* 5.1-14 João
reconta no caps. 4 e 5 (caps. 4; 5, nota) duas partes duma única magnífica
visão da glória de Deus. Um segundo ato
dramático da visão é introduzido em 5.1. A ação transfere o foco da criação em
4.11 para a redenção e restauração. Os propósitos da redenção e governo de Deus
somente podem ser realizados através daquele que é imcomparavelmente
digno — Jesus Cristo. Ele é simultaneamente o Leão feroz da tribo de Judá,
lutando contra os inimigos de Deus (17.14; 19.11-21), e o manso Cordeiro que foi
morto, aquele que comprou seu povo com o sangue de seu sacrifício de expiação
(vs. 9,10). Somente Deus na plenitude de sua trindade pode cumprir estes
grandes propósitos. Observe a presença do Pai (“daquele que estava sentado no
trono”, vs. 1,7), do Filho (“Cordeiro”, vs. 6,7) e do Espírito de Deus (v. 6; 1.4, nota), que é os
chifres e olhos do Cordeiro.
Este
capítulo constitui a cena introdutória do primeiro ciclo de juízos que conduzem
à segunda vinda de Cristo (Introdução: Esboço). O Cordeiro e o livro selado são
apresentados. A abertura dos selos em 6.1-8.1 aciona uma série de juízos que se
originam no trono e propósito de Deus e acabam na sua manifestação final como
Juiz. Ver notas em 6.12-17 e 8.1.
* 5.1 livro. O livro pode representar várias
coisas: a aliança de Deus, sua lei, suas promessas, seus planos ou talvez uma
vontade legal. O estreito paralelismo com Dn 12.4
torna possível que o livro seja celeste, contendo o plano de Deus e o destino
do mundo. A abertura do livro significa a realização das coisas pertencentes
aos propósitos de Deus. João chora (v.
4) porque anseia pela realização dos propósitos de Deus (Mt 6.10) e porque percebe a dificuldade de como eles
se realizarão. No entanto, através do
sacrifício decisivo de Cristo, uma multidão é redimida (v. 9) e os propósitos
do êxodo e do domínio original do homem finalmente são cumpridos (v. 10).
* 5.6 como tendo sido
morto. “Como” é
usado porque o Cordeiro foi morto, mas agora está vivo “pelos séculos dos
séculos” (1.18). Os propósitos de Deus para a história podem se concretizar
somente com base na morte e ressurreição de Cristo.
sete chifres. Chifres
freqüentemente representam poder (Sl 89.17; 92.10; Dn 7.8;
8.3). Neste caso, representam o poder do Espírito de Cristo pleno
de vida eterna (Jo 3.34; Rm
8.11; 1Co 15.45).
sete espíritos
de Deus. Ver nota em 1.4.
* 5.9 toda tribo, língua,
povo e nação. Na batalha
espiritual, tanto Deus como Satanás reivindicam
fidelidade em escala universal (7.9;
10.11; 11.9; 12.5;
13.7; 14.6,8; 15.4; 17.15; 18.3;
19.15; 20.3). Através do mérito e poder do sacrifício de
Cristo, os propósitos de Deus serão realizados, cumprindo a promessa feita a
Abraão de abençoar todas as nações (7.9-17; 21.24-27; Gn 12.3; 22.18;
Is 60.1-5).
* 5.10 reino e sacerdotes. Ver nota em 1.6.
* 5.11-14 Louvores
que começaram nos círculos internos da adoração ao redor do trono agora se
expandem até encherem o Universo.
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sergiovalentin