqueribe citou essa lista de nomes, incluindo cidades da Assíria para onde
ele tinha deportado pessoas de Israel (17.24 e nota), a fim de impressionar a
Ezequias de que Judá sofreria como Israel tinha sofrido.
* 19.18 porque deuses não eram. Ver Dt
4.28,35; 32.17-21; Sl 115.3-8; Is 40.18-20; 44.9-20.
* 19.21 A virgem, filha de Sião. Essa frase
refere-se, afetuosamente, à cidade de Jerusalém (Is 1.8).
meneia a cabeça por detrás de ti. Essas
palavras descrevem um gesto de zombaria, enquanto os assírios fugiam (Jr
18.16).
* 19.25 Acaso, não ouviste.
Equivocadamente, os assírios pensavam que suas grandes vitórias originavam-se
em seu grande poder. Eles não reconheciam que Deus era o responsável final pelo
sucesso militar deles (cf. Is 10.5-12; 14.24-27).
* 19.28 porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio
na tua boca. Essa referência diz respeito ao costume dos assírios
tratarem os inimigos capturados como se fossem animais de uma caravana (2Cr
33.11; cf. Ez 19.4,9). Deus viraria a
mesa contra os assírios.
* 19.29 sinal. Ou seja, a predição de um evento
futuro (1Rs 13.3, nota).
* 19.30 de resto. Ver as notas no v. 4 e Is
1.9. O remanescente não somente sobreviveria, mas também floresceria.
* 19.34 por amor do meu servo Davi. Ver nota
em 1Rs 11.36.
* 19.35 o Anjo do SENHOR. Quanto aos
anjos como instrumentos de destruição, ver Gn 19.15; 2Sm 24.16. A maciça
destruição do exército assírio fala das profecias dos vs. 21,32-34.
* 19.36 Nínive. Nínive era a capital do
reino assírio.
* 19.37 Nisroque. Esse deus não figura nos anais
históricos da Assíria.
o feriram à espada. Documentos
da Assíria registram que em um conflito pelo trono, em 681 a.C., um dos filhos
de Senaqueribe o assassinou. O autor dos livros dos Reis uniu os eventos que
cercaram a vergonhosa derrota de Senaqueribe (701 a.C.), e seu assassinato (681
a.C.).
Ararate. Esse é
outro nome para Urartu, a Armênia de nossos dias (Gn 8.4).
Esar-Hadom.
Esar-Hadom reinou na Assíria de 681 a 669 a.C.
* 20.1 Naqueles dias. Há boas
razões para acreditarmos que esse incidente, bem como a recepção aos
embaixadores babilônios (vs. 12-19) ocorreram antes da invasão assíria de Judá,
em 701 a.C., porquanto, de acordo com documentos babilônicos, Merodaque-Baladã
(v. 12) morreu em 703 a.C. Visto que Deus acrescentou quinze anos à vida de
Ezequias (v. 6), Ezequias deve ter adoecido em 702 a.C., ou mesmo antes.
* 20.5 Ouvi a tua oração e vi as tuas
lágrimas. Por motivo de sua compaixão, Deus acrescentou quinze anos à
vida de Ezequias (v. 6). As reformas de Ezequias (18.4,5), juntamente com sua
confiança permanente em Deus, durante a invasão assíria (18.7,22,32 e 19.4)
revelam a consistência do caráter desse rei. Quanto a esse respeito, a conduta
de Ezequias foi exemplar. Esta passagem não somente ressalta a importância da
oração, mas também salienta a liberdade, compaixão e onipotência de Deus (cf.
1Rs 21.27-29).
* 20.6 das mãos do rei da Assíria te
livrarei, a ti e a esta cidade. Ver notas no v. 1 e 1Rs 11.13.
* 20.7 pasta de figos. A agência
divina nas curas não exclui o uso de medicamentos (v. 5).
* 20.10 dez graus. A referência é às marcas
(lit., "passos") sobre o "relógio de sol de Acaz" (v. 11;
Is 38.8; cf. Js 10.12-14).
* 20.12 Merodaque-Baladã.
Merodaque-Baladã (ver a referência lateral) foi rei da Babilônia a partir de
721 a.C., até ser forçado pelo rei assírio, Sargão II, a descer à condição de
vassalo (710 a.C.). Pouco depois da morte de Sargão (705 a.C.) Merodaque-Baladã
conseguiu uma liberdade por pouco tempo do domínio assírio, em 704 a.C., até
Senaqueribe o forçar a abdicar, em 703 a.C. (v.1, nota).
enviou cartas e um presente a
Ezequias. A Assíria era o império mundial dominante desse período, e é
provável que Merodaque-Baladã, juntamente com o rei do Egito, estivesse
procurando encorajar a Ezequias a tornar-se independente da Assíria.
