1:1 - 13:13
1-2 Prefácio
e Saudação
1:1–7:16 A
conciliação
1-7 O
sofrimento de Paulo é recíproco
1:1 Paulo,
apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de
Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acáia,
1:2 graça a vós
outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3 Adoração
3-11 Ação de
graças de Paulo pelo conforto divino
1:3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!
4-7
Tribulação agonizante
1:4 É ele que nos
conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em
qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por
Deus.
1:5 Porque, assim
como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor,
assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
1:6 Mas, se somos
atribulados, é para o vosso conforto e salvação; se somos confortados, é também
para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os
mesmos sofrimentos que nós também padecemos.
1:7 A nossa
esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes
dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.
8-14 O
desespero de Paulo é aliviado
1:8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza
da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças,
a ponto de desesperarmos até da própria vida.
1:9 Contudo, já em
nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim
no Deus que ressuscita os mortos;
1:10 o qual nos
livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda
continuará a livrar-nos,
1:11 ajudando-nos
também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam
dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de
muitos.
12-14 A
sinceridade de Paulo
1:12 Porque a
nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e
sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos
vivido no mundo e mais especialmente para convosco.
1:13 Porque
nenhuma outra coisa vos escrevemos, além das que ledes e bem compreendeis; e
espero que o compreendereis de todo,
1:14 como também
já em parte nos compreendestes, que somos a vossa glória, como igualmente sois
a nossa no Dia de Jesus, nosso Senhor.
1:15–2:17 A
digressão de Paulo é justificada
15-24 Paulo
explica a sua demora em ir a Corinto
15-16 O
plano é projetado
1:15 Com esta
confiança, resolvi ir, primeiro, encontrar-me convosco, para que tivésseis um
segundo benefício;
1:16 e, por vosso
intermédio, passar à Macedônia, e da Macedônia voltar a encontrar-me convosco,
e ser encaminhado por vós para a Judéia.
17 O plano é
criticado
1:17 Ora,
determinando isto, terei, porventura, agido com leviandade? Ou, ao deliberar,
acaso delibero segundo a carne, de sorte que haja em mim, simultaneamente, o
sim e o não?
18-22 O
plano é compreendido
1:18 Antes, como
Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não.
1:19 Porque o
Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre
vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele
houve o sim.
1:20 Porque quantas
são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o
amém para glória de Deus, por nosso intermédio.
1:21 Mas aquele
que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus,
1:22 que também
nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.
1:23 Eu, porém,
por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei
ainda a Corinto;
23-2.24 O
plano é mudado
1:24 não que
tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria;
porquanto, pela fé, já estais firmados.
2.
2:1 Isto deliberei por mim mesmo: não
voltar a encontrar-me convosco em tristeza.
2:2 Porque, se eu
vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim
mesmo?
2:3 E isto escrevi
para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam
alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa.
2:4 Porque, no
meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas
lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o
amor que vos consagro em grande medida.
5-11 O
penitente deve ser readmitido na igreja
2:5 Ora, se alguém
causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja
demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós;
2:6 basta-lhe a
punição pela maioria.
2:7 De modo que
deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo
consumido por excessiva tristeza.
2:8 Pelo que vos
rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.
2:9 E foi por isso
também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes.
2:10 A quem
perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado
(se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo;
2:11 para que
Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.
12-13 A
intranqüilidade de Paulo não encontrando Tito
12-17 O
plano é consumado
2:12 Ora, quando
cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no
Senhor,
2:13 não tive,
contudo, tranqüilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito;
por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.
14-17 A
vitória de Cristo no ministério apostólico
2:14 Graças,
porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós,
manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.
2:15 Porque nós
somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos
que se perdem.
2:16 Para com
estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida.
Quem, porém, é suficiente para estas coisas?
2:17 Porque nós
não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em
Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio
Deus.
3. A
excelência do ministério da nova aliança 1-11
1-18 A
superior revelação de Paulo
1-3 Na
documentação
3:1 Começamos,
porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como
alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?
3:2 Vós sois a
nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens,
3:3 estando já
manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não
com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em
tábuas de carne, isto é, nos corações.
3:4 E é por
intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
3:5 não que, por
nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós;
pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,
3:6 o qual nos
habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do
espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
3:7 E, se o
ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a
ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da
glória do seu rosto, ainda que desvanecente,
3:8 como não será
de maior glória o ministério do Espírito!
