* 2.1-3.22 Ver nota
teológica “A Igreja Local”, índice. Cristo demonstra cuidado pelas igrejas por
dirigir-se a cada uma de acordo com suas necessidades, com encorajamento,
repreensão, exortação e promessa. Ele mostra conhecimento detalhado das mesmas (“conheço”).
Em todas as cartas há referências a circunstâncias ou tradições da própria
cidade, provavelmente incluindo algumas que não são mais reconhecidas. Ao mesmo
tempo, todas as igrejas são incluídas num chamado universal à fidelidade e
perseverança até que as promessas alcancem seu cumprimento na Jerusalém
celestial. Suas lutas contrastam com a paz e satisfação retratadas em
21.1-22.5. As exortações são reforçadas por uma alusão introdutória a alguns
elementos da majestosa visão de 1.12-20 e, portanto, contém significado
universal (1.4 nota).
Cada mensagem apresenta a mesma forma básica:
1. Destinatário: “Ao anjo da igreja... escreve”.
2. Identificação de Cristo, com retrospectiva à
sua majestade demonstrada em 1.12-20: “Estas coisas diz aquele”.
3. Reivindicação de conhecimento: “conheço”.
4. Avaliação: repreensões ou elogios.
5. Promessa ou ameaça: geralmente na forma verbal do futuro.
6. Promessa “ao vencedor”.
7. Exortação para ouvir: “Quem tem ouvidos”.
Observe que (6) e (7) podem ocorrer
na ordem inversa e (5) pode ser incluído em (4).
* 2.5 moverei... o teu candeeiro. A cidade de
Éfeso foi relocalizada por
causa da progressiva obstrução com lodo do rio Caister,
e foi “removida” de lugares antigos. De maneira analógica, Cristo ameaça remover
a igreja a menos que seu povo se arrependa.
* 2.6 nicolaítas. Um grupo herético, provavelmente
sustentando pontos de vista semelhantes ao ensino de Balaão
e Jezabel (vs. 14,20 notas).
* 2.7 Ao vencedor. A
participação em todos os aspectos da nova Jerusalém é prometida aos santos
fiéis, neste e nos versos paralelos referentes às outras igrejas (2.11, 17, 26;
3.5, 12, 21; 21.1—22.5).
árvore da vida. Ver nota em
22.2.
* 2.9
sinagoga de Satanás. A sinagoga judaica de Esmirna
era composta de judeus que haviam rejeitado a mensagem referente à vinda do
Messias. Embora confessassem
adorar Deus, sua oposição aos cristãos mostrava que na verdade estavam sob o poder das trevas satânicas (2Co
4.4).
* 2.10 Sê fiel. A cidade de Esmirna
gabava-se de fidelidade a Roma.
coroa da
vida. A deusa Cibele de Esmirna é retratada em moedas com uma coroa, seguindo o
modelo das muralhas da cidade. Dizia-se que as construções no
Monte Pagos de Esmirna se pareciam com uma
coroa. Em oposição a esses conceitos, Jesus promete dar a verdadeira coroa.
* 2.13 onde está o trono de
Satanás. Pérgamo possuía o
mais antigo templo na Ásia Menor dedicado à adoração do imperador.
* 2.14
Balaão. Balaão (Nm 22.5) deu conselho a Balaque, levando Israel a “prostituição” em Moabe (Nm 25.1-4). Outros
cristãos professos das sete igrejas, o exemplo de Jezebel
(v.20), entregaram-se a prazeres propostos por seu
ambiente pagão (17.1-19.10, nota).
* 2.15 nicolaítas. Ver nota no v. 6.
* 2.17 maná escondido. Talvez uma alusão ao maná
conservado no Santo dos Santos do tabernáculo (Êx 16.33-35; Hb 9.4).
Cristo promete nutrir o fiel com suprimento celestial infalível, alimento
espiritual (Jo 6.32-58).
* 2.18 bronze polido. Ou “metal”. Tiatira
possuía uma famosa associação de trabalhadores de bronze.
* 2.20 Jezabel.
Ver 1Rs 16.31;
19.1,2; 21.5-26; 2Rs 9.30-37. A
mulher de Tiatira é chamada Jezabel
porque, como a personagem do Antigo Testamento, seduziu pessoas à imoralidade
sexual e idolatria, duas formas principais de
indulgência na Ásia Menor pagã. Ver notas em 14.8 e 17.1-19.10.
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face:
sergiovalentin