* 20.13 seu arsenal e tudo quanto se achava nos seus
tesouros. Essa exibição mui provavelmente ocorreu antes que Ezequias
tivesse enviado os seus tesouros como tributo aos assírios (v. 1, nota;
18.14-16, nota). Ezequias estava tentando impressionar os seus visitantes
babilônios com as riquezas e o poder de sua nação de Judá. Ezequias mostrou-se
simpático diante da idéia de tornar-se aliado do Egito e da Babilônia. Isaías,
o profeta, opôs-se ao tratado de Acaz com a Assíria (Is 7.1-17), e se opôs a
essa tentativa de Judá estabelecer um tratado com a Babilônia e com o Egito
(vs. 16-18; Is 30 e 31).
*
20.17 será levado para a Babilônia. Isaías
repreendeu um Ezequias ingênuo. Os mesmos tesouros que poderiam ter induzido um
tratado, também poderiam ter encorajado uma invasão contra Judá. Essa profecia
foi cumprida por uma invasão babilônica, em 598 a.C., e pelo exílio babilônico
de 586 a.C. Tendo procurado refúgio com os babilônios, Ezequias acabou
descobrindo que os babilônios causariam a ruína de Judá.
* 20.18 Dos teus próprios filhos, que tu gerares,
tomarão. O filho de Ezequias, Manassés, foi exilado pelos assírios e
mantido cativo na Babilônia (2Cr 33.11). Posteriormente, isto aconteceu com
outros descendentes de Ezequias (24.15; 25.7).
* 20.20 o açude e o aqueduto, e trouxe água para
dentro da cidade. Ezequias, preparando-se para a invasão dos assírios,
melhorou o suprimento de água de Jerusalém. Há uma inscrição no túnel de Siloé
que celebra o término desse impressionante feito de engenharia. O duto de água
corre desde a fonte de Giom, que fica fora das muralhas da cidade (cf. 1Rs
1.33, nota), passando por 557 m de rocha sólida, até ao tanque de Siloé, dentro
da cidade.
livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 21.1-18 Estes dezoito versículos resumem o
reinado perverso de Manassés, rei de Judá. Manassés leva o povo de Judá ao
pecado, reintroduzindo a idolatria; ele também se tornou culpado de derramar
"muitíssimo sangue inocente" (v. 16). Tão grandes foram os pecados de
Manassés que Deus profere desastre sobre Judá e Jerusalém.
* 21.1 doze anos de idade. Mui
provavelmente, Manassés começou o seu reino como co-regente com seu pai,
Ezequias.
cinqüenta e cinco anos. Ou seja,
de 697 a 642 a.C., incluindo uma co-regência de dez anos com seu pai, Ezequias.
O reinado de Manassés foi o mais longo de todos os reis de Judá. Os registros
assírios dizem que Manassés foi vassalo tanto de Esar-Hadom (681-669 a.C.)
quanto de Assurbanipal (669-627 a.C.).
* 21.2 Fez ele o que era mau. Manassés
presidiu sobre o pior período de infidelidade na história de Judá. As reformas
instituídas por seu pai, Ezequias, foram revertidas por Manassés, que também
introduziu elementos pagãos na adoração judaica, que foram sem precedentes
durante o período inteiro da monarquia (vs. 3-11, notas).
* 21.3 os altos que Ezequias, seu pai,
havia destruído. Ver 18.4 e nota em 1Rs 3.2.
altares a Baal. A adoração
a Baal, sancionada pelo estado, tinha sido anteriormente erradicada pelas
reformas lideradas pelo sumo sacerdote Joiada (11.18).
poste-ídolo. Ver nota
em 1Rs 14.15.
como o que fizera Acabe. Manassés
imitou as políticas do pior rei do reino do norte (1Rs 16.30-33).
se prostrou diante de todo o
exército dos céus. Na Babilônia e noutras nações, o sol, a lua e as
estrelas eram personificados como deuses (17.16; 23.5). A adoração dos astros
era proibida em Israel (Dt 4.19; 17.3).
* 21.4 altares na casa do SENHOR. Esses
altares foram dedicados ao "exército dos céus" (v. 5).