3:9 Porque, se o
ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o
ministério da justiça.
3:10 Porquanto, na
verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece,
diante da atual sobreexcelente glória.
3:11 Porque, se o
que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.
12-17 Onde
há o Espírito do Senhor, aí há liberdade
12-17 Na
diagnose
3:12 Tendo, pois,
tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.
3:13 E não somos
como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não
atentassem na terminação do que se desvanecia.
3:14 Mas os
sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da
antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo,
é removido.
3:15 Mas até hoje,
quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
3:16 Quando,
porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.
3:17 Ora, o Senhor
é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
18 No desenlace
3:18 E todos nós,
com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,
somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo
Senhor, o Espírito.
4. Paulo
cumpre o seu ministério com fidelidade 1-6
1-18 O
dualismo de Paulo é explicado
1-2 O
escondido e o revelado
4:1 Pelo que,
tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não
desfalecemos;
4:2 pelo
contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando
com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à
consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
3-4 Os cegos
e os iluminados
4:3 Mas, se o
nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está
encoberto,
4:4 nos quais o
deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não
resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
4-5 Os
escravos e o Senhor
4:5 Porque não nos
pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como
vossos servos, por amor de Jesus.
4-6 Trevas e
luz
4-7 Os
frágeis e o Poderoso
4:6 Porque Deus,
que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso
coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.
7-15 O poder
de Paulo vem só de Deus
4:7 Temos, porém,
este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e
não de nós.
8-10
Provações e vitórias
4:8 Em tudo somos
atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;
4:9 perseguidos,
porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
4:10 levando
sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em
nosso corpo.
11-12 Morte
e vida
4:11 Porque nós,
que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também
a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
4:12 De modo que,
em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida.
13 O escrito
e o falado
4:13 Tendo, porém,
o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei.
Também nós cremos; por isso, também falamos,
14 O passado
e o futuro
4:14 sabendo que
aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos
apresentará convosco.
15 Graça e
ação de graças
4:15 Porque todas as coisas existem por amor de vós, para
que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de
muitos, para glória de Deus.
16-18 O
desígnio e o efeito das aflições
16 O homem
exterior e interior
4:16 Por isso, não
desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa,
contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.
17 Aflição e
glória
4:17 Porque a
nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima
de toda comparação,
18a O visto
e o não visto
18b O
temporal e o eterno
4:18 não atentando
nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são
temporais, e as que se não vêem são eternas.
5. Ausente
do corpo e presentes com o Senhor 1-10
5.1-6.10 A
motivação da dedicação de Paulo
1-9 Motivada
pelo conhecimento e julgamento
5:1 Sabemos que,
se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus
um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
5:2 E, por isso,
neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação
celestial;
5:3 se, todavia,
formos encontrados vestidos e não nus.
5:4 Pois, na
verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por
querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela
vida.
5:5 Ora, foi o
próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito.
5:6 Temos,
portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do
Senhor;
5:7 visto que
andamos por fé e não pelo que vemos.
5:8 Entretanto,
estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.
5:9 É por isso que
também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos
agradáveis.
5:10 Porque
importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada
um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
11 Motivada
pelo temor
11-17 O zelo
apostólico de Paulo
5:11 E assim,
conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente
conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça.
12-13
Motivada pelo altruísmo
5:12 Não nos
recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos
gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam
na aparência e não no coração.
5:13 Porque, se
enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós outros.
14-15
Motivada pelo amor
5:14 Pois o amor
de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos
morreram.
5:15 E ele morreu
por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele
que por eles morreu e ressuscitou.
16-17
Motivada pela regeneração
5:16 Assim que,
nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes
conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.
5:17 E, assim, se
alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que
se fizeram novas.
18-21
Motivada pela reconciliação
18-6.3 O
ministério da reconciliação
5:18 Ora, tudo
provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu
o ministério da reconciliação,
5:19 a saber, que
Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens
as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.
5:20 De sorte que
somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso
intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
5:21 Aquele que
não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos
justiça de Deus.
6. Motivada
pelo tempo 1-2
6:1 E nós, na
qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em
vão a graça de Deus
6:2 (porque ele
diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis,
agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação);
3-10
Motivada pelo sofrimento
6:3 não dando nós
nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja
censurado.
