* 1.1,2. Saudação inicial, incluindo remetente,
destinatários e bênção.
* 1.1 apóstolo de Cristo Jesus. Alguém enviado como representante oficial de
Cristo (2Co 1.1, nota).
pela vontade de Deus.
Paulo identifica aquele que o comissionou (1Co 1.1,2; 2Co 1.1; Ef 1.1; Cl
1.1).
de conformidade com a promessa da vida que está em Cristo
Jesus. O papel do apóstolo é
proclamar a vida que está em Cristo (1Tm
1.16, nota).
* 1.2 amado filho. Ver Introdução a 1 Timóteo: Data e Ocasião;
1Co 4.17
(cf. 1Tm 1.2).
graça... nosso Senhor. Ver nota em 1Tm 1.2.
* 1.3-5. Como na maioria de suas cartas (com exceção
de Gálatas, 1 Timóteo e Tito), após a saudação, Paulo segue com palavras de
ação de graças a Deus pelos destinatários da carta. Aqui ele enfoca o seu
relacionamento com Timóteo e sua confiança na fé que Timóteo demonstra ter.
* 1.4 Lembrado das
tuas lágrimas. Provavelmente Timóteo
derramou lágrimas na última vez que
Paulo o deixou.
estou ansioso por ver-te. Paulo antecipa seu pedido feito em 4.9, 21.
* 1.5 Lóide...
Eunice. Essas mulheres são
mencionadas somente aqui no Novo Testamento.
Ver Introdução a 1 Timóteo: Data e Ocasião.
* 1.6-14. Paulo se dirige ao corpo da carta. Ao encorajar Timóteo à ousadia e fidelidade, Paulo discute o evangelho e seu
próprio papel na proclamação do mesmo.
* 1.6 reavives o dom de Deus. Essa forte expressão sugere que Timóteo
estava sendo menos convincente do que deveria no uso do dom espiritual que Deus
lhe havia dado.
imposição das minhas mãos. Ver nota em 1Tm 1.18.
* 1.7 espírito de covardia. Essa forte expressão era necessária por
causa da timidez natural de Timóteo e da
gravidade de sua situação.
* 1.8 seu encarcerado, que sou eu. Paulo está aprisionado em Roma (2.9;
Introdução: Data e Ocasião).
* 1.9 com santa vocação. O alvo da eleição e do chamado de Deus é a
santificação do seu povo (Ef 1.4).
não... graça. Essa é uma maravilhosa afirmação que a
salvação é pela graça, não por mérito
humano (Ef 2.8,9).
conforme a sua própria determinação. O decreto de Deus da redenção está baseado
exclusivamente no seu próprio propósito e prazer bondoso. Em outros lugares, esse propósito divino é
identificado como misericórdia (Tt 3.5) e amor (Ef 1.4,5).
antes dos tempos eternos. Uma afirmação que o decreto divino da
redenção através de Cristo é desde a eternidade (Ef 1.4; Tt 1.2; 1 Pe 1.20; Ap
13.8).
* 1.10 nosso Salvador Cristo Jesus. Cristo é o mediador da aliança da graça (Tt
1.4; 2.13 e 3.6).
o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a
imortalidade. Isto é, através de sua morte e ressurreição (Hb 2.14,15; Ap
1.18).
* 1.11 pregador. Ver 1Tm
2.7.
* 1.12 estou sofrendo. Paulo está na prisão (v. 8; 2.9).
não me envergonho.
Tendo exortado a Timóteo a não se envergonhar de falar de Cristo (v. 8),
Paulo se apresenta como um modelo de ousadia diante de sofrimentos (2.8-10;
3.10,11).
aquele Dia.
Dia do juízo (v. 18; 4.8).
* 1.13 sãs palavras. Esse tema perpassa todas as cartas pastorais
(1Tm 1.10, nota).
* 1.14 Guarda o bom depósito. Ver nota em 1Tm 6.20.