Jerusalém. Ver nota
em 1Rs 11.13.
* 21.6 queimou a seu filho como
sacrifício. Quanto a essa horrível prática dos sacrifícios infantis, ver
nota em 16.3 e Dt 12.29-31.
tratava com médiuns e feiticeiros. Ver nota
em 16.15.
* 21.7 a Davi e a Salomão, seu filho. Davi
desejara construir pessoalmente o templo (2Sm 7.1-3), mas o Senhor prometeu a
Davi, em lugar disso, que edificaria a Davi uma dinastia perene, e que seu
filho, Salomão, ergueria o templo (2Sm 7.8-16). Essa promessa foi cumprida
durante o reinado de Salomão e Deus abençoou o templo como o lugar divinamente
ordenado para os sacrifícios e orações (1Rs 9.1-3; cf. Dt 12.5).
* 21.8 contanto que tenham cuidado. A Terra
Prometida era um presente, e sua possessão foi condicionada à fidelidade dos
israelitas ao Senhor (Dt 1.8; 3.18; 4.1,25-28; 1Rs 9.4-9).
Moisés, meu servo. Ver nota
em 1Rs 2.3.
* 21.11 amorreus. Uma designação geral para
os habitantes originais da terra de Canaã (1Rs 21.26, nota).
* 21.13 o cordel... o prumo. Tanto
Samaria (17.5,6) como a casa de Acabe (2Rs 10.10,11) foram destruídos. Yahweh
usa para destruição os instrumentos normalmente empregados nas construções (Is
34.11; Lm 2.8 e Am 7.7-9).
* 21.14 Abandonarei. Terminara
o tempo para a paciência e a tolerância. Jerusalém e Judá não seriam derrotadas
por um povo superior ou por um deus superior. Pelo contrário, Deus estava
abandonando o que sobrara das doze tribos originais (o
"remanescente") a seus inimigos, como um castigo (Is 1.5). Está em
vista o exílio de Judá na Babilônia, o que ocorreu em 586 a.C. (25.1-17).
* 21.15 desde o dia. Após ter
libertado o seu povo da servidão no Egito, Deus estabeleceu uma aliança com
Israel, no monte Sinai (Êx 19.1; Nm 10.10). Embora tanto Deus quanto Israel
tenham feito promessas mútuas nessa aliança, somente Deus permaneceu fiel. A
história de Israel foi caracterizada por constante rebelião.
* 21.16 derramou muitíssimo sangue inocente. Essa
expressão refere-se à opressão e à perseguição contra os fracos (Jr 7.6;
22.3,17; Ez 22.6-31).
* 21.17 livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 21.19 Amom... reinou dois anos. Ou seja,
entre 642 e 640 a.C. É possível que Amom, tal como fora Manassés antes dele,
tenha sido um vassalo da Assíria.
* 21.24 o povo da terra. Ver nota
em 2Rs 11.14. Desejando uma reforma plena e não apenas a remoção de Amom, o
povo deu um passo à frente e colocou no trono um descendente de Davi que seria
leal ao legado davídico.
* 21.25 livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 22.1 trinta e um anos. Ou seja,
entre 640 e 609 a.C.
Bozcate. Uma
cidade que ficava no território de Judá, mencionada em Js 15.39, mas de
localização desconhecida.
* 22.2 Davi, seu pai. O escritor
sagrado elogiou a vários monarcas de Judá — Asa (1Rs 15.11), Josafá (1Rs
22.43), Joás (2Rs 12.2), Amazias (14.3), Azarias (15.3), Jotão (15.34), e
Ezequias (18.3), mas escreveu a Josias os mais altos louvores (23.25). Foi
Josias quem instituiu as mais completas reformas que qualquer outro rei de Judá
(23.1-24). O profeta Jeremias também elogiou o reinado de Josias (Jr 22.15,16).
não se desviou. Seus atos
estiveram de acordo com o mandato da aliança (Dt 5.32; 17.11,20; 28.14; Js 1.7;
Pv 4.27).
* 22.3 No décimo-oitavo ano. Isto é,
quando Josias tinha 26 anos de idade.
o escrivão. Quanto aos
"escrivães", ver 2Sm 8.17; Ed 7.6 e notas. Pelo tempo do reinado de
Josias, o império assírio esteve em estado de declínio. Josias, diferentemente
de Manassés, afirmou a independência de Judá da Assíria. Josias foi capaz de
obter controle de pelo menos uma parte do antigo reino do norte (23.4,15-20).