4-10 A
abnegação de Paulo
6:4 Pelo
contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na
muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias,
6:5 nos açoites,
nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6:6 na pureza, no
saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
6:7 na palavra da
verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer
defensivas;
6:8 por honra e
por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
6:9 como
desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e,
contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;
6:10
entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo,
mas possuindo tudo.
11-13 O amor
com amor se paga
11-13 A tese
: Mudem de atitude para comigo
11-7.1 Paulo
insiste na dissuação
6:11 Para vós
outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração.
6:12 Não tendes
limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos.
6:13 Ora, como
justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós.
14-16 A
antítese: Mudem de atitude para com o mundo
14-7.1
Nenhuma comunhão com os incrédulos
6:14 Não vos
ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver
entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?
6:15 Que harmonia,
entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?
6:16 Que ligação
há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus
vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu
Deus, e eles serão o meu povo.
6:17 Por isso,
retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas
impuras; e eu vos receberei,
6:18 serei vosso
Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
7.
7:1 Tendo, pois,
ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como
do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.
2-4 O afeto
de Paulo para com os coríntios
2-16 Exemplo
do deleite de Paulo
7:2 Acolhei-nos em
vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a
ninguém exploramos.
7:3 Não falo para
vos condenar; porque já vos tenho dito que estais em nosso coração para,
juntos, morrermos e vivermos.
7:4 Mui grande é a
minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa causa; sinto-me
grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação.
5-16 A
chegada de Tito. Razões dessa alta estima
7:5 Porque,
chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos
atribulados: lutas por fora, temores por dentro.
7:6 Porém Deus,
que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;
7:7 e não somente
com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a
vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu
regozijo.
7:8 Porquanto,
ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me
tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo),
7:9 agora, me
alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para
arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa
parte, nenhum dano sofrêsseis.
7:10 Porque a
tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz
pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.
7:11 Porque quanto
cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados!
Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em
tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto.
7:12 Portanto,
embora vos tenha escrito, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do
que sofreu o agravo, mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse
manifesta entre vós, diante de Deus.
7:13 Foi por isso
que nos sentimos confortados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos
alegramos pelo contentamento de Tito, cujo espírito foi recreado por todos vós.
7:14 Porque, se
nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; pelo
contrário, como, em tudo, vos falamos com verdade, também a nossa exaltação na
presença de Tito se verificou ser verdadeira.
7:15 E o seu
entranhável afeto cresce mais e mais para convosco, lembrando-se da obediência
de todos vós, de como o recebestes com temor e tremor.
7:16 Alegro-me
porque, em tudo, posso confiar em vós.
8. A coleta:
oferta das igrejas da Macedônia para o pobres da Judéia 1-9.15
8:1 Também,
irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
8:2 porque, no
meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a
profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
8:3 Porque eles,
testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram
voluntários,
8:4 pedindo-nos,
com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.
8:5 E não somente
fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao
Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;
8:6 o que nos
levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça
entre vós.
8:7 Como, porém,
em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e
em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta
graça.
8:8 Não vos falo
na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a
sinceridade do vosso amor;
8:9 pois conheceis
a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de
vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.
8:10 E nisto dou
minha opinião; pois a vós outros, que, desde o ano passado, principiastes não
só a prática, mas também o querer, convém isto.
8:11 Completai,
agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer,
assim a leveis a termo, segundo as vossas posses.
8:12 Porque, se há
boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não
tem.
8:13 Porque não é
para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja
igualdade,
8:14 suprindo a
vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância
daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade,
8:15 como está
escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.
16-24 O novo
encargo de Tito
8:16 Mas graças a
Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós;
8:17 porque
atendeu ao nosso apelo e, mostrando-se mais cuidadoso, partiu voluntariamente
para vós outros.
8:18 E, com ele,
enviamos o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas.
8:19 E não só
isto, mas foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no
desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor e
para mostrar a nossa boa vontade;
8:20 evitando,
assim, que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós;
8:21 pois o que
nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também
diante dos homens.
8:22 Com eles,
enviamos nosso irmão cujo zelo, em muitas ocasiões e de muitos modos, temos
experimentado; agora, porém, se mostra ainda mais zeloso pela muita confiança
em vós.
8:23 Quanto a
Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são
mensageiros das igrejas e glória de Cristo.
8:24 Manifestai,
pois, perante as igrejas, a prova do vosso amor e da nossa exultação a vosso
respeito na presença destes homens.
9.
Instruções de Paulo em referência a grande coleta 1-5
9:1 Ora, quanto à
assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos,
9:2 porque bem
reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que
a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a
muitíssimos.
