* 1.1 Ziclague. Ver 1Sm
30.1; nota em 1Sm 27.6.
* 1.2 com as vestes rotas e terra
sobre a cabeça. Logo após a devastadora derrota de Israel (ver 1Sm
31.1), o mensageiro aparentemente achou ser apropriado ter a aparência de
alguém que lamentava (cf. Js 7.6; 1Sm 4.12). Sua alegação de ter tido uma parte
na morte de Saul (v. 10), entretanto, mostra que ele esperava que pelo menos
essa parte das notícias agradassem a Davi.
* 1.6 Os carros e a cavalaria
apertavam com ele. Os carros de combate com freqüência levavam arqueiros
(cf. o ferimento de Saul, em 1Sm 31.3).
* 1.10 Arremessei-me, pois, sobre ele,
e o matei. O amalequita deve ter chegado onde estava o cadáver de Saul
antes dos filisteus (1Sm 31.8). Na esperança de receber uma recompensa de Davi,
ele inventou uma parte para si mesmo na morte de Saul.
... coroa ... bracelete. A coroa em
pauta presumivelmente é uma versão mais leve da pesada coroa oficial. A maneira
pela qual as insígnias reais de Saul chegaram às mãos de Davi forma um notável
contraste com a entrega voluntária de Jônatas de suas vestes e armas a Davi
(1Sm 18.4 e nota). Esse contraste é a epítome das reações radicalmente
diferentes de Saul e de Jônatas à vontade divina no tocante a Davi e à casa de
Saul (p.ex., 1Sm 18.28,29; 19.4; 20.30,31; 23.17,18).
* 1.14 o ungido do SENHOR? Por não
compartilhar da convicção de Davi sobre a posição sacrossanta do "ungido
do SENHOR" (1Sm 24.6; 26.9), o amalequita assinou sua própria condenação à
morte (vs. 15 e 16).
* 1.15 Vem, lança-te sobre esse homem. A severa
reação de Davi à história do amalequita traz evidências de que ele não estava
envolvido na morte de Saul (cf. 4.10).
* 1.17 Pranteou Davi. O lamento
se iniciou com uma introdução que apresentava o refrão: "Como caíram os
valentes!" A primeira seção exorta o povo a lamentar por Saul, e é
assinalada pelas referências às "filhas dos filisteus" (v. 20) e às
"filhas de Israel" (v. 24). A segunda seção (vs. 25 e 26) expressa o
lamento pessoal de Davi por Jônatas. O lamento se encerra com uma repetição
final do refrão triste.
* 1.18 Hino ao Arco.
"Arco" serve de título para o lamento e pode referir-se a Jônatas,
cujo arco foi mencionado no v. 22. "As armas de guerra" (v. 27)
provavelmente se refiram a Saul e Jônatas. Compare a designação de Elias e
Eliseu como "carros de Israel e seus cavaleiros" (2Rs 2.12; 13.14).
Livro dos Justos. Ver nota
em Js 10.13.
* 1.19 Como caíram os valentes! Essa
frase, que se refere a Saul e a Jônatas (v. 17), é repetida como um refrão nos
vs. 25 e 27. "Valentes" ocorre também no v. 21, como um paralelo de
"Saul".
* 1.20 Não o noticieis em Gate. Davi
implorou a seus ouvintes que não permitissem que as notícias fossem ouvidas
entre as cidades filistéias, para que as filhas dos filisteus não se alegrassem
diante da derrota de Israel, assim como as filhas de Israel tinham-se
regozijado antes diante da derrota dos filisteus (1Sm 18.7).
* 1.21 que jamais será ungido com
óleo. Era costume condicionar e preservar escudos de couro
esfregando-os com azeite (Is 21.5). Pode ser mais do que mera coincidência que
esse uso particular dessas palavras tenha sido associado à realeza. Não somente
os reis eram "ungidos" (1Sm 2.10, nota) para ocuparem o seu ofício,
mas a palavra "escudo" é, algumas vezes, usada no Antigo Testamento
como uma figura de um "soberano" ou um "chefe" (referência lateral
em Sl 7.10). Por trás do sentido literal das palavras talvez esteja a
implicação, "soberano, Saul, não mais ungido com óleo".
* 1.22 nem voltou vazia a espada de
Saul. O intuito desta expressão é a de louvar a capacidade militar
de Saul.
* 1.26
ultrapassando o amor de mulheres. O louvor
de Davi ao amor de Jônatas (cf. 1Sm 18.3) não significa que o amor entre amigos
seja inerentemente superior ao amor conjugal. A ênfase aqui parece ser a
qualidade espantosamente destituída de egoísmo do amor de Jônatas por Davi. O
próprio Davi não era totalmente destituído de egoísmo em suas relações com as
mulheres (3.2, nota).
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