* 22.4 Hilquias.
Provavelmente não era o mesmo homem mencionado como pai de Jeremias (Jr 1.1),
esse Hilquias foi o bisavô do sumo sacerdote Seraías, que foi exilado para a
Babilônia (25.18-20).
o qual os guardas da porta
ajuntaram do povo. O rei Joás já havia utilizado a mesma técnica para
coletar fundos para reparar o templo (2Rs 12.4,5). Josias estava restaurando o
templo, depois da negligência que houve nos tempos de Manassés e Amom.
* 22.8 o Livro da Lei. Sendo, na
realidade, um rolo, esse documento provavelmente era uma cópia do livro de
Deuteronômio (Dt 28.61; 31.24,26). As reformas que Josias iniciara (23.1-24)
seguiram Deuteronômio.
* 22.11 rasgou as suas vestes. Ver nota
em 1Rs 21.27. Josias ficou aflito porque a lei não estava sendo observada, e ele
percebeu que isso desagradava a Deus (v. 13; Dt 6.10-19; 28.15-68).
* 22.12 Aicão, filho de Safã. Aicão era
o pai de Gedalias, que foi mais tarde nomeado governador de Judá por
Nabucodonosor (2Rs 25.22; Jr 26.24).
* 22.13 Ide e consultai o SENHOR. Josias, a
exemplo de vários outros reis antes dele, em uma situação perigosa consulta um
profeta ou profetisa (19.2; 20.1-5; 1Rs 14.1-18; 20.13,14).
* 22.14 a profetisa Hulda.
Provavelmente ela era uma profetisa da corte real, que era consultada quanto a
questões de estado (Dt 18.14-22).
na Cidade Baixa.
Provavelmente era um bairro recentemente desenvolvido na colina ocidental de
Jerusalém (cf. 2Cr 33.14 e Sof. 1.10).
* 23.1 anciãos. Ver 1Rs
8.1, nota.
* 23.2 livro da aliança. Os
comentaristas bíblicos têm debatido sobre o conteúdo exato desse livro ou rolo.
Embora Êx 20—23 seja chamado de "livro da aliança" (Êx 24.7), é
improvável que somente esses capítulos do livro de Êxodo estejam em foco. A
julgar pelos tipos de reforma que Josias efetuou, nos vs. 4-24, o livro era uma
cópia do livro de Deuteronômio (22.8, nota), ou um grupo maior de leis, que
incluía o Deuteronômio.
* 23.3 junto à coluna. Ver 11.14,
nota; 1Rs 7.15 e nota.
fez aliança. Josias, à
semelhança de Moisés (Êx 24.1-8; Dt 29.1), Josué (Js 24.1-28) e Joiada (2Rs
11.17), antes dele, liderou o povo na renovação de sua lealdade a Deus. Durante
a liturgia, o povo se comprometeu a guardar mandamentos, testemunhos e
estatutos do Senhor.
de todo o coração e de toda a alma. Ver Dt
6.5, e o resumo da lei por Jesus, em Mt 22.36-40.
* 23.4 Baal. Ver nota
em 1Rs 16.32.
poste-ídolo. Ver a nota
em 1Rs 14.15.
exército dos céus. Ver notas
em 17.16 e 21.4.
cinzas... para Betel. Betel era
um dos dois lugares originais onde Jeroboão I usou bezerros de ouro em um culto
rival (1Rs 12.26-33). Ao depositar as cinzas em Betel, Josias contaminou o
centro religioso de Jeroboão (cf. os vs. 15-20).
* 23.5 sacerdotes. Ver Os
10.5; Sf 1.4.
altos. Ver nota
em 1Rs 3.2.
* 23.6 o queimou e o reduziu a pó. Foi assim
que Moisés fez, depois que os israelitas adoraram um bezerro de ouro (Êx 32.20;
Dt 9.21).
sobre as sepulturas do povo. Josias
agiu dessa maneira para contaminar o poste-ídolo, e não a fim de contaminar as
sepulturas dos pobres (Nm 19.16; Jr 26.23).
* 23.7 prostituição cultual. Ver a nota
em 1Rs 14.24.
* 23.8 desde Geba até Berseba. Geba
ficava no extremo norte de Judá, e Berseba ficava no extremo sul. Josias estava
centralizando a adoração do reino do sul em consonância com os preceitos de Dt
12.
