*          12.1-14.20  Este terceiro ciclo de visões consiste basicamente de histórias de personagens simbólicos chaves:  o dragão, a mulher, a besta, o falso profeta, os 144.000,  mensageiros angelicais e o Filho do homem (Introdução:  Esboço).  Diferentemente dos ciclos dos sete selos (5.1-8.1) e sete trombetas (8.2-11.19), estas visões não apresentam numeração explícita.  Mas, semelhantemente aos ciclos anteriores, elas conduzem à uma visão da segunda vinda (14.14-20). Os dois ciclos anteriores centraram-se nos juízos vindos do trono de Deus. Este ciclo retrata em profundidade a natureza do conflito espiritual. Aparecem personagens em forma simbólica para representar as forças dos dois lados de uma batalha cósmica espiritual.

 

Deus mesmo já foi revelado nos caps. 4 e 5. Em oposição a Deus, estão Satanás (o dragão) e seus agentes, a besta (13.1-10) e o falso profeta (13.11-18;  16.13).  No lado de Deus, está seu povo, retratado como uma mulher portadora de luz  (12.1-6,13-17) e como uma multidão casta, contada e protegida (14.1-5).  Estes dois quadros complementares mostram os santos na sua capacidade de testemunhas da luz de Deus e como separados das corrupções do mundo.  Assim os santos são exortados a permanecerem fiéis a Cristo em resposta à perseguição da besta, e a permanecerem puros em resistência à sedução da meretriz (Introdução:  Características e Temas:  Conteúdo).  Os quadros simbólicos mostram os dois lados destituídos de toda inconsistência e confusão para expressar claramente a natureza da batalha espiritual (Ef 6.10-20).  O conflito presente será seguido pela paz de 21.1-22.5, quando acontece o cumprimento dos planos de Deus.

 

*          12.1  uma mulher.  A imagem traz à memória o sonho de José (Gn 37.9,10) e o quadro de Jerusalém dando à luz ao Messias e seus remanescentes (Is 54.1-4;  66.7-13;  Mq 5.3). Estão em foco os santos do Antigo Testamento coletivamente. Maria, mãe de Jesus, está inclusa no grupo, mas somente como um importante membro do todo. A última história  mostra que os santos do Novo Testamento também estão incluídos (vs. 13.17). O caráter resplandecente da mulher prefigura a glória da nova Jerusalém (21.11,22-27). Nos seus privilégios, a igreja participa agora já das bênçãos futuras. Mas ela ainda é fustigada por Satanás (caps. 12-14, nota).

 

*          12.3  um dragão, grande, vermelho.  Este personagem é identificado como Satanás, o diabo, no v. 9.  A imagem do dragão retrata Satanás no seu monstruoso poder e grande inimizade contra Deus.  Satanás se opôs constantemente aos planos de Deus e foi repetidamente derrotado  nos grandes atos do poder salvífico de Deus (Gn 3.1,15;  Sl 74.13,14;  Is 27.1;  51.9,10;  Ez 29.3;  Lc 10.18;  11.14-23;  Jo 12.31;  Cl 2.15).  Ele se levanta contra o Messias (vs. 4 e 5) e seus servos (v. 17), mas finalmente será entregue à punição eterna (20.10).

 

*          12.5  um filho varão.  Em cumprimento a Mq 5.3, Cristo nasceu e seu governo triunfante será estabelecido sobre as nações, como foi afirmado por sua ressurreição e ascensão.

 

*          12.6  Deus promete proteção à igreja perseguida. Ver nota em 11.2 sobre os 1.260 dias.

 

*          12.7-12  A vitória de Cristo (v. 5) resulta em conseqüências assoladoras, começando pela expulsão de Satanás por Miguel, que está funcionando como agente de Cristo.  A passagem não fala da queda de Satanás na época da criação mas da sua derrota na crucificação e ressurreição de Cristo (v. 12;  Jo 12.31; Cl 2.15).

 

*          12.13-17  Tendo falhado em destruir Cristo (vs. 4 e 5), o dragão tenta destruir o povo de Cristo. Usa sua boca, representando engano (vs. 15, 9;  2Ts 2.9,10).  Quando o engano falha, ele empreende com poder perseguidor (12.17-13.10).

 

*          12.14  um tempo, tempos e metade de um tempo.  Ver nota em 11.2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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