*  1.1.  Ver nota em 1Ts 1.1

 

*  1.4  perseguições e... tribulações.  Um episódio de perseguição é relatado em At 17.5-9 e a correspondência entre Paulo e os tessalonicenses revela que o antagonismo ainda não havia desaparecido (1Ts 1.6; 2.14 e 3.3).

 

*  1.5  considerados dignos.  Uma vida digna de Deus (1Ts 2.12), do chamado de Deus (1.11; Ef 4.1), do Senhor (Cl 1.10), do evangelho (Fp 1.27,28) ou do reino (v. 5) é uma vida de discipulado paciente e alegre, mesmo quando em perigo de vida por causa da violência daqueles que são hostis à fé.  Tais vidas são evidência inequívoca de que o julgamento de Deus é correto.

 

pelo qual... estais sofrendo.  Muito embora gozem dos direitos conferidos pela cidadania no reino celeste (1Ts 2.12, nota), os cristãos ainda devem sofrer por causa dele (At 14.22), visto que o reino inevitavelmente enfrentará oposição diabólica.

 

*  1.6  que ele dê em paga tribulação.  Em Rm 2.9, a mesma palavra grega para "tribulação" (dificuldades) é usada para indicar os infortúnios que sobrevirão aos malfeitores no Julgamento Final.  Paulo, ao que parece, está falando do mesmo julgamento aqui, visto que os próximos versículos estão preocupados com o júbilo ou pesar derradeiros.

 

*  1.8  obedecem ao evangelho.  O evangelho deve ser aceito, crido e obedecido (1Pe 4.17).  Seu mandamento divino requer entrega absoluta a Deus mediante a paz efetuada por Jesus Cristo.

 

*  1.9  eterna destruição.  A terrível doutrina da condenação eterna (Is 66.24; Mt 25.42,46; Mc 9.43,48), por mais chocante que seja,  assegurou os perseguidos cristãos de Tessalônica a respeito da justiça final e perfeita.  Eles deveriam abster-se de vingança pessoal (1Ts 5.15; cf. Rm 12.17-21) pelas atrocidades que sofriam (v. 4), entregando-se, em vez disso, aos cuidados do Deus que "julga retamente" (1Pe 2.23; cf. Jr 17.10; At 17.31; Rm 2.6,11,16; Ap 22.12).

 

*  1.10 naquele dia.  O "dia do Senhor" (1Ts 5.2).  Embora não tenhamos como saber quanto tempo o dia há de durar, a impressão que se tem é a de que o julgamento final dos ímpios seguir-se-á à vinda de Cristo para os seus.

 

*  1.11  vocação.   Deve-se relacionar essa "vocação" a 1Ts 2.12, onde Deus é aquele que chama; para o reino e a glória do próprio Deus  é que somos chamados (2.14).

 

*  1.12  do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.   A forma do texto, no grego,  permite também que se traduza como "nosso Deus e Senhor, Jesus Cristo".  Seria uma aplicação específica do termo "Deus" para Jesus Cristo. Contra essa tradução, depõe a aplicação pouco freqüente desse termo a Cristo no Novo Testamento (Rm 9.5; Tt 2.13; 2Pe 1.1).  Por outro lado, Paulo refere-se várias vezes a Cristo e a Deus o Pai em uma unidade inseparável em outras frases nessas epístolas (p.ex., nos vs. 1,2; 2.16; 1Ts 1.1; 3.11), além de claramente imputar atributos divinos a Cristo. Em ambas traduções a dignidade conjunta do Pai e do Filho é clara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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