* 23.9 não sacrificavam sobre o altar
do SENHOR. Dt 18.6-8 permite que os sacerdotes locais tivessem a opção
de se juntarem àqueles do santuário central. Todavia, a origem incerta desses
sacerdotes podem tê-los tornado impróprios para essa tarefa (1Rs 12.31; 13.33).
Eles poderiam aspirar a um papel secundário no culto do templo.
comiam pães asmos. Os
sacerdotes dos altos tinham a permissão de receber uma porção das provisões dos
sacerdotes (Lv 2.10; 6.16-20).
* 23.10 Tofete. Sacrifícios de crianças
eram efetuados nesse lugar, no vale do Filho de Hinon, fora de Jerusalém (16.3;
21.6; Is 30.33; Jr 7.31,32; 19.5,6).
Moloque. Ver nota
em 1Rs 11.5.
* 23.11 os cavalos... tinham dedicado ao sol. Alguns dos
povos vizinhos de Israel consideravam o sol como uma divindade (17.16), e o
deus-sol dos assírios era conhecido pelo título de "auriga". Cavalos
de argila, em tamanho miniatura, com discos solares sobre as cabeças, têm sido
encontrados em escavações feitas perto da área do templo. Ver também Ez 8.16.
* 23.12 derribou. Ao derrubar os altares
usados na adoração astral, Josias reverteu a política de Acaz (16.3,4,10-16),
de Manassés (21.3) e de Amom (21.21).
* 23.13 os altos... os quais edificara Salomão. Dentre
todos os reis de Judá, Josias foi ousado o bastante pra derrubar os altos
edificados por Salomão para os deuses de suas esposas estrangeiras (1Rs
11.1-8,33).
* 23.14 fez em pedaços... cortou. Josias
contaminou os recintos sagrados que datavam dos dias de Roboão, onde havia
"colunas" e "postes-ídolos" (1Rs 14.23).
* 23.15 o altar que estava em Betel. Ver 1Rs
12.32,33. Não é claro se Josias contaminou o centro de culto que Jeroboão I
estabeleceu em Dã (1Rs 12.29,30), ou se esse centro de culto continuava
funcionando.
* 23.16 sepulturas. Essas sepulturas pertenciam
aos sacerdotes de Betel nomeados por Jeroboão I (1Rs 12.31,32; 13.2).
segundo a palavra do SENHOR. Ver a
profecia em 1Rs 13.2,32 e o relato do qual ela faz parte (1Rs 13).
* 23.18 Samaria. Esse nome geográfico
provavelmente designa aqui o extinto reino do norte (v. 19 e 17.24; 1Rs 13.32)
e não a cidade que era conhecida por esse nome. O profeta do norte provinha de
Betel (1Rs 13.11), e Onri edificou a cidade de Samaria algum tempo depois dessa
profecia (1Rs 16.24 e nota).
* 23.19 nas cidades de Samaria. Josias
começou as suas reformas no norte em Betel, e então estendeu-as para o antigo
reino do norte.
* 23.20 matou todos os sacerdotes. Ver os
estatutos relativos àqueles que defendiam a adoração de outros deuses (Dt
13.6-18; 17.2-7).
* 23.21-28 Josias reinstitui a Páscoa.
* 23.21 neste livro da aliança. Está em
foco o livro de Deuteronômio, especialmente 16.1-8, que autoriza comer a Páscoa
somente no santuário central. A Páscoa era originalmente observada em família
(Êx 12.1-28, 43-49).
* 23.23 o ano décimo-oitavo. Ou seja,
quando Josias tinha 26 anos de idade.
* 23.24 médiuns, os feiticeiros. Foram
introduzidos por Manassés (21.6).
ídolos do lar. Quanto a
esses pequenos ídolos, ver Gn 31.19; Jz 17.5 e 1Sm 19.13.
palavras da lei. Ver notas
no v. 2; 22.8.
* 23.26 o SENHOR não desistiu do furor da sua grande
ira. As reformas de Josias adiaram um pouco mas não mudaram a
decisão de Deus de exilar o seu povo, por causa dos pecados de Manassés
(21.12-15 e notas).
* 23.28 livro da História dos Reis de Judá. Ver nota
em 1Rs 11.41.
* 23.29 Neco. Esse faraó governou de 610 a 595
a.C.
contra o rei da Assíria. A essa
altura da história, a Babilônia era a nação mais poderosa do Oriente Próximo, e
o império assírio estava em declínio. Neco, mui provavelmente, estava em marcha
a fim de ajudar os assírios contra os babilônios que ressurgiam.
