* 17.1-19.10 Aparece a
Babilônia meretriz, representando as seduções do mundo (17.4; 18.3; ver
Introdução: Características e Temas: Outros Aspectos). “Babilônia” provavelmente é um símbolo para a
cidade de Roma (17. 9 nota, 17.18) com sua
imoralidade. O paganismo transformou cada uma das cidades da Ásia Menor numa
pequena manifestação desta Babilônia. Participação econômica e social plenas (13.17) envolvia assistir a festas e
celebrações religiosas pagãs.
Esperava-se adoração ao imperador como expressão de lealdade
política. Pagãos chamavam cristãos de
ateus porque eles não adoravam os muitos deuses; chamavam-nos de detestadores
da humanidade porque se retraíam de formas comprometedoras de vida social (1Pe
2.12; 4.3,4). Como reação a esta pressão, alguns cristãos
professos argumentavam que a participação de festas idólatras e imoralidade
sexual era aceitável (2.12,20; 1Co 6.12-20). A mulher Jezabel
de 2.20-23 era sedudora principal. Sua atividade é generalizada e mais
profundamente simbolizada na meretriz Babilônia (2.21,22; cf. 17.2).
Poucos
intérpretes preferem identificar Babilônia, “a grande meretriz”, com
Jerusalém. Recusando-se
aceitar o Messias, Jerusalém tornou-se prostituta na simbologia do Antigo Testamento
(Is 1.21; Ez
16; 23; Os 2; cf. Lc
11.47-51; 21.9-18). Mas Jerusalém era
apenas um exemplo de uma sociedade que afastava pessoas do verdadeiro
culto. A antiga Babilônia era outro
exemplo. Apocalipse utiliza a linguagem das condenações proféticas de Babilônia
e Tiro (Jr 50 e 51; Ez 27). Cidades modernas com suas falsas religiões e
exploração sexual também são tipos de Babilônia. Portanto, o simbolismo de
Babilônia representa várias situações históricas, inclusive a manifestação
final e culminante desta “Babilônia” imediatamente anterior à segunda vinda.
Quando a
destruição do falso culto é completa (17.1-18.24), os verdadeiros adoradores, a
noiva do Cordeiro, se sobressaem no seu esplendor e alegria (19.1-10).
* 17.3 em espírito. Ver nota em 1.10.
besta escarlate. Esta meretriz monta em uma horrível
besta, evidentemente a mesma de 13.1-10.
A besta, representando o império romano, sustenta a cidade de Roma na
idolatria luxuosa. Ela também espalha as
práticas de Roma por todo o império. Ocasionalmente, porém, a besta volta
contra a meretriz e a destrói (vs. 16,17). Os poderes vorazes do governo e das
legiões romanas destroem a prosperidade, e eventualmente as forças militares
das tribos circunvizinhas destroem completamente a cidade de Roma. Pode-se generalizar a lição dos tempos
romanos: estados
idólatras acabam destruindo os próprios poderes, riquezas, privilégios e o povo
que inicialmente sustentavam. Falsa
adoração é auto-destrutiva.
* 17.4 prostituição. Ver nota em
2.20.
* 17.7-18.24 Sete
mensagens de juízo sobre a Babilônia são arranjadas em grupos maiores: três mensagens angélicas de condenação
(17.7-18; 18.1-3; 18.4-8), três lamentos
de pessoas comprometidas com a Babilônia (18.9-10,11-17a, 17b-19) e um
pronunciamento final da sua queda permanente (18.21-24). Observe também as muitas referências a Jr 50
e 51 e Ez 27.
* 17.8 era e não é, está
para emergir. A descrição
é uma falsificação da soberania de Deus que é proclamada em 1.4,8; 4.8. “E não é” indica que a perseguição está
diminuindo mas ressurgirá com intensidade renovada no
futuro. A besta representa o modelo repetitivo de perseguição, como o
representaram as quatro bestas sucessivas de Dn 7
(13.2 nota).
livro da vida. Ver nota em 13.8.
* 17.9 sete montes. Roma foi
construída sobre sete montes ou colinas.
* 17.10 caíram cinco. Se Apocalipse foi escrito por volta
de 67 d.C., esses cinco podem ser os primeiros cinco imperadores romanos,
começando com Júlio César. O sexto é Nero, o imperador que estava no poder no
tempo em que foi escrito Apocalipse. Mas também pode ser o caso que cinco
simplesmente representa um número indefinido de
estados perseguidores do passado (tais como as bestas de Dn
7). A presença do sexto indica de forma simbólica que os cristãos estão
próximos do fim, mas não totalmente lá.
* 17.12 dez chifres. O número “dez” apareceu anteriormente no v. 7 e 13.1
bem como em Dn 7.7,24. Mas a besta de Apocalipse não pode
simplesmente ser identificada com a quarta besta de Daniel. Pelo contrário, ela é uma combinação de
características de todas as quatro bestas de Daniel. Em Apocalipse, os dez chifres são aliados
reais da besta. Considerando 16.12,14,16;
19.19; 20.8, pensa-se nos poderes
políticos além das fronteiras do império romano. Roma foi ocasionalmente
devastada por tribos bárbaras. Mas a
cena se configura além dos limites de Roma e abre um quadro da batalha final na
qual a besta recrutará ajuda em larga escala.
* 17.15 povos, multidões,
nações e línguas. Ver nota em
5.9.
* 17.16 odiarão a
meretriz. Ver nota em
17.1-19.10.
* 17.17 em seu coração
incutiu Deus. Em meio a
aflições, os santos são certificados que Deus está no controle até mesmo deste
conflito aterrador.
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face:
sergiovalentin