* 22.1 cântico. O cântico
de louvor de Davi (que também aparece no Sl 18, com pequenas variações),
juntamente com a oração de Ana, forma uma moldura apropriada para os livros de
1 e 2 Samuel (1Sm 2.1-10, nota). Esse cântico enfoca a atenção sobre o
livramento de Davi por parte do Senhor. Pode ser esboçado da seguinte forma:
Louvor introdutório a Deus como "Salvador" (vs. 2-4); a aflição do
salmista (vs. 5 e 6); a petição do salmista (v. 7); a resposta do Senhor em
demonstração através da natureza (vs. 8-16) e o livramento pessoal do salmista
(vs. 17-20; a inocência do salmista (vs. 21-25) e a fidelidade do Senhor (vs.
26-30); o livramento do Senhor (vs. 31-27) e as vitórias resultantes do
salmista (vs. 38-46); e louvor concludente a Deus como Salvador (vs. 47-51). O
Salmo 144, igualmente atribuído a Davi, mostra muitas semelhanças quanto ao
tema e linguagem.
todos os seus inimigos. Ver
8.1-14; cf. 5.8; 7.1,9,11; 18.32.
das mãos de Saul. Ver 12.7;
1Sm 18—31 (especialmente 18.9-11; 19.2,10-11,15-16).
* 22.2 rocha. Ver também
os vs. 32,47; nota em 1Sm 2.2.
* 22.3 força. Ver notas
em 1Sm 2.1,10.
* 22.5 Ondas... torrentes. Ver o v.
17. A figura de torrentes inundantes ocorre com freqüência na poesia do Antigo
Testamento como símbolo de aflição e destruição (Sl 32.6; 69.1,2, 14; 144.7; Is
43.2; Jn 2.5).
* 22.7 Na minha angústia. Estar em
um lugar estreito ou apertado é uma figura de linguagem comum para expressar a
angústia. No v. 20 (nota) o alívio é descrito como ser levado para um
"lugar espaçoso".
do seu templo. Provavelmente
signifique o santuário celestial de Deus (1Rs 8.27,38,39; Sl 11.4; Is 6.1; Jn
2.7; Ap 11.19; 14.17; 15.5).
* 22.9 Das suas narinas, subiu fumaça. Conforme a
linguagem simbólica usada para descrever o poder espantoso de leviatã, em Jó
41.18-21.
* 22.11 Cavalgava um querubim, e voou. Ver Êx
25.17-22; Nm 7.89; Ez 10.19; 11.22.
* 22.14 Trovejou o SENHOR desde os céus. Ver 1Sm
2.10; 7.10. A voz do Senhor com freqüência é comparada a um trovão (Jó 37.4,5;
40.9; Sl 29.3; Is 33.3).
o Altíssimo. Ver Gn
14.19 e notas.
* 22.15 Despediu setas. Quanto a
uma figura simbólica semelhante, ver Dt 32.23,42; Jó 6.4; Sl 64.7. Os
relâmpagos algumas vezes são descritos como as setas do Senhor (Sl 77.17; cf.
Hc 3.11; Zc 9.14).
* 22.17 muitas águas. Ver o v.
5, nota.
* 22.20 lugar espaçoso. Ver o v.
7, nota.
* 22.21-25 Davi não estava reivindicando
justiça própria ou impecabilidade, em qualquer sentido absoluto. Antes, ele
asseverava sua inculpabilidade no tocante a seus inimigos e a sua confiança de
que o Senhor recompensa aqueles que buscam ser fiéis a ele (v. 26; 1Sm 26.23).
Se esse não fosse o caso, então Davi certamente seria classificado entre os
"altivos" (v. 28).
* 22.27 inflexível. Lit., “e com o perverso,
deixa-o nas veredas tortuosas”. na economia da justiça de Deus, estes que
partem para a perversidade encontrarão caminhos tortuosos” (Is 59.8).
* 22.28 humilde... altivos. Ver o tema
da inversão divina da sorte humana, na oração de Ana (1Sm 2.1-10 e nota;
especialmente o v. 7).
* 22.29 a minha lâmpada. Conforme
notas em 21.17; 1Sm 3.3.
* 22.32 rochedo. Ver o v. 2 e nota.
* 22.44 meu povo. Provavelmente temos aqui
uma referência aos muitos perigos que Davi experimentou às mãos de Saul, de
Absalão e de outros. O versículo correspondente, em Sl 18.43, diz simplesmente
"o povo", como faz a Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para
o grego), neste versículo.
* 22.51 seu rei... ungido. A menção
ao "rei" do Senhor e ao seu "ungido" nos faz lembrar o
versículo final da oração de Ana, em 1Sm 2.10. Após a promessa de dinastia em
2Sm 7.5-16, Davi pôde falar com confiança na infalível misericórdia de Deus aos
seus descendentes, para sempre. O tema da dinastia é a transição para o cap.
23, onde Davi celebra a "aliança eterna" que ele tinha com o Senhor
(23.5).
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