* 23.30 povo da terra. Ver nota
em 11.14.
Jeoacaz. Jeoacaz
(ou Salum) foi escolhido para substituir Josias, embora ele fosse o filho mais
jovem de Josias (1Cr 3.15; Jr 22.11). Ele pode ter sido escolhido em
preferência a seus irmãos mais velhos por estar seguindo uma postura
anti-egípcia, como aquela do seu pai (cf. Ez 19.3,4).
o ungiu. Ver nota
em 1Rs 1.34.
* 23.31-35 Estes versículos resumem o breve
reinado de Jeoacaz, rei de Judá, que fez "o que era mau perante o
SENHOR" (v. 32). Jeoacaz foi capturado e deportado para o Egito, e seu
filho, Eliaquim (Jeoaquim) o substituiu.
* 23.31 três meses. Em 609 a.C.
Jeremias. Não o
profeta Jeremias, que provinha de Anatote (Jr 1.1).
* 23.33 Ribla, em terra de Hamate. Essa
cidade ficava às margens do rio Orontes, na parte norte do vale do Líbano. Ela
foi primeiramente usada pelo Faraó-Neco, e mais tarde por Nabucodonosor, como quartel-militar
(25.6).
* 23.34 Eliaquim... Jeoaquim. Quando
forçavam seus vassalos a fazer um juramento de lealdade, os reis assírios
algumas vezes trocavam-lhes os nomes. A capacidade de Faraó-Neco em fazer
Eliaquim mudar seu nome pode ter sido uma demonstração do seu poder como
suserano.
* 23.35 do povo da terra exigiu prata e ouro. Jeoaquim
cobrou impostos do próprio povo que tinha levado Jeoacaz ao trono (v. 30).
* 23.36—24.7 O escritor sagrado deixa claro que as
desgraças que tinham sobrevindo a Judá, nas mãos de invasores estrangeiros,
eram cumprimento da palavra de julgamento de Deus contra Judá, por causa dos
pecados de Manassés (21.10-15; 24.2-4).
* 23.36 onze anos. Ou seja, entre 609 e 598
a.C.
Ruma. Essa
cidade ficava localizada a cerca de 23 km a oeste do mar de Quinerete
(Galiléia).
* 24.1 subiu. De acordo
com os registros babilônicos, Nabucodonosor II subjugou a "terra de
Hati", incluindo a "cidade de Judá" (isto é, Jerusalém).
Nabucodonosor.
Nabucodonosor II foi o rei da Babilônia de 605 a 562 a.C. A Babilônia derrotou
Neco, do Egito, em uma grande batalha, em Carquemis (Jr 46.2), e Judá agora era
subjugada pela Babilônia, em lugar do Egito.
três anos. Isto é,
entre 604 e 602 a.C.
se rebelou contra ele.
Insurgindo-se contra o conselho de Jeremias (Jr 27.9-11), a decisão de Jeoaquim
de rebelar-se pode ter sido influenciada pela defesa bem sucedida do Egito
contra Nabucodonosor, em 601 a.C.
* 24.2 Enviou o SENHOR... bandos de
caldeus. A reação de Deus contra a rebeldia de Judá foi imediata. Os
sírios, moabitas e amonitas eram vassalos da Babilônia, e provavelmente foram
compelidos a participar da invasão de Judá.
* 24.4
sangue inocente que ele derramou. Ver nota
em 21.6. A violação da aliança era tão repreensível que o Senhor "não
perdoou" esse pecado.
* 24.5 livro da História dos Reis de
Judá. Ver nota em 1Rs 11.41.
* 24.6 Jeoaquim. Ele é
também chamado de "Jeconias" (1Cr 3.16), e de "Conias" (Jr
22.24).
reinou em seu lugar. Jeoaquim
morreu (598 a.C.) antes que Jerusalém se rendesse aos babilônios (vs. 8-12).
* 24.7 ribeiro do Egito. Ver 1Rs
8.65, nota.
* 24.8 três meses. De acordo
com os registros babilônicos, Jerusalém caiu em 16 de março de 597 a.C. O
reinado de Jeoaquim deve ter começado em dezembro de 598 a.C.
* 24.13 todos os utensílios de ouro. Ver 1Rs
7.51.