* 1.15-18. A preocupação de Paulo que Timóteo permaneça
fiel levou-o a mostrar exemplos específicos de infidelidade e fidelidade.
* 1.15 todos.
Paulo provavelmente está escrevendo com exagero intencional para
certificar-se que seus leitores percebam a extensão da deslealdade.
Ásia. Uma província
romana que cruza o mar Egeu desde a Grécia até parte da atual Turquia
ocidental. Éfeso, onde Timóteo servia
como representante de Paulo, era a cidade principal dessa província.
Figelo e Hermógenes.
Não são mencionados em nenhum outro lugar do Novo Testamento. Provavelmente Paulo menciona-os porque
contava com o apoio deles.
* 1.16 Onesíforo. Membro da igreja de Éfeso que se distinguiu
por sua lealdade a Paulo (v. 18; cf.
4.19).
* 1.17 tendo ele chegado a Roma. Onesíforo pode ter ido a Roma a fim de ajudar
Paulo.
* 1.18 naquele Dia. O dia do juízo (v. 12; 4.8).
* 2.1-13. Paulo novamente exorta Timóteo a permanecer
fiel, começando com três analogias da vida diária para enfatizar a sincera devoção a uma
tarefa.
* 2.1 filho meu. Ver nota de 1.2.
* 2.2 através de muitas testemunhas. Isso pode referir-se à ordenação de Timóteo
(1.6; 1Tm 1.18; 4.14).
homens fiéis e também idôneos para instruir a outros. Presumivelmente presbíteros ou bispos (1Tm
3.2; 5.17; cf. Tt 1.7, nota).
* 2.5,6 coroado...
frutos. Essas duas analogias
acrescentam uma promessa de recompensa futura (vs. 10-12).
* 2.8 descendente de Davi. Jesus cumpre a promessa de Deus de dar a um
dos descendentes de Davi um reinado eterno (2Sm
7.12-16; Mt 1.1; Mc 12.35; Lc
1.32,33; Jo 7.42; At 2.30-36; Ap
5.5). Ver Rm 1.3,4 referente à
associação da ressurreição de Cristo e sua descendência de Davi.
ressuscitado de entre os mortos. A ressurreição de Cristo está no centro da
teologia paulina (Rm 6.4-10; 1Co 15.12-22).
Ela é a base para a esperança expressa nos vs. 11 e 12.
* 2.9 estou sofrendo. Ver nota em 1.8.
* 2.10 eleitos. Aqueles que Deus escolheu para serem salvos
(Tt 1.1).
a salvação que está em Cristo Jesus. A salvação que vem através da fé em Cristo (3.15). Ver
"Salvação" em At 4.12.
eterna glória.
Essa glória é a salvação final e completa dos eleitos na nova ordem de
Deus. Os santos terão corpos
ressurrectos e naturezas humanas transformadas (1Co 15.42-49).
Experimentarão a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, e
conhecerão plenitude de alegria numa vida que lhes é garantida através da
morte, ressurreição e ascensão de Cristo (v. 11; Mt 13.43; 1Tm
1.16, nota; cf. Sl 16.11).
* 2.11 Fiel é esta palavra. Ver nota em 1Tm 1.15.
O que segue pode ser parte de um
antigo hino cristão.
se já morremos com ele. Uma referência à união do crente com Cristo
na sua morte na cruz (Rm 6.3-11).
* 2.12 se perseveramos. Isso se refere à perseverança no
sofrimento (v. 10).
também com ele reinaremos. Uma imagem do Novo Testamento para a glória eterna que os cristãos recebem
por meio de Cristo (Mt 19.28; Rm 5.17; Ap
3.21; 5.10; 20.4,6; 22.5).
se o negamos, ele, por sua vez, nos negará. Uma advertência sensata contra a apostasia
(Mt 10.33).
* 2.13 se somos infiéis, ele permanece fiel. Essa é uma maravilhosa afirmação da certeza
que, embora somos chamados à perseverança e fidelidade, em última análise, a salvação não se baseia
na nossa fidelidade, mas na de Cristo (v. 19).
de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo. A esperança cristã está firmemente enraizada
no imutável caráter de Deus (Nm 23.19; Tt 1.2).
