* 5.1 todas as tribos de Israel. Ou seja,
os líderes dos israelitas; cf. "todos os anciãos", no v. 3. Alguns
estudiosos têm sugerido que a palavra hebraica aqui traduzida por
"tribos" também pode significar "governantes".
Somos do mesmo povo de que tu és. Essa é uma
expressão de parentesco (19.12,13; Gn 29.14; Jz 9.2), e também foi a primeira
dentre três razões apresentadas pelos israelitas, nos vs. 1 e 2, para desejarem
tornar Davi seu rei.
* 5.2 fazias entradas e saídas
militares com Israel. Uma expressão idiomática que indicava campanhas
militares (1Sm 18.13,16). A segunda razão para quererem tornar Davi seu rei
foram seus sucessos militares (1Sm 17.32,45-47; 18.7; 25.28).
o SENHOR te disse. A
terceira razão é a comissão divina (1Sm 16.1, nota).
apascentarás. O emprego
do termo "pastor" com freqüência é usado metaforicamente, na Bíblia,
para indicar ou Deus (Gn 49.24; Sl 23.1; 80.1, etc.), ou o seu Filho, Jesus (Jo
10.11; Hb 13.20; 1Pe 5.4; Ap 7.17, etc.), ou líderes humanos divinamente
designados (7.7; Nm 27.15-17, etc.). A imagem é a de uma liderança íntima e
zelosa (v. 12, nota).
chefe. No
hebraico, essa mesma palavra é traduzida por "príncipe", em 1Sm 9.16
(nota).
* 5.3 o rei Davi fez com eles
aliança. Ver 3.21. O pacto estabelecido para que Davi governasse as
tribos do Norte provavelmente consistiu em leis para o governo real (1Sm
10.25), incluindo os direitos e responsabilidades mútuas, e para com o Senhor
(2Rs 11.17). Fica evidente na revolta de Seba (20.1), que esse pacto não acabou
com o sentimento de identidade separada, sentido por Israel e Judá, e, isto
também pode ser visto particularmente na dissolução do reino unido, no reinado
de Roboão (1Rs 12.16).
Ungiram Davi. Ver nota
em 2.4.
*
5.4,5 No Antigo Testamento,
uma fórmula estereotipada com freqüência inicia a narrativa do governo de um
rei (p.ex., 1Sm 13.1; 2Sm 2.10; 1Rs 14.21; 22.42, etc.). Neste caso, essa
fórmula assinalou apropriadamente o início do reinado de Davi sobre todo o
Israel.
* 5.6 Jerusalém. Uma
cidade de grande antigüidade (ocupada já no terceiro milênio a.C.), Jerusalém
ficava no território de Benjamim, perto da fronteira norte de Judá. A cidade
fora anteriormente conquistada por Judá (Jz 1.8); mas nem Judá e nem Benjamim
tinha conseguir expulsar de forma permanente os seus habitantes jebuseus (Js
15.63; Jz 1.21). Davi pode ter pensado que a localização estratégica de
Jerusalém e sua condição relativamente independente tornava a cidade adequada
para constituir uma capital nacional que não implicaria em favoritismo a
qualquer região em particular.
jebuseus... disseram a Davi. A zombaria
dos jebuseus, quer sugerindo excesso de confiança ou simplesmente a
determinação de lutar até o último homem (mesmo que fossem cegos ou aleijados)
reflete a hostilidade que havia entre os jebuseus e Davi (ver o v. 8; 1Sm
17.54, nota).
* 5.7 fortaleza de Sião. Temos aqui
a primeira ocorrência da palavra "Sião" na Bíblia e a única nos
livros de Samuel. Originalmente, esse nome designava uma colina fortificada na
extremidade sul da serra de Ofel. Posteriormente, o nome veio a ser usado em um
sentido extenso para indicar toda a Jerusalém (2Rs 19.21; Is 2.3), e até mesmo
para toda a nação de Israel (Sl 149.2; Is 46.13). Esse nome ocorre com
freqüência na literatura poética e profética de Israel, onde é, com freqüência,
apresentada como sendo o lugar dos poderosos feitos de Deus de salvação e
julgamento (p.ex., Sl 14.7; Is 4.4; Lm 4.11).
* 5.10 crescendo em poder. Da mesma
maneira que os capítulos 3 e 4 detalham como "os da casa de Saul se iam
enfraquecendo" (3.1; 3.2-11, nota), assim também os capítulos 5-10 mostram
como "Davi se ia fortalecendo" (3.1). A razão fundamental para as
vitórias de Davi era que o Senhor estava com ele (ver nota em 1Sm 16.18).
* 5.11 Hirão, rei de Tiro. Tiro era
uma cidade portuária da Fenícia, a cerca de 56km ao norte do monte Carmelo e a
40km ao sul de Sidom. A generosidade de Hirão para com Davi foi motivada pelo
caráter impressionante das recentes realizações de Davi, embora também
envolvesse um certo elemento de interesse próprio. Tiro precisava das rotas
comerciais que passavam agora controladas por Davi, bem como pelo meio das
terras da Palestina central (cf. Ed 3.7). A amizade de Hirão com Israel
continuou até durante o reinado de Salomão (1Rs 5.1-12; 9,.11; etc.).
* 5.12 o SENHOR o confirmara rei. Ver nota
em v. 10.
por amor do seu povo. Davi
compreendeu não somente que seu governo dependia inteiramente de Deus, mas
também que tinha o propósito de beneficiar o povo de Deus (v. 2; 8.15).
* 5.13-16 Ver 3.2, nota, e a lista um pouco
mais longa em 1Cr 14.3-7.
* 5.17 Ouvindo, pois, os filisteus. Embora o
reinado de Davi sobre Judá não tenha sido contestado pelos filisteus, a
extensão do seu domínio para as tribos do norte trouxe uma ameaça aos interesses
dos filisteus que eles não podiam ignorar.
fortaleza. Ver 1Sm
23.14, nota.
* 5.18 vale dos Refaim. Esse vale
começa poucos quilômetros a sudoeste de Jerusalém e desce ao oeste na direção
do território dos filisteus (21.16, nota; 23.13; Js 15.8; 18.16).
* 5.19 Davi consultou o SENHOR. Ver nota
em 2.1.
* 5.20 Baal-Perazim. Ver a
referência lateral. Baal-Perazim tem sido identificada com um local a cerca de
5km a sudoeste de Jerusalém.
* 5.21 deixaram lá os seus ídolos. Davi
infligiu sobre os filisteus uma perda semelhante àquela que Israel sofrera com
a captura da arca, em 1Sm 4.
os levaram. Ver nota
em 1Sm 5.2; 1Cr 14.12 diz que Davi os queimou.
* 5.24 é o Senhor que saiu diante de
ti. O Senhor é um guerreiro (Êx 15.3), que sai adiante de seu
povo para combater por eles (ver Êx 14.14; Dt 1.30).
* 5.25 desde Geba até Gezer. A derrota
dos filisteus, por parte de Davi, foi mais decisiva que a derrota deles diante
de Jônatas (1Sm 14.31). Derrotar os filisteus, em particular (8.1) tinha uma
significância especial (3.18; 19.9; 1Cr 14.17; cf. 1Sm 9.16).
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