9:3 Contudo,
enviei os irmãos, para que o nosso louvor a vosso respeito, neste particular,
não se desminta, a fim de que, como venho dizendo, estivésseis preparados,
9:4 para que, caso
alguns macedônios forem comigo e vos encontrem desapercebidos, não fiquemos nós
envergonhados (para não dizer, vós) quanto a esta confiança.
9:5 Portanto,
julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e
preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como
expressão de generosidade e não de avareza.
6 Princípios
extraídos da natureza
6-15 A
sementeira e a colheita
9:6 E isto afirmo:
aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com
abundância também ceifará.
7-10
Princípios extraídos da natureza divina
9:7 Cada um
contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por
necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.
9:8 Deus pode
fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla
suficiência, superabundeis em toda boa obra,
9:9 como está
escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
9:10 Ora, aquele que dá semente ao que
semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e
multiplicará os frutos da vossa justiça,
11-15 Princípios
extraídos da natureza cristã
9:11
enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso
intermédio, sejam tributadas graças a Deus.
9:12 Porque o
serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também
redunda em muitas graças a Deus,
9:13 visto como,
na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa
confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís
para eles e para todos,
9:14 enquanto oram
eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de
Deus que há em vós.
9:15 Graças a Deus
pelo seu dom inefável!
10. Paulo
defende sua autorizada apostólica 1-6
1-6 Armadura
espiritual
1-13.14 As
credenciais
10:1 E eu mesmo,
Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade,
quando presente entre vós, sou humilde; mas, quando ausente, ousado para
convosco,
10:2 sim, eu vos
rogo que não tenha de ser ousado, quando presente, servindo-me daquela firmeza
com que penso devo tratar alguns que nos julgam como se andássemos em
disposições de mundano proceder.
10:3 Porque,
embora andando na carne, não militamos segundo a carne.
10:4 Porque as
armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir
fortalezas, anulando nós sofismas
10:5 e toda
altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo
pensamento à obediência de Cristo,
10:6 e estando
prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.
7-18
Autoridade construtiva
10:7 Observai o
que está evidente. Se alguém confia em si que é de Cristo, pense outra vez
consigo mesmo que, assim como ele é de Cristo, também nós o somos.
10:8 Porque, se eu
me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos
conferiu para edificação e não para destruição vossa, não me envergonharei,
10:9 para que não
pareça ser meu intuito intimidar-vos por meio de cartas.
10:10 As cartas,
com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e
a palavra, desprezível.
10:11 Considere o
tal isto: que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos
em atos, quando presentes.
10:12 Porque não
ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos;
mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam
insensatez.
13-18 A
esfera da ação missionária de Paulo
10:13 Nós, porém,
não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que
Deus nos demarcou e que se estende até vós.
10:14 Porque não
ultrapassamos os nossos limites como se não devêssemos chegar até vós, posto
que já chegamos até vós com o evangelho de Cristo;
10:15 não nos
gloriando fora de medida nos trabalhos alheios e tendo esperança de que,
crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da
nossa esfera de ação,
10:16 a fim de
anunciar o evangelho para além das vossas fronteiras, sem com isto nos
gloriarmos de coisas já realizadas em campo alheio.
10:17 Aquele,
porém, que se gloria, glorie-se no Senhor.
10:18 Porque não é
aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.
11. Paulo
continua a sua defesa. Apreensão justificável 1-6
11:1 Quisera eu me
suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.
11:2 Porque zelo
por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar
como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.
11:3 Mas receio
que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja
corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.
11:4 Se, na
verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais
espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não
tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.
11:5 Porque
suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.
11:6 E, embora
seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os
modos, vos temos feito conhecer isto.
7-15 O
desprendimento do apóstolo. Razoável abatimento
11:7 Cometi eu,
porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós
exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?
11:8 Despojei
outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir,
11:9 e, estando
entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos,
quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e
me guardarei de vos ser pesado.
11:10 A verdade de
Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da
Acaia.
11:11 Por que
razão? É porque não vos amo? Deus o sabe.
11:12 Mas o que
faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem
considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam.
11:13 Porque os
tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos
de Cristo.
11:14 E não é de
admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.
11:15 Não é muito,
pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e
o fim deles será conforme as suas obras.
