T* 21.1-8 A voz de
Deus anuncia a descida da nova Jerusalém sob o pano de fundo de total
renovação: um novo céu e uma nova terra. Deus é o Alfa (1.8, nota), o
Criador. Seus propósitos foram expressos
desde o princípio. Ele é o Ômega, o consumador que leva os seus propósitos à
concretização final. A glória, o poder e a beleza de Deus presentes na esfera
do céu (cap. 4), agora são estendidos a todo o seu povo (v. 3). Mal e dor são abolidos na nova criação, em
contraste com a dor, o sofrimento e as lutas que acompanham os capítulos
anteriores de Apocalipse. As promessas
feitas aos vencedores agora
se cumprem (2.7 nota).
As visões
finais de Apocalipse se entrelaçam em uma bela unidade de inúmeros temas
bíblicos. Observe os temas da criação (v. 1), a cidade santa de Jerusalém, a
comunhão com Deus expressa na figura do casamento (v. 2), a habitação de Deus,
inclusive o tabernáculo e o templo (caps. 4 e 5 nota), os santos como povo exclusivo de Deus (v. 3), o fim
do sofrimento e da morte (v. 4), novos atos de salvação, confiabilidade da
palavra de Deus (v. 5), água da vida (v. 6), tornado-se filho de Deus (v. 7),
advertências a incrédulos e juízo (v. 8).
Geralmente
esses versículos são geralmente agrupados com 21.9-22.5. As duas passagens apresentam dois aspectos da
visão final da nova Jerusalém. Muitas
verdades são introduzidas nos vs. 1-8 que apareceram bem mais elaboradas e em
descrição mais visionária em 21.9-22.5. Mas os vs. 1-8 também apresentam
estreitas relações com 20.11-15. O juízo final de Deus, na verdade, possui dois
lados: o lado negativo (o juízo dos ímpios) é expresso em 20.11-15, enquanto
que o lado positivo (a recompensa para os justos) é expressa
aqui. Na mensagem negativa de 20.11-15, há uma nota positiva, o livro da vida
(20.15). Semelhantemente, na mensagem positiva dos vs. 1-8, há uma nota
negativa, o lago de fogo (v. 8). Esses versículos e 20.11-15 são cenas simétricas retratando juízo tanto negativa como
positivamente.
* 21.1 novo céu e nova
terra. Alguns tem
argumentado que o novo universo será um mundo totalmente novo sem
nenhuma relação com o antigo. Mas Is 65.17-25 e Rm
8.21-23 indicam que se tem em mente a transfiguração do mundo atual, semelhante
à maneira como nossos novos corpos serão transfigurados dos antigos (1Co 15.35-57). Todas as coisas são novas (v. 5). Isso mostra a profundidade da transfiguração.
O resultado, porém, é redenção e não simplesmente abolição das coisas antigas.
Ver nota teológica “O Céu”, índice.
* 21.6 água da vida. Ver nota em 22.1.
* 21.8 segunda morte. Ver nota em 20.14.
* 21.9-22.5 Agora o
quadro da nova Jerusalém se abre em detalhes. O lugar da habitação definitiva
dos santos é simultaneamente o cumprimento de revelações anteriores da aparição
de Deus em glória e o reinado na sua côrte celeste
(21.22,23; 22.1,3; cf. cap. 4), a cidade santa de Jerusalém
(21.10), o jardim do Éden (22.1-3), a noiva, companheira de casamento do Senhor
(21.9) e o templo como lugar de habitação de Deus (21.22,23). O personagem
central e a bênção principal da cidade são o próprio Deus e o Cordeiro
(21.22,23; 22.1-5).
A última revelação de Deus conduz a um clímax todas as revelações
anteriores. Ela completa o propósito de
Deus de reunir todas as coisas sob uma cabeça: Cristo (11.15; Ef 1.10).
Ela está em harmonia com a criação de todas as coisas por Cristo no princípio
(1.17; 4.11; Cl 1.15-17) e a redenção de todas as coisas
através e por meio de Cristo (5.9-14; Rm 11.36; Cl
1.18-20). Por causa da fluência do
caráter da figura, é prudente não fazer distinção rígida entre os habitantes da
cidade (os santos) e a cidade em si (santos unidos à criação glorificada).
* 21.9 noiva. Ver nota em 19.1-10.
* 21.10 em espírito. Ver nota em
1.10.
montanha. A montanha
no sentido do lugar especial de Deus encontrar-se com seres humanos, alude a 14.1; Êx 15.17;
19.1-25; Sl
48.1,2; 68.15,16; Ez 28.14; Mq 4.1,2; e outras passagens.
* 21.11 glória
de Deus. Intimamente associada à figura da luz, glória representa
majestade, admiração e beleza de Deus. Glória, tema relevante em 21.9-22.5, é
associada ao templo e à aparição de Deus no Antigo Testamento (vs. 22,23; 15.8; 22.5; Êx 16.10;
24.16,17; 40.34,35; Is 6.3;
40.3; 60.1,2,19,20; Hc 2.14; Zc 2.5; Jo 1.14). O esplendor celeste de Deus como visto no cap. 4 agora enche o novo mundo.
* 21.16 comprimento, largura
e altura. A cidade é
um cubo perfeito, o mesmo formato do Santo dos Santos do tabernáculo
e do templo. Toda a cidade é perfeita na arquitetura e tornou-se o lugar de
habitação mais íntimo de Deus (vs. 22,23; 22.4).
* 21.17 cento e quarenta e
quatro côvados. Isto é, doze vezes doze côvados. Todas as medidas da cidade mostram suas
associações com as doze tribos de Israel e os doze apóstolos (vs. 12,14).
“Doze” designa simbolicamente o povo de Deus.
* 21.19 toda espécie de
pedras preciosas. A lista de pedras preciosas mostra a beleza e o
esplendor da cidade e a maneira como ela reflete a beleza de Deus que enche a
cidade com sua glória (4.3). A lista também corresponde de certa maneira às
doze pedras preciosas do peitoral de Arão (Êx
28.15-21). As prerrogativas
anteriormente reservadas para o sumo sacerdote pertencem à
toda a cidade.
* 21.22 santuário. Ver nota nos caps. 4 e 5.
* 21.23 do
sol, nem da lua. Cumprimento de Is 60.19,20.
* 21.24 As nações. A
humanidade redimida em toda sua diversidade cultural (5.9, nota; Is 60.3-12).
glória. Ver Is
60.3-5; Ag 2.7-9.
* 21.25 portas nunca jamais
se fecharão. As portas de antigas cidades precisavam ser fechadas no caso
de ataque. Aqui se encontra o cumprimento de Is 60.11.
* 21.27 livro da vida. Ver nota em
13.8.
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face:
sergiovalentin