*          19.1 regiões mais altas. Quando tinha encerrado seu ministério na Galácia frígia (18.23), Paulo continuou em direção oeste por terra, através da região de Colossos, Laodicéia e Hierápolis (Cl 4.13) no vale de Lico, e finalmente chegou a Éfeso. Aqui ele ministrou por cerca de três anos (vs. 8,10), de 53 d.C. a 56 d.C.

 

Éfeso. Capital da província romana da Ásia, Éfeso tinha sido fundada cerca do século XII a.C. por Jônios de Atenas. Tornou-se uma grande potência comercial, mas sua prosperidade econômica declinou, principalmente porque a erosão invadiu o rio causando aluvião e entupimento do porto. A cidade devia sua riqueza e prestígio ao templo de Ártemis, construído em honra da deusa da fertilidade. A Éfeso dos tempos de Paulo tinha já passado do seu apogeu, mas era ainda um importante centro comercial e religioso.

 

 alguns discípulos. De acordo com o v.7,  “uns doze”.

 

*          19.2 Recebestes... o Espírito Santo. Como seguidores de João Batista, estes crentes não tinham sido instruídos a respeito da vinda do Espírito. Note-se que todas as categorias de pessoas recebiam o batismo do Espirito Santo: judeus, gregos tementes a Deus, samaritanos e gentios.

 

*          19.4 batismo de arrependimento... que vinha depois dele... Jesus. O batismo de arrependimento de João (Mc 1.4; Lc 3.3) era direcionado para o arrependimento de pecados,  aguardando ansiosamente a obra redentora de Jesus.

 

*          19.6 falavam em línguas... profetizavam. A experiência que os gentios de Éfeso tiveram quando receberam o Espírito Santo  é paralela àquela dos judeus (2.4,11), dos samaritanos (8.14-17) e dos gentios tementes a Deus (10.44-46). Este episódio é uma extensão da experiência do Pentecoste para ainda um outro grupo de pessoas (v.2, nota). “Profetizavam”, nesta passagem,  pode ser equivalente a “falar... as grandezas de Deus” (2.11), ou falando e “engrandecendo a Deus” (10.46).

 

*          19.9 escola de Tirano. Nada além é sabido acerca de Tirano. Alguns manuscritos acrescentam “da quinta à décima hora” (das onze da manhã às quatro da tarde). Pode ser que Tirano usasse  a sala nas horas frescas da manhã, e a cedesse a Paulo para o resto do dia.