* 4.1-5.14 Deus
aparece numa bela cena de adoração como o Rei do céu e da terra. Está rodeado por côrtes
angelicais (1Rs 22.19; Jó
1.6; 2.1; Sl
89.6,7; Ez
1; Dn
7.9,10). Seu governo foi estabelecido na
criação (4.11), é exercido no panorama da história (6.1-22.5), é cumprido
através do Cordeiro (cap. 5;
22.1) e é celebrado com cânticos de louvor (1.6 nota). Apocalipse
é basicamente um livro sobre Deus e sua grandeza. Os segredos da história e da
batalha espiritual centram-se no próprio Deus. Todo o Universo destina-se a ser
preenchido com a glória (21.22,23), a bondade de Deus
(22.1-5) e com seu louvor (5.13).
Portanto, o modelo do desfecho da história é revelado aqui em resumo (Mt 6.10).
Quando
o povo de Deus é cercado por tentação ou perseguição, uma revelação do caráter
e da glória de Deus é o melhor remédio.
Seu poder garante a vitória final, sua justiça garante a defesa do
direito, sua bondade e magnificência garantem bênção e conforto. O sangue do Cordeiro demonstra que a redenção
já foi efetivamente realizada.
* 4.1 Sobe para aqui. Moisés subiu ao monte Sinai (Êx 19.3,20) e Paulo foi elevado ao céu (2Co
12.2) para receberem revelações especiais.
que deve
acontecer depois destas coisas. Ver nota em 1.19.
* 4.2 em espírito. Ver nota
em 1.10.
no céu um
trono. O governo
real de Deus é um tema fundamental do livro.
No Antigo Testamento, o tabernáculo (Êx 25-40) e o templo (1Rs 5-7; 2Cr
2-4) eram como um pálido reflexo (sombras) do lugar do trono de Deus no céu (Êx 25.40; Hb 8.5,6; 9.1-14). João vê o original celeste e não uma cópia
terrena. Apocalipse contém
apropriadamente muitas alusões ao templo (3.12; 7.15;
11.19; 14.15,17; 15.5—16.1;
16.17; 21.22) e aos componentes dentro dele.
Por exemplo, há lâmpadas (1.12; 4.5), seres viventes como querubins
(4.6-9), incenso e oração (5.8), cânticos de louvor como aqueles oferecidos
pelos cantores levitas no Antigo Testamento (4.8,11; 5.9-13; 1Cr 16), um sacrifício (5.6,9), a
arca da Aliança (11.19), o altar (11.1) e a côrte
externa (11.2).
no trono,
alguém sentado. Os detalhes da aparição de Deus não são descritos,
lembrando-nos que sua grandeza e glória sempre excedem a compreensão humana.
Ver nota em 1.12-20.
* 4.4 vinte e quatro
anciãos. Estes
ministros angelicais (7.13) são chamados aqui “anciãos” (grego “presbyteros”) por causa de sua sabedoria.
Como oficiais do gabinete de Deus, eles devem refletir a sabedoria divina que é
simbolizada pela idade (Dn 7.9). O termo “ancião” ou
“presbítero” também sugere uma analogia com os anciãos da igreja que servem na
terra; por isso, alguns sugeriram que os anciãos aqui são simplesmente uma
representação da igreja.
* 4.5 relâmpagos. Deus exibe seu poder de maneira
semelhante à sua auto-revelação no monte Sinai (Êx
19.16-19) e outras aparições divinas (8.5; 11.19; 16.18;
Sl 18.11-15;
Ez 1.4).
Ele lembra a igreja do poder de sua voz (1.10,15 e notas) e do abalo
final da criação ainda por acontecer (11.19; 21.1;
Hb 12.25-27).
sete tochas de
fogo. Ver nota em 1.12; cf. Zc 4.2,6. A luz sétupla do Espírito Santo é a luz original da qual o
sétuplo candeeiro de Êx 25.31-40 era uma figura. As
semelhanças com 1.12 sugerem que as sete igrejas, como um verdadeiro templo de
Deus, devem emitir luz, refletindo a própria presença
de Deus através do seu Espírito.
sete espíritos
de Deus. O Espírito
Santo (1.4 nota).
* 4.6 mar de vidro. Ver 15.2; Êx
24.10. Este quadro pode sugerir uma variedade de associações. O versículo
paralelo de 15.2 lembra as águas do mar Vermelho. A derrota de Faraó e o retorno das águas ao
seu lugar prefiguraram a vitória final de Deus sobre o mal (Is 51.9-11). Sendo
assim, o mar de vidro figura águas sujeitas ao poder
de Deus. Além disso, a extensão e beleza do mar semelhante a cristal, quando
unido às pedras preciosas do v. 3 e 21.18-21, sugerem a magnificência e
preciosidade do trono de Deus. Os
números paralelos com o templo noutro lugar (4.2) podem sugerir que este mar é
o correlativo celeste ao mar do templo de Salomão (1Rs
7.23-25). Por último, o quadro da água celeste pode sugerir que Deus fornece
fielmente água do céu (Dt 11.11). É coerente com o estilo de Apocalipse
interligar uma série de imagens do Antigo Testamento.
quatro seres
viventes. Estes
ministros angelicais de Deus lembram os seres viventes ou querubim de Ez 1 e 10 e o serafim de Is 6.
Eles são guardiões e carregadores do trono de Deus, como em Gn
3.24; Êx 25.17-22; Sl 18.10; 1Cr 28.18.
* 4.11 Os servos
de Deus apresentam, como resposta apropriada, cânticos de louvor à glória e aos
feitos divinos (1.6 nota; Êx 15.11; Is 6.3).
tu
criaste. O louvor e
as imagens do cap. 4 centram-se na criação, afirmando a soberania de Deus sobre
o Universo (1.8 nota).
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face:
sergiovalentin