* 24.14 dez mil. Jr 52.28 dá um total de
"três mil e vinte e três” deportados, mas isso talvez não inclua as
mulheres e as crianças.
senão o povo pobre da terra. Os
babilônios deportavam as classes elevadas e os líderes de terras capturadas.
Dessa maneira, eles quebravam a economia dessas sociedades.
* 24.16 os homens valentes... os artífices, e
ferreiros. Esses talvez façam parte do total arredondado de "dez
mil", no v. 14.
* 24.17 Matanias. Um irmão de Jeoaquim (pai
de Joaquim) e filho de Josias (1Cr 3.15; Jr 1.3).
Zedequias. O nome de
Matanias foi mudado, provavelmente para demonstrar que ele era um monarca
vassalo de Nabucodonosor (23.34, nota).
* 24.18—25.21 Esta seção dos livros dos Reis tem paralelo em
Jr 52.1-27.
* 24.18 onze anos. Ou seja, entre 597 e 586
a.C.
Jeremias. Não era o
profeta Jeremias. Ver 23.31 e nota.
Libna. Ver nota
em 8.22.
* 24.19 conforme tudo quanto fizera Joaquim. O autor
sagrado não nos conta todo o mal que Zedequias cometeu durante o seu reinado. O
julgamento de Deus já havia sido decretado, e Judá estava escorregando para o
esquecimento (20.17,18; 21.12-15; 22.16,17). Mais informações sobre o governo
de Zedequias podem ser encontradas em Jr 21; 24; 27; 29; 32; 37—39; Ez
17.11-21.
* 24.20 Zedequias rebelou-se contra o rei da
Babilônia. A despeito de ter sido nomeado um rei vassalo por parte de
Nabucodonosor, Zedequias entrou em conluio com o Egito e outras nações contra
os babilônios (Jr 27.3-8; Ez 17.11-21). A decisão infeliz de Zedequias de
rebelar-se contra os babilônios pode ter sido encorajada pelo Faraó Hofra
(Apries), que subiu ao trono do Egito em 589 a.C.
* 25.1 no nono ano. Isto é,
janeiro de 588 a.C.
* 25.2 até ao undécimo ano do rei
Zedequias. Ou seja, julho de 586 a.C. (Jr 39.2; 52.5-7).
* 25.3 fome. Durante o
assédio, Jerusalém experimentou terríveis privações (Jr 38.2-3 e Lm 4.10).
* 25.4 porta que está entre os dois
muros. Esse portão ficava na muralha sudeste da cidade de Davi, e
pode ter sido a "Porta da Fonte" (Ne 3.15).
* 25.6 ao rei de Babilônia, a Ribla. Ver nota
em 23.33.
* 25.7 a ele vazaram os olhos. A cegueira
era uma punição comum para os cativos rebeldes, no antigo Oriente Próximo e
Médio (Ez 12.13).
o levaram para a Babilônia. Zedequias
desconsiderou o conselho de Jeremias (Jr 38.14-28) que tinha exortado o rei a
render-se à Babilônia, porquanto o julgamento do Senhor era inevitável. Através
de uma rendição pacífica, Jerusalém poderia ser poupada da destruição. Mas a
teimosa resistência de Zedequias só trouxe horrendos resultados para ele e para
o povo de Israel. O próprio Zedequias morreu na Babilônia (Jr 52.11).
* 25.8 do quinto mês. Ou seja,
agosto de 586 a.C.
* 25.9 todos os edifícios importantes. A terrível
carnificina e destruição foi deliberada. Nabucodonosor não reconstruiu Judá nem
fez de Jerusalém uma capital provincial babilônica. E, diferente do que fizeram
os assírios no tratamento que deram a Israel (2Rs 17.24-31; Ed 4.2), ele não
importou novos colonos de outras áreas para substituírem os mortos e os
exilados.
* 25.11 desertores. Ao que tudo indica, alguns
dentre os israelitas tinham-se bandeado para os babilônios, antes mesmo do
cerco final. E os babilônios levaram esses para a Babilônia.
levou cativos. Os
babilônios implementaram uma segunda deportação (24.12-16), deixando somente os
pobres para cultivarem a terra (v. 12).
* 25.15 os braseiros, as bacias. Ver 2Rs
24.13; 1Rs 7.50; Jr 15.13; 20.5 e 27.16-22.
* 25.18 Seraías, sumo sacerdote. Ele era
neto de Hilquias (22.4,8; 1Cr 6.13,14) e um dos ancestrais de Esdras (Ed 7.1).