* 2.14 contendas de palavras. Uma das características dos falsos mestres
(v. 23; 1Tm 1.4; 6.4; Tt 3.9).
* 2.15 a palavra da verdade. O evangelho (2.8,9; 4.2).
* 2.17 Himeneu. Também mencionado em 1Tm 1.19,20, como alguém que veio a
"naufragar na fé".
Fileto. Não é citado
em nenhum outro lugar do Novo Testamento.
* 2.18 a ressurreição já se realizou. A crença
gnóstica negava a futura ressurreição corporal dos cristãos e, em seu
lugar, afirmava uma ressurreição
espiritual na conversão; disso resultou uma ênfase exagerada na experiência do
presente (1Co 15.12-14).
estão pervertendo a fé a alguns. As doutrinas dos falsos mestres são
incompatíveis com o evangelho. Timóteo
deveria advertir a igreja contra os mesmos
(v.14).
* 2.19 o firme fundamento de Deus. A Igreja (cf. 1Tm
3.15) que é a eleita de Deus.
permanece.
Em contraste com aqueles que se desviam (v. 18).
selo. Uma expressão
que denota a idéia de posse e segurança.
O Senhor conhece os que lhe pertencem. Uma citação de Nm 16.5 (de acordo com a
tradução da Septuaginta). O eterno
decreto da eleição está inscrito sobre o povo de Deus (v. 11), que garante a
segurança do corpo de Cristo (Jo 10.29).
Aparte-se... O chamado divino para a santidade também está
inscrito sobre a congregação de membros da Igreja de Cristo (v. 21), incluindo
o repúdio ao falso ensino.
* 2.20,21. Estes versículos apresentam um exemplo da
vida diária sobre a importância da santidade — ser separado para uma tarefa
nobre (piedosa).
* 2.23 questões...
contendas. Ver nota em
2.14.
* 2.25,26. O cristão nunca deve pensar que aqueles que
são enredados pelo falso ensino do diabo estão irremediavelmente perdidos. O evangelho deve ser proclamado a todos.
* 3.1-9. Paulo continua no tema do ensino falso,
voltando-se ao ataque dos próprios falsos mestres. Observa o impacto destes
sobre a igreja de Éfeso, mas conclui com a afirmação que eles serão mal
sucedidos no fim.
* 3.1 nos últimos dias. A era inaugurada pela primeira vinda de
Cristo e completada por sua segunda (1Tm
4.1, nota).
* 3.5 tendo forma de piedade, negando-lhe,
entretanto, o poder. A aparência
que os falsos mestres tem de cristãos é que os torna tão perigosos (Mt
7.15,21-23).
* 3.6 mulherinhas sobrecarregadas. O argumento de Paulo não é que todas as
mulheres são assim, mas que algumas foram especialmente vulneráveis ao engano. Os falsos mestres de Éfeso tiveram especial
sucesso no engano de mulheres (1Tm 2.14;
5.13-15).
* 3.8 Janes e Jambres. Na tradição judaica, estes nomes foram dados
a dois mágicos egipcios que se opuseram a Moisés diante de Faraó (Êx 7 e 8).
* 3.10-17. Conservando plenamente diante de si o problema dos falsos mestres,
Paulo passa a encorajar mais uma vez
Timóteo à fidelidade, primeiramente em termos do exemplo dado por ele e,
depois, como obediência à Escritura.
* 3.10,11. Mais uma vez Paulo apela para a sua própria
vida como um exemplo para Timóteo
(1.11-13; 2.8-10).
* 3.11 Antioquia, Icônio e Listra. Três cidades da província romana da Galácia
onde Paulo pregou o evangelho na sua primeira viagem missionária (At
13.14—14.20). Apesar de significante
oposição, Paulo teve sucesso em
estabelecer uma igreja em cada uma dessas cidades (At 14.21-23). Paulo menciona essas cidades, incluindo
Listra, a cidade natal de Timóteo, a fim
de apelar para as raízes da fé demonstrada por Timóteo (vs. 14 e 15; 1.5).
me livrou o Senhor.
