*          9.1-12  O toque da trombeta aciona um terrível exército de gafanhotos, energizados por forças demoníacas (vs. 1 e 2). A imagem provém de Êx 10.13-15 e Jl 2.1-11, onde uma praga literal de gafanhotos prefigura um juízo ainda mais devastador, procedente dum exército divinamente enviado (Jl 2.11).  Seus poderes aterrorizantes somente se comparam aos das bestas (13.1-10).  Esses monstros infernais atacam apenas os perversos, não os santos (v. 4).

 

            Os perversos sofrem as vezes até mesmo nesta vida como uma amostragem da sua punição final (20.11-15). De acordo com intérpretes idealistas (Introdução:  Dificuldades de Interpretação), a visão retrata a auto derrota e a natureza sofredora da perversidade na alma humana.  Poderes do abismo não atacam os santos mas somente os perversos.  Historicistas geralmente entenderam a visão como um retrato da conquista islâmica da Europa Ocidental degenerada (612-762 d.C.), mas tal aplicação seria apenas uma personifição do princípio, e imperfeita, por sinal. Futuristas entendem a visão como uma praga sobrenatural de espíritos demoníacos a ser solta sobre a terra pouco antes da segunda vinda. O princípio fundamental é o mesmo em todas as interpretações, e são possíveis múltiplas aplicações do princípio.

 

*          9.5  cinco meses. Um enxame normal de gafanhotos avançaria depois de alguns dias. Este enxame demoníaco fica parado todo tempo durante o qual gafanhotos possam ser vistos.

 

*          9.11 Apoliom.  Hebraico Abanddon e grego Apollyon  ambos significam “destruidor”.  Talvez se trate de uma alusão irônica a Nero ou Domiciano.  Ambos se consideravam semelhantes ao deus grego Apolo.

 

*          9.13-21  O império romano temia um ataque dos partos dalém do Eufrates (v. 14), a fronteira leste do império. Mas todos esses temores são minimizados pelo que Apocalipse retrata. Ameaças externas experimentadas pelo império romano prenunciam o dia final da batalha cósmica (16.14). Os acontecimentos destes versículos são semelhantes àqueles de 16.14, mas as conseqüências são menos severas, deixando tempo para arrependimento (vs. 18-21).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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