* 25.21 os feriu e os matou. Os
babilônios eliminaram todos os líderes restantes, nem todos os quais eram
militares.
* 25.22 Gedalias. Tendo abolido a monarquia
de Judá, Nabucodonosor nomeou Gedalias como governador. O pai de Gedalias,
Aicão, apoiara Jeremias (Jr 26.24). Nabucodonosor escolheu um cidadão bem
conhecido de Judá para ser o governador, a fim de trazer estabilidade à terra
(Jr 40.9-12).
Aicão. O pai de
Gedalias tinha sido um dos grandes conselheiros de Josias (22.12).
* 25.23 Mispa. Gedalias morava em Mispa, a quase
13 km ao norte de Jerusalém (Jr 40.6).
* 25.24 jurou. Ver nota em 1Rs 1.17.
* 25.25 no sétimo mês. Isto é,
outubro de 586 a.C.
Ismael... de família real. O avô de
Ismael, Elisama, era secretário real sob Jeoaquim (Jr 36.12; 41.1). Ismael
fazia parte de uma facção em Judá que via Gedalias como um colaborador e que
queria resistir aos babilônios (ver a narração detalhada em Jr 40.13—41.18).
Provavelmente Ismael tinha ambicionado o restabelecimento do trono de Judá,
onde ele mesmo seria o rei.
feriram Gedalias, e ele morreu. Esse fato
piorou as condições em Judá (Jr 44.1-14). Os exilados consideraram a morte de
Gedalias uma grande perda. Eles instituíram dias de jejum para lamentar pela
sua morte, bem como pela destruição de Judá e Jerusalém (Zc 7.5; 8.19).
* 25.26 foram para o Egito. Temendo
represálias dos babilônios, os líderes do golpe buscaram refúgio no Egito, onde
governava um Faraó anti-babilônico (24.20 e nota). A lei do rei, em Dt 17.14-20
proíbe qualquer rei de Israel a levar o povo de volta ao Egito (Dt 17.16).
Ironicamente, esses líderes do golpe, em sua busca pelo poder, tornaram-se
culpados ao incorrerem em uma das maldições da aliança — voltando ao Egito, a
terra da escravidão e do trabalho forçado (Dt 28.68).
* 25.27-30 O autor dos livros de Reis termina sua
obra com uma nota de esperança ao chamar atenção para a misericórdia
demonstrada para com Joaquim, rei de Judá, estando ele exilado na Babilônia.
* 25.27 No trigésimo-sétimo ano. Isto é,
março de 561 a.C.
Evil-Merodaque, rei da Babilônia.
Evil-Merodaque era filho e sucessor de Nabucodonosor (24.1, nota).
libertou do cárcere a Joaquim. Documentos
administrativos da Babilônia mencionam o pagamento de rações de azeite e cevada
a Joaquim, rei de Judá, bem como a cinco de seus filhos. Evil-Merodaque pode
ter iniciado esses atos de misericórdia por ocasião de sua entronização.
* 25.28 lhe deu lugar de mais honra. Dt
4.25-31; 30.1-10 e a oração de Salomão no templo (1Rs 8.46-53) são passagens
que se referem às condições de exílio. Esses textos exortam o povo de Israel ao
arrependimento (Dt 4.30; 30.2; 1Rs 8.47). A oração de Salomão de que os exilados
recebessem compaixão às mãos de seus captores foi atendida no tratamento
bondoso dado a Joaquim. Dt 30.3-5 promete a restauração do povo de Deus, e, em
538 a.C., os judeus tiveram permissão de voltar à pátria (Ed 1.1-4; Is
44.24-28; 45.1-6). Os crentes entendem a promessa em Dt 30.6 no sentido de que
Deus circuncidará os corações de seu povo, para que lhe sejam obedientes, o que
seria cumprido pelo derramamento do Espírito Santo (Atos 2.14-21; 2Co 3.1-6).
* 25.29 passou a comer pão na sua presença. Ver nota
em 1Rs 2.7. O tratamento preferencial dado a Joaquim foi um raio de esperança
sobre a continuação das promessas feitas a Davi (2Sm 7.8-16). Os sombrios
capítulos finais dos livros dos Reis enfatizam o julgamento divino sobre Judá
(21.10-15; 23.26,27; 24.3,4,20; 25.21), mas também revelam, nos seus últimos
versículos, que a destruição de Judá e de Jerusalém não extinguiu a linhagem de
Davi. Há razão em se olhar para o futuro com plena confiança em Deus.
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