Ver 4.18 e nota.
* 3.12 todos quantos querem viver
piedosamente... serão perseguidos. O Novo Testamento ensina que cristãos devem
esperar perseguição (Mt 10.17,18; Jo
15.20; 1Pe 4.12 e 5.9).
* 3.14 de quem o aprendeste. Uma referência à mãe e à avó de Timóteo (1.5)
bem como ao próprio Paulo.
* 3.15 desde a infância. De acordo com o costume, o pai judeu devia
começar a instruir a criança na lei quando esta atingia cinco anos de idade.
sabes as sagradas letras. Os falsos mestres interpretaram erroneamente
o Antigo Testamento (1Tm 1.7; Tt
3.9). Timóteo precisa lembrar a devida
instrução que recebeu de sua mãe e avó.
As "sagradas letras"
são os livros do Antigo Testamento.
O Novo Testamento ainda não existia em forma de coleção. Na realidade, vários dos livros do Novo
Testamento provavelmente ainda não tinham sido escritos.
salvação... em Cristo
Jesus. Interpretado
corretamente, o Antigo Testamento leva a gente a compreender o papel central de
Jesus Cristo no plano geral de Deus para a sua criação.
* 3.16 Toda a Escritura. O Antigo Testamento (v. 15, nota).
é inspirada por Deus.
Ou "Deus soprou". Esta é uma das mais importantes expressões do
Novo Testamento da doutrina da inspiração divina da Escritura. A Bíblia foi
soprada pelo Espírito de Deus (2Pe
1.21). Deus é a fonte e o autor final da Escritura. Embora escrita por
autores humanos, a Escritura, porém, mantém o pleno peso da autoridade divina. Ver
nota teológica "A Autoridade das Escrituras", índice.
* 4.1-5. Paulo conclui o seu apelo a Timóteo, iniciado
em 1.6.
* 4.1 perante Deus. Paulo menciona testemunhas para incutir em
Timóteo a máxima seriedade na sua tarefa.
Cristo Jesus, que há de julgar. Sobre Cristo como juiz, ver v. 8; Mt
25.31-46; Jo 5.22,27; At 10.42.
sua manifestação.
Segunda vinda de Cristo (cf. o v.
8; 1Tm 6.14; Tt 2.13).
* 4.2 a palavra. O evangelho (cf. 2.15).
quer seja oportuno, quer não. Em toda situação, seja boa ou má, a Palavra
deve ser proclamada.
* 4.3 suportarão. Possivelmente uma referência a algumas pessoas
que têm ligação com a igreja.
sã doutrina. Ver nota em 1.13.
coceira nos ouvidos.
Algumas pessoas têm um interminável fascínio com tudo, menos com a
verdade.
* 4.4 fábulas. Ver nota em 1Tm 1.4.
* 4.5. Uma exortação final à fidelidade mesmo que
outras pessoas se desviem.
* 4.6-8. A morte iminente de Paulo é a razão para este
extenso apelo a Timóteo (Introdução: Data e Ocasião).
* 4.6 já.
Paulo aceita sua inevitável morte mesmo que esta ainda esteja vários
meses à sua frente.
oferecido por libação.
Essa metáfora referente à morte (cf.
Fp 2.17) é extraída da linguagem do sistema
sacrificial do Antigo Testamento. Uma
libação de vinho era derramada no santuário como oferenda a Deus (Nm 15.5,7,10
e 28.7). Paulo compreende sua iminente
morte como uma oferenda a Cristo.
minha partida.
Outra metáfora aplicada à morte (Fp
1.23). Paulo apegou-se firmemente
à esperança e certeza dum destino além do sepulcro (v. 18).
