*          6.1-8.1  Juízos de Deus se desdobram na medida que um por um dos sete selos são abertos. A participação do Cordeiro nos lembra que tais juízos são baseados nas suas incomparáveis qualificações e realizações (cap. 5). Em uma estrutura solene, 5.1-8.1 corre em paralelo a 8.2-11.19. Cada um possui uma cena de abertura, introduzindo a origem dos juízos (cap. 5;  8.2-6). Seguem-se seis juízos (cap. 6; 8.7-9.21). Um dramático interlúdio promete cuidado ao povo de Deus (cap. 7; 10.1-11.14). O sétimo e culminante juízo segue o interlúdio (8.1;  11.15-19;  Introdução:  Esboço). Os sete juízos avançam em direção à segunda vinda, que acontece em 6.12-17 e 11.15-19.  Os primeiros quatro dos sete juízos contêm uma unidade interna. Os quatro seres viventes de 4.6 e os quatro cavaleiros de Zc 1.8 são refletidos em 6.1-8.  As quatro partes principais do mundo (terra seca, mar, água doce e céu) são abordadas em 8.7-12.

 

*          6.1-8.  Os quatro cavaleiros representam conquista, guerra, fome e morte.  Estas calamidades caracterizam um período indefinido antes da segunda vinda (Mc 13.6-8). Tais coisas aconteceram nos tumultos do império romano, e podem ser esperadas agora e antes da segunda vinda. As imagens dão margem a  múltiplas aplicações no decorrer da história da igreja (Introdução:  Dificuldades de Interpretação). As sete igrejas foram exortadas a colocar sua confiança, não na paz e prosperidade supostamente alcançadas pelo governo romano, mas em Deus e suas promessas de um novo mundo (2.17;  3.12;  21.4). Quando aconteceram tumultos, elas foram certificadas que o Cordeiro ainda estava no controle — na verdade, os tumultos provinham de sua dignidade de quebrar os selos e da voz das criaturas viventes. Tais juízos representavam a mão disciplinadora de Deus sobre um mundo rebelde (9.20,21). Os santos serão guardados em meio a essas tribulações (cap. 7).  Eles foram selados como uma marca de propriedade e proteção (7.1-10;  9.4) e lhes será dado descanso perfeito no final (7.15-17). Tais promessas se aplicam tanto aos santos no decurso do tempo da igreja quanto às sete igrejas.

 

*          6.2  cavalo branco.  Baseados nas semelhanças com 19.11, alguns pensam que aqui aparece Cristo, conquistando através do evangelho. É mais provável que o cavalo branco simboliza conquista em forma de calamidade terrena.  Assim a calamidade dos vs. 1 e 2 é paralela às calamidades dos vs. 3-8 (6.1-8.1, nota).

 

*          6.6  Uma medida de trigo.   Haverá fome tão severa que o salário de um trabalhador  se destinará somente à alimentação.  Famílias terão que comprar cevada, cereal de qualidade inferior.  Azeite e vinho são poupados, talvez uma indicação que os ricos ainda serão capazes de usufrui-los.

 

*          6.9-11  Santos martirizados clamam por justiça, não por causa de desejos egoístas, mas em harmonia com a justiça do trono de Deus (v. 10).  Eles desejam ver a justiça de Deus plenamente manifesta.

 

*          6.10  dos que habitam sobre a terra?  Apocalipse mostra que a humanidade consiste de dois grupos: o povo de Deus cuja cidadania está no céu (Fp 3.20) e, em oposição a estes, os habitantes rebeldes da terra (v. 15;  8.13;  11.10;  13.3,8,12,14; 17.2,8).

 

*          6.12-17  Todos os habitantes da terra e o próprio Universo criado provarão o juízo de Deus.  Estes versículos apresentam a primeira das sete descrições de Apocalipse de eventos associados à segunda vinda (Introdução:  Características e Temas:  Forma Literária).  Em Lc 21.25-27 e Mc 13.24-26, a vinda do Filho do homem acontece imediatamente depois de fenômenos incomuns envolvendo sol, lua e  estrelas. A menção de sete tipos de pessoas (v. 15) sugere juízo total, como também faz a caracterização do “Grande Dia da ira” (vs. 16 e 17).  Assim este mundo será tão profundamente abalado, os santos devem colocar sua esperança em Deus (Lc 12.32-34; 1Co 7.29-31; Hb 12.25-29). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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