*          7.1                   descanso de todos os seus inimigos. Ver notas nos vs. 6 e 9. Ver também o v. 11; Dt 12.10; 25.19; Js 23.1.

 

*          7.2                   Natã. Mencionado aqui pela primeira vez, Natã, o profeta, também desempenhará um papel significativo no capítulo 12 e em 1Rs. Ver também 1Cr 29.29; 2Cr 9.29; 29.25.

 

numa tenda. Ao que parece, Davi via o seu palácio como um símbolo de seu governo agora estabelecido (5.11,12), e ele propõe que o governo de Deus devesse ser igualmente simbolizado com uma habitação permanente.

 

*          7.3                   Vai. O plano de Davi pareceu razoável a Natã, mas logo se corrigiu, quando a isso foi ordenado pelo Senhor (v. 4). Natã não era um lisonjeador (12.7-14).

 

*          7.4-17             A significação histórica e teológica da promessa divina feita a Davi registrada nestes versículos (com paralelo em 1Cr 17.3-15) dificilmente pode ser exagerada. De fato, a promessa de um reino davídico duradouro tem sido chamada de cume de toda a revelação do Antigo Testamento. Olhando para trás, ela retoma as promessas de bênção feitas a Abraão e sua descendência eleita (Gn 17.16), e as faz repousar sobre Davi (vs. 9,10,12). E, olhando para diante, prepara para a esperança messiânica que inspira a fé de Israel antes e depois do exílio babilônico (Is 11.1; Jr 23.5,6; Zc 3.8; 6.12). A esperança na vinda de um Messias culminou no aparecimento de Jesus Cristo (Is 9.1-7; Lc 1.32,33,69,70; At 2.30,31; 13.22,23; Rm 1.1-4; 2Tm 2.8 e Ap 22.16).

 

*          7.5                   meu servo Davi. Conforme 3.18; Sl 89.3. A referência do Senhor a Davi como "meu servo", colocou Davi em uma companhia seleta que incluía Abraão (Gn 26.24), Moisés (Nm 12.7,8; Dt 34.5), Calebe (Nm 14.24) e Josué (Js 24.29).

 

*          7.6                   em casa nenhuma habitei. Deus tem acompanhado seu povo eleito por todas as suas peregrinações (vs. 6,7). Somente quando ele os fixasse em seu lugar (v. 10), e eles desfrutassem de "descanso" (v. 11), que ultrapassasse àquilo que eles já desfrutavam sob Davi (v. 1), Deus permitiria que uma casa permanente fosse construída em honra ao seu nome (v. 13).

 

*          7.9                   fui contigo. Ver nota em 1Sm 16.18.

 

grande o teu nome. Essa declaração sobre um grande nome para Davi relembra a promessa divina feita ao patriarca Abraão, em Gn 12.2. Cf. 8.13, onde lemos que Davi "ganhou renome".

 

*          7.11                 ele, o SENHOR te fará casa. Tendo recusado a oferta de Davi para edificar-lhe uma casa (templo; v. 5), o Senhor respondeu com o gracioso anúncio de que, em lugar disso, ele estabeleceria a dinastia de Davi.

 

*          7.12                 teu descendente. Salomão.

 

que procederá de ti. Palavras idênticas foram ditas a Abraão, em Gn 15.4.

 

*          7.13                 ao meu nome. Foi "por causa do seu grande nome" que o Senhor recusou-se a rejeitar o seu povo, depois de terem pedido, pecaminosamente, um rei (1Sm 12.22). Agora o Senhor anuncia a Davi que seu próprio filho, que o sucederia como rei, construirá um templo "para o meu nome". Quanto a uma explicação da significação do nome de Deus, ver Êx 34.5-7; e nota em 1Sm 17.45.

 

*          7.14-16           por pai... por filho. A plena significação dessa promessa, que expressa o relacionamento especial que o Senhor estabelecia com os reis da linhagem de Davi (Sl 2.7; 89.18-37), realizou-se, finalmente, em Cristo (Mc 1.11; At 13.33; Hb 1.5).

 

*          7.14                 castigá-lo-ei. Como um pai, o Senhor disciplinaria o filho real, quando este errasse. Mas o seu amor pactual nunca seria retirado dele. Embora a punição fosse severa, chegando à perda da terra e do templo (1Rs 9.6-9), a promessa de Deus de que estabeleceria para sempre o trono de Davi não pode falhar. Essa promessa viria a ser crescentemente entendida em termos messiânicos (Is 9.7; 11.1-5; Jr 33.14-26; Mq 5.2-5).

 

*          7.18                 entrou o rei Davi na Casa do SENHOR, ficou perante ele. Presume-se que Davi se sentou defronte da arca, o símbolo da presença do Senhor (Êx 25.22; 30.6; Dt 10.8; Js 6.8). Não era comum uma pessoa sentar-se enquanto orava (Dt 10.7).

 

Quem sou eu...? Tendo oferecido a Deus uma casa, Davi ficou surpreso diante da declaração do Senhor de que ele construiria para Davi uma casa. A humildade evidenciada através das palavras de Davi: "Quem sou eu?" concorda com o seu reconhecimento de que o Senhor soberano é que estivera com ele (1Sm 16.18, nota), conduzindo-o até àquele ponto.

 

*          7.19                 isto é instrução para todos os homens. O sentido original hebraico desta frase é difícil. O versículo paralelo de 1Cr 17.17 tem um texto muito diferente: "me trataste como se eu fosse homem ilustre".

 

*          7.22-24           Davi faz uma consideração de sua posição única e a de sua casa (vs. 18-21) para contemplar o caráter ímpar de seu Deus. Ele é o único e verdadeiro Deus, e em seu favor desmerecido ele escolheu tanto a Davi como a própria nação de Israel, para ser o seu povo, através de quem seu grande nome tornar-se-ia conhecido (ver Êx 15.11-13; Dt 7.6-8).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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