* 4.7. Com essas três metáforas, Paulo expressa o
fim de seu ministério. Sua preocupação
não é com o sucesso que ele tenha sido, antes, que ele tenha sido fiel ao seu
Senhor.
* 4.8 a coroa da justiça. Talvez a coroa concedida pela vida fiel de
alguém que recebeu a justiça de Cristo mediante a fé (Rm 3.22).
Mais precisamente, essa é a coroa
que consiste de perfeita justiça — a
vida eterna dada ao crente como clímax
do processo de santificação (2.10; Tg
1.12; 1Pe 5.4; Ap 2.10).
reto juiz.
Cristo no seu papel de juiz que
traz à conclusão a obra por ele iniciada nos seus eleitos.
naquele Dia.
O dia do juízo (1.12,18).
a sua vinda.
A segunda vinda de Cristo (v. 1).
* 4.9-18. Paulo volta agora à razão principal da
escrita da carta: ele deseja ver Timóteo
pela última vez. Paulo dá várias
instruções a Timóteo sobre sua viagem a Roma.
Informa-o de sua atual situação e conclui com uma profunda expressão de
confiança em seu Senhor.
* 4.9 Procura vir ter comigo. Paulo havia dado a entender seu desejo de
ver Timóteo em 1.4.
depressa. Ver nota
do v. 21.
* 4.10 Demas.
Cooperador presente com Paulo durante seu primeiro aprisionamento em
Roma (Cl 4.14; Fm 24).
Tessalônica.
Cidade na província romana da Macedônia onde Paulo havia estabelecido
uma igreja em sua segunda viagem missionária (At 17.1-10).
Crescente.
Não mencionado em qualquer outro lugar do Novo Testamento. Ao que tudo
indica, era outro cooperador de Paulo.
Galácia. Uma província
romana visitada por Paulo em sua primeira viagem missionaria (3.11, nota).
Tito. Outro dos
cooperadores de Paulo. Ver Introdução a
Tito: Data e Ocasião.
Dalmácia. Outro nome
para a província romana do Ilírico, a província mais ocidental atingida por Paulo em suas primeiras três
viagens missionárias (Rm 15.19).
* 4.11 Lucas.
O "médico amado"
mencionado em Cl 4.14 e Fm 24, que viajou em companhia de Paulo durante
boa parte de sua segunda e terceira viagens missionárias (Introdução a Lucas:
Autor).
Toma contigo Marcos e traze-o. Um belo exemplo do perdão cristão. A deserção
de João Marcos de Paulo e Barnabé durante sua primeira viagem missionária (At 13.13) resultou na dissolução da parceria entre Paulo e
Barnabé (At 15.37-39). Posteriormente,
Marcos recuperou o favor de Paulo (Cl
4.10; Fm 24). Agora, no fim de sua vida, Paulo quer vê-lo,
pois “me é útil”.
* 4.12 Tíquico. Cooperador de Paulo mencionado em At 20.4;
Ef 6.21;Cl 4.7 e Tt 3.12.
até Éfeso.
Tíquico deve levar esta carta a Timóteo e servir como seu substituto.
* 4.13 capa.
Pesada peça de roupa de lã usada para proteção contra umidade e
frio. Paulo está antecipando a chegada
do inverno (v. 21).
Trôade. Um porto
ligando a província da Ásia com a Macedônia cruzando o Mar Egeu (At 16.7,8,
nota). Paulo tinha viajado através de
Trôade em sua segunda e terceira viagens missionárias (At 16.8,11;
20.5,6). Não se sabe ao certo quando
Paulo esteve em Trôade em sua quarta e última viagem missionária.
Carpo. Não é
mencionado em qualquer outro lugar do Novo Testamento.
pergaminhos.
Pergaminho é um material de escrita feito de peles de animais,
especialmente ovelhas e cabras.
Provavelmente Paulo solicitava partes do Antigo Testamento.
* 4.14 Alexandre, o latoeiro. Ver nota
em 1Tm 1.20.
causou-me muitos males. Esse incidente não é
mencionado em qualquer outra parte do Novo Testamento.
O Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. Isto é, no
dia do juízo final (Mt 16.27; Rm 2.6; Ap
22.12).
* 4.16 primeira defesa. Uma audiência preliminar antes do julgamento
propriamente dito de Paulo o qual ele agora espera (Introdução: Data e Ocasião).
Que isto não lhes seja posto em conta. Uma expressão de perdão frente à morte, que
relembra Cristo (Lc 23.34) e Estêvão (At
7.60).
* 4.17 Mas o Senhor me assistiu. Paulo havia aprendido há muito tempo que sempre podia depender daquele que o havia
comissionado (2Co 12.9,10; Fp 4.11-13).
a pregação fosse plenamente cumprida. Isso provavelmente se refere à proclamação do
evangelho por Paulo na sua audiência preliminar.
todos os gentios a ouvissem. Paulo havia pregado o evangelho num forum
público no centro do império romano.
fui libertado da boca do leão. Uma metáfora ao escapar da morte por um triz.
A audiência preliminar de Paulo tinha resultado em suspensão temporária da
pena.
* 4.18 me livrará também de toda obra maligna. Paulo não acredita que Jesus impedirá sua
morte física (v. 6), mas está expressando sua absoluta confiança em Cristo (2.13).
me levará salvo para o seu reino celestial. Essa é a esperança final de todos aqueles que
confiam em Cristo.
* 4.19-21. Conforme seu costume, Paulo encerra a carta
com saudações pessoais e uma bênção.
* 4.19 Prisca, e Áquila. "Prisca" é uma forma abreviada de
"Priscila" conforme aparece noutros lugares em Atos e nas cartas de
Paulo. Ela e seu marido Áquila tinham
sido amigos de Paulo desde o tempo que ele visitou Corinto pela primeira
vez durante a sua segunda viagem missionária. Eles eram
judeus e, como Paulo, fabricantes de tendas (At 18.2,3). Vieram de Roma a Corinto. Posteriormente, acompanharam Paulo a Éfeso (At 18.18,19) e ali hospedaram uma igreja em sua casa por vários anos, antes de retornarem a Roma
(Rm 16.3,4; 1Co 16.19).
Agora, ao que parece, tinham
voltado a Éfeso, onde Timóteo estava (1Tm
1.3).
a casa de Onesíforo.
Ver nota em 1.16. Essa saudação
indica que Timóteo continuava em Éfeso (1.18).
* 4.20 Erasto. Presumivelmente a mesma pessoa mencionada em
Rm 16.23 como tesoureiro de Corinto.
Corinto. A capital da
província romana da Acaia. Foi visitada
por Paulo na sua segunda e terceira viagens missionárias. Corinto fica a 80 km
de distância a oeste de Atenas.
Trófimo. Membro da
igreja de Éfeso que tinha acompanhado Paulo a Jerusalém no final de sua
terceira viagem missionária (At 20.4; 21.29).
Mileto. Porto marítimo
bem ao sul de Éfeso que Paulo visitou no fim de sua terceira viagem missionária
(At 20.15,17). Não sabe ao certo quando
Paulo visitou Mileto na sua quarta e última viagem missionária.
* 4.21 antes do inverno. O clima no inverno impediria a viagem de
navio. Paulo pode ter sentido que, se
Timóteo esperasse tempo demais, não chegaria antes de sua execução (v. 9). De qualquer maneira, precisava de sua capa antes do inverno (v.
13).
Êubulo... Prudente,
Lino, Cláudia. Esses devem ser
cristãos residentes em Roma, embora nenhum deles seja mencionado em qualquer
outro lugar do Novo Testamento. De
acordo com a tradição católica romana, Lino sucedeu Pedro como bispo de Roma.
* 4.22 A graça seja convosco. Aqui a
palavra grega está no plural: “vós” (“convosco”). Provavelmente Paulo desejava
que a carta fosse lida para toda a
igreja (1Tm 6.21, nota; Tt 3.15).
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sergiovalentin