* 14.2 Tecoa. Mais tarde
conhecida como o lugar de nascimento de Amós. Tecoa era uma aldeia a 16km ao
sul de Jerusalém.
* 14.7 toda a parentela se levantou
contra a tua serva. A história inventada pela mulher sábia levantou não
somente a questão da vingança do sangue (v. 11; 3.27; Nm 35.16-25; Dt 19.11-13;
Js 20.3), mas também a continuidade da linha de sua família em sua própria
propriedade, pois seus inimigos propunham-se a executar o filho sobrevivente.
Conforme ela salientou, isso a deixaria sem nome nem descendente, algo que a
lei dos israelitas procurava evitar (Dt 25.5-10). A mulher, habilmente,
introduziu em sua história fictícia o mesmo dilema que Davi estava enfrentando.
Seu dever em vingar o sangue de Amnom conflitava com a sua ansiedade de que
Absalão, agora, presumivelmente, seu herdeiro, pudesse ser morto. Cf. a
parábola de Natã em 12.1-4.
* 14.9 A culpa... caia sobre mim. A mulher
estava ou expressando sua disposição para suportar qualquer culpa que surgisse,
ou estava pedindo, mediante uma linguagem polida, da corte, permissão para
falar mais um pouco (1Sm 25.24).
* 14.11 lembra-te, ó rei, do SENHOR teu Deus. A mulher
requereu e arrancou um juramento da parte de Davi, no nome do SENHOR, que
"os vingadores do sangue" não "se multipliquem a matar".
Tal como se dera no caso da parábola de Natã (12.1-6), foi arrancado da própria
boca de Davi um julgamento, que, em seguida, seria usado para julgá-lo (v. 13).
* 14.14 Deus não tira a vida, mas cogita. A mulher
parece indicar que Deus não deseja tirar vidas, mas estava pronto para
determinar que o castigo cessasse. Algumas traduções dizem aqui: "Deus não
tira a vida de quem providencia para que uma punição termine".
* 14.15,16 Embora a mulher tivesse
alcançado o seu objetivo, ao pleitear em favor de Absalão, ela agora volta à
questão de seu próprio filho, talvez na esperança que Davi continuasse a crer
na história dela e não descobrisse que ela e Joabe tinham conspirado juntos
(vs. 1-3).
* 14.17 anjo de Deus. A mulher
lisonjeou a Davi ao elogiar o seu juízo. Ver também o v. 20; 19.27; 1Sm 29.9.
* 14.23 Gesur. Ver 13.37, nota.
* 14.24 não veja a minha face. Davi
permitiu que Absalão retornasse a Jerusalém, mas a alienação entre ele e
Absalão continuaria.
* 14.25,26 Tal como se deu no caso de Saul, antes
dele, Absalão foi descrito em termos exclusivamente físicos (1Sm 9.1,2 e
notas). A descrição de como seus cabelos eram cortados e pesados não somente dá
a entender a vaidade de Absalão, mas também prefigura a maneira como ele
haveria de morrer (18.9-15).
* 14.27 três filhos. Ver nota em 18.18.
uma filha cujo nome era Tamar. O fato de
que somente o nome da filha de Absalão ficou registrado, às vezes é entendido
como se implicasse em que os filhos de Absalão tivessem morrido cedo. Mas a
significação dessa nota pode ser outra. O nome da filha de Absalão era o mesmo
que o nome de sua irmã, cuja violação fizera Absalão entrar em conflito com
Davi.
* 14.32 me mate. Absalão tinha a esperança
de conquistar seu pai, pois sem se importar com o que acontecesse, ele não
esperava ser executado. Até aquele ponto dos acontecimentos, Davi não tomara
qualquer providência direta contra ele, e Absalão tinha alguma justificação por
ter morto a Amnom. Na verdade, o pedido dele era que, ou fosse completamente punido,
ou completamente perdoado, sem ser deixado entre esses dois extremos.
* 14.33 O rei beijou a Absalão. A
narrativa termina abruptamente. Embora o ato de Davi algumas vezes seja
referido como o "beijo da reconciliação", é duvidoso que tenha
acontecido uma reconciliação genuína. Ironicamente, beijando aqueles que o
procuravam para fazer-lhe algum pedido, Absalão em breve roubaria os corações
do povo e lançaria uma rebelião contra o seu pai (15.5,6).
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