* 11.1-14 Esta
segunda parte do interlúdio se concentra na história de duas testemunhas.
Semelhante a Moisés e Elias, estas testemunhas realizam milagres mortíferos
(vs. 5 e 6). Outros panos de fundo do Antigo
Testamento estão entrelaçados na visão. A menção de duas oliveiras e dois
candeeiros (v. 4) se parece com as testemunhas da visão de Zc
4, na qual provavelmente as árvores simbolizam os
ofícios real e sacerdotal de Zorobabel e Josué. Portanto, as testemunhas são representantes
importantes de Deus. A resistência das
testemunhas contra “a besta” (vs. 7-10) lembra-nos dos conflitos contra reinos
bestiais em Daniel. Há uma referência a
cidades e poderes perversos e opressivos no v. 8: Sodoma, Egito e a Jerusalém que
crucificou Jesus. A ressurreição nos vs. 11 e 12 recorda a ressurreição de
Cristo, mas também a linguagem de Ez 37 e o
arrebatamento de Elias. As duas
testemunhas junto com João (cap. 10) são modelos para os santos. Todos devem ser fiéis ao testemunho de Jesus,
mesmo em face à violenta perseguição da besta, devem estar dispostos a
enfrentar martírio, sendo que Deus garante-lhes a vindicação (vs. 11 e 12).
* 11.1,2 A descrição lembra a queda de Jerusalém em 70
d.C. Supondo que Apocalipse foi escrito
antes de 70 d.C., alguns intérpretes consideram os cap. 6-11 ou mesmo partes
maiores de Apocalipse como profecia referente à queda de Jerusalém. Mas estes
versículos podem ser simplesmente, apenas uma figura da preservação do povo de
Deus em meio a ataques. O templo representa a presença de Deus na terra,
especialmente através do seu povo (cap. 4 e 5, nota).
A medição significa o conhecimento e o cuidado de Deus (Ez
40 e 41). O altar e aqueles que adoram ali representam os verdadeiros
adoradores de Deus, que estão selados e protegidos (cap. 7). A destruição do
átrio exterior representa ataque ao povo de Deus por pessoas de fora.
* 11.2 quarenta e dois meses. Um tempo de aflição e intenso conflito entre o povo de Deus e seus inimigos (13.5). Também é descrito como 1.260 dias (v. 3; 12.6) ou “um tempo, tempos e metade de um tempo” (isto é, três anos e meio, 12.14). É metade de sete anos que, dum ponto de vista simbólico, sugere um período completo de sofrimento, abreviado pela metade. O pano de fundo principal se encontra em Dn 7.25 que, por sua vez, está relacionado a outras passagens (Dn 9.27; 12.7,11,12). Alguns intérpretes futuristas esperam por um período de tempo com essa duração pouco antes da segunda vinda. Mas semelhante a outros números em Apocalipse, este pode ser simbólico no caráter, referindo-se aos três dias e meio dos vs. 9 e 11. Neste caso, designaria uma perseguição de duração limitada.
* 11.3
duas testemunhas. Possivelmente
dois seres humanos literais:
ou dois profetas cristãos que sofreram martírio pouco antes da
queda de Jerusalém, ou dois profetas que aparecerão pouco antes da segunda
vinda. Mas identificá-los com dois candeeiros (v. 4) sugere que sejam
personagens simbólicos para as testemunhas dos candeeiros igrejas de 1.20. Se
este é o caso, simbolizariam as igrejas e não indivíduos específicos. Dois
candeeiros em vez de sete, são mencionados para imitar o padrão de Zc 4 e de Moisés e Elias (11.1-14,
nota; cf. Dt
17.6; Mt
17.3,4; Lc 10.1).
* 11.7 a besta. Ver nota em 13.2 e Introdução:
Características e Temas:
Outros Aspectos.
* 11.8 da grande cidade. Para muitos, este versículo sugere que se tem
em mente ao longo deste capítulo a antiga Jerusalém (11.1,2
nota). Mas o simbolismo apresenta
em potencial muitas
aplicações. A cidade é a cidade
mundana, representando a humanidade e a civilização humana na sua rebelião
contra Deus. Babel, Sodoma, Egito,
Jerusalém, a antiga Roma, cidades modernas e uma apostasia final antes da segunda
vinda, todos são exemplos. Ver Introdução: Dificuldades de Interpretação e nota
em 17.1-19.10.
* 11.9 povos, tribos,
línguas e nações. Ver nota em
5.9.
três dias e
meio. Ver nota no v. 2.
* 11.10 Os que
habitam sobre a terra. Ver nota em 6.10.
* 11.11,12 Se as duas
testemunhas são indivíduos, sua ressurreição presumivelmente deveria ser
interpretada literalmente. Se as testemunhas são símbolos para as igrejas, sua
ressurreição simboliza a vitória do testemunho cristão depois dum tempo de intensa
perseguição (6.9,10; 20.1-6).
Ver nota no v. 3.
* 11.15-19 O segundo ciclo de juízos
(8.2-11.19) termina com uma segunda descrição da segunda vinda, enfocando o
juízo final (v. 18) e o triunfo do governo de Deus como Rei (vs. 15,17).
* 11.19 o santuário de Deus. Ver nota em 4.2.
arca. A arca da
Aliança era o objeto mais santo do tabernáculo (Êx 25.10-22).
Geralmente era escondido da visão atrás das cortinas do tabernáculo. A
revelação deste objeto mais oculto significa que Deus
tem revelado sua glória, tanto a glória de sua lei (as palavras da aliança)
como de sua misericórdia (como simbolizada pela cobertura expiatória, chamada
de propiciatório).
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sergiovalentin