16-33 Os
sofrimentos de Paulo por amor do evangelho. Assiduidade bem conhecida
11:16 Outra vez
digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como
insensato, para que também me glorie um pouco.
11:17 O que falo,
não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de
gloriar-me.
11:18 E, posto que
muitos se gloriam segundo a carne, também eu me gloriarei.
11:19 Porque,
sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos.
11:20 Tolerais
quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos
esbofeteie no rosto.
11:21
Ingloriamente o confesso, como se fôramos fracos. Mas, naquilo em que qualquer
tem ousadia (com insensatez o afirmo), também eu a tenho.
11:22 São hebreus?
Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.
11:23 São
ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos,
muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte,
muitas vezes.
11:24 Cinco vezes
recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;
11:25 fui três
vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma
noite e um dia passei na voragem do mar;
11:26 em jornadas,
muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre
patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no
deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;
11:27 em trabalhos
e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes;
em frio e nudez.
11:28 Além das
coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas
as igrejas.
11:29 Quem
enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me
inflame?
11:30 Se tenho de
gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.
11:31 O Deus e Pai
do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
11:32 Em Damasco,
o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos,
para me prender;
11:33 mas, num
grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei
das suas mãos.
12. As
visões e revelações do Senhor 1-6
1-10 Aflição
compensatória
12:1 Se é
necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações
do Senhor.
12:2 Conheço um
homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no
corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)
12:3 e sei que o
tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)
12:4 foi
arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao
homem referir.
12:5 De tal coisa
me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas.
12:6 Pois, se eu
vier a gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas abstenho-me
para que ninguém se preocupe comigo mais do que em mim vê ou de mim ouve.
7-10 O
espinho da carne
12:7 E, para que
não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na
carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
12:8 Por causa
disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
12:9 Então, ele me
disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa
vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o
poder de Cristo.
12:10 Pelo que
sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições,
nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou
forte.
11-13 As
credenciais de um apóstolo. Confirmação suficiente
12:11 Tenho-me
tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós;
porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou.
12:12 Pois as
credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a
persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos.
12:13 Porque, em que
tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter
sido pesado? Perdoai-me esta injustiça.
14-18 Paulo
deseja visitá-lo
12:14 Eis que,
pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois
não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos
entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.
12:15 Eu de boa
vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais
vos amo, serei menos amado?
12:16 Pois seja
assim, eu não vos fui pesado; porém, sendo astuto, vos prendi com dolo.
12:17 Porventura,
vos explorei por intermédio de algum daqueles que vos enviei?
12:18 Roguei a
Tito e enviei com ele outro irmão; porventura, Tito vos explorou? Acaso, não
temos andado no mesmo espírito? Não seguimos nas mesmas pisadas?
19-21 Paulo
apela para o juiz de todos. Ansiedade justificada
12:19 Há muito,
pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e
tudo, ó amados, para vossa edificação.
12:20 Temo, pois,
que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que
também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós
contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.
12:21 Receio que,
indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por
muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e
lascívia que cometeram.
13. Paulo
promete investigar e castigar. Aspereza defensível 1-10
13:1 Esta é a
terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, toda
questão será decidida.
13:2 Já o disse
anteriormente e torno a dizer, como fiz quando estive presente pela segunda
vez; mas, agora, estando ausente, o digo aos que, outrora, pecaram e a todos os
mais que, se outra vez for, não os pouparei,
13:3 posto que
buscais prova de que, em mim, Cristo fala, o qual não é fraco para convosco;
antes, é poderoso em vós.
13:4 Porque, de
fato, foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós
também somos fracos nele, mas viveremos, com ele, para vós outros pelo poder de
Deus.
13:5 Examinai-vos
a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não
reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.
13:6 Mas espero
reconheçais que não somos reprovados.
13:7 Estamos
orando a Deus para que não façais mal algum, não para que, simplesmente,
pareçamos aprovados, mas para que façais o bem, embora sejamos tidos como
reprovados.
13:8 Porque nada
podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.
13:9 Porque nos
regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o
vosso aperfeiçoamento.
13:10 Portanto,
escrevo estas coisas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a
usar de rigor segundo a autoridade que o Senhor me conferiu para edificação e
não para destruir.
11-12
Saudações
11-14 Um
adeus cristão
13:11 Quanto ao
mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer,
vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco.
13:12 Saudai-vos
uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
13 A benção
13:13 A graça do
Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com
todos vós.
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sergiovalentin