* 8.1 silêncio no
céu. O próximo evento após
6.12-17 parece muito naturalmente ser o aparecimento do próprio Cristo como
último guerreiro e juiz (Mc 13.24-26). O silêncio pode indicar que o céu está
em reverência perante sua presença (Hc
2.20; Zc 1.7).
Neste momento, João não recebe um quadro mais pleno que desvende os eventos do
juízo final e da restauração. Essa
reserva mantém o interesse do leitor para ciclos de juízo posteriores.
* 8.2-11.19 Sete anjos
tocam sete trombetas. As trombetas acionam sete juízos conduzindo à segunda
vinda. As trombetas formam o segundo de vários ciclos que retratam de vários
ângulos o governo de Deus sobre a história.
Quanto à estrutura destes juízos, ver nota de 6.1-8.1. Semelhante às
trombetas usadas na batalha de Jericó (Js 6), essas trombetas conduzem à queda da cidade mundana
(11.8, nota; 11.13). Com a sétima
trombeta chega a vitória total de Deus. As pragas da trombeta lembram as pragas do
Egito, significando os juízos de Deus sobre poderes idólatras.
Os sete selos começam com anúncios
de cavaleiros encarregados de trazer calamidades (6.1-8, nota). Em contraste, as sete trombetas contêm
descrições das calamidades em si. A intensidade do juízo cresceu. Porém, ainda outras coisas estão guardadas: a
maioria das pragas das trombetas cai sobre um terço do povo ou da terra, e não
sobre todos; a
praga de gafanhotos de 9.1-12 termina depois de cinco meses; algumas pessoas
sobrevivem ao colapso da cidade em 11.13. Em contraste, os últimos juízos com
as taças (15.1-16.21) são profundamente devastadores.
* 8.2-6 Os juízos
das trombetas provêm dos anjos de Deus que estão perante o seu trono (v. 2). A
visão dos caps. 4 e 5 persiste como ponto de apoio
para este novo ciclo de visões. Semelhante aos juízos dos selos de 6.1-8.1,
esses juízos são executados de acordo com o plano de Deus e suas ordens. As
orações dos santos desempenham
parte importante na origem dos juízos (vs. 3 e 4).
* 8.7-12 As pragas
das primeiras quatro trombetas atingem as quatro partes maiores da criação:
terra, mar, água doce e céu. As primeiras quatro taças afetam as mesmas quatro
partes (16.1-9). No período da igreja primitiva, estas visões se cumpriram
tanto através de calamidades naturais como através de calamidades espirituais
análogas, afligindo as almas dos perversos. Nessa espécie de imagens
apocalípticas, um tipo de calamidade pode representar o outro. Os princípios
gerais podem ser aplicados de maneira mais ampla. Tanto seres humanos como o
mundo natural sofrem pressão até o tempo da renovação final (Rm 8.18-25). A
segunda vinda é acompanhada pela destruição (purificação) final do Universo
natural e pelo juízo dos seres humanos (2Pe 3.10,12).
* 8.7
saraiva e fogo. Paralelo a Êx 9.23,24.
* 8.8
sangue. Paralelo a Êx 7.14-24.
* 8.12
escurecesse. Paralelo a Êx 10.21-23.
* 8.13 Ai! Começo típico de um oráculo
profético (p.ex., Am
5.18; 6.1). As últimas três trombetas estão agrupadas
como três ais (9.12; 11.14). Essas três pragas diferenciam claramente os
justos dos perversos, como se verificou nas antigas pragas egípcias.
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face:
sergiovalentin