*          19.5                 envergonhaste a face de todos os teus servos. O que poderia, sob circunstâncias diferentes, ser uma exibição compreensível de tristeza é algo totalmente inaceitável aqui. Joabe diz, de maneira decisiva, diante de Davi, qual o efeito desmoralizante que o seu comportamento estava tendo sobre aqueles que tinham salvado a sua vida. Se as ações de usurpadores posteriores nos servem de guia, o sucesso de Absalão poderia ter custado as vidas de Davi e de toda a sua casa (1Rs 15.29; 16.11,12; 2Rs 10.6,7,17).

 

*          19.7                 Nem um só homem ficará contigo. Joabe praticamente ameaçou dirigir, ele mesmo, uma rebelião contra Davi, se este não corrigisse o seu comportamento, mostrando às suas tropas a honra apropriada.

 

*          19.8                 o rei... se assentou à porta. Atendendo aos apelos de Joabe, Davi tomou lugar na porta de Maanaim (18.4, nota), o mesmo lugar onde tinha dado ordens sobre o tratamento que deveria ser dado a Absalão (18.5). As duas cenas da porta nos dão uma moldura da narrativa sobre a morte de Absalão.

 

*          19.13   Amasa. Ver nota em 17.25.

 

comandante do meu exército, em lugar de Joabe. A promoção de Amasa sobre Joabe, por parte de Davi, pareceu ser uma jogada de astúcia política, visto que Amasa se havia aliado a Absalão, e estava merecendo a morte de um traidor. Mas a providência real revelou ser um erro (20.8-10).

 

*          19.15   Gilgal. Ver 1Sm 13.4, nota.

 

*          19.16   Simei, filho de Gera. Ver 16.5-14 e notas.

 

Baurim. Ver nota em 3.16.

 

*          19.20   casa de José. Estritamente falando, a "casa de José" incluiria apenas os descendentes dos dois filhos de José, Efraim e Manassés (Gn 48.5,20; Js 17.17). Entretanto, essa expressão é freqüentemente usada para descrever todas as tribos do norte (Js 18.5; 1Rs 11.28; Am 5.6; Zc 10.6). No presente contexto, até mesmo a tribo de Benjamim, tribo de Simei, foi incluída.

 

*          19.21   amaldiçoado ao ungido do SENHOR? Essa foi uma ofensa grave. Ver nota em 1Sm 2.10.

 

*          19.22   Morreria alguém, hoje, em Israel? Quanto a um sentimento semelhante, sob circunstâncias parecidas, ver 1Sm 11.13.

 

*          19.23   Não morrerás. Embora Davi guardasse seu juramento, ele não se esqueceria da ofensa praticada por Simei, e, em seu leito de morte, levaria o fato à Salomão (1Rs 2.8,9).

 

*          19.24   Mefibosete. Ver nota em 4.4.

 

não tinha tratado dos pés. A negligência de Mefibosete quanto à higiene pessoal significava sua aflição sobre a sorte de Davi se este voltaria ou não, e poderia ser uma evidência de sua lealdade.

 

*          19.27   anjo de Deus. Ver nota em 14.17.

 

*          19.29   repartas... as terras. Ou Davi estava indisposto a chamar Ziba a prestar contas de sua traição, ou estava inseguro quanto à verdade da história narrada por Mefibosete, pelo que ele optou por uma solução neutra.

 

*          19.37   Quimã. À luz das circunstâncias e das palavras de Davi, em 1Rs 2.7, é razoável supormos que Quimã fosse filho de Barzilai. O nome locativo "Gerute-Quimã, que está perto de Belém" (Jr 41.17) pode sugerir que uma concessão de terras fez parte da recompensa de Quimã.

 

*          19.43   Dez tantos temos no rei. Embora houvesse dez tribos do norte, havia apenas duas tribos do sul: Judá e Simeão. Os do norte, porém, sentiam-se desprezados.

 

fizestes pouco caso de nós? A hostilidade entre o norte e o sul de Israel, que tanto se evidenciava, seria o pavio da revolta de Seba (cap. 20), e, posteriormente, produziria a divisão do reino (1Rs 12). Ver nota em 1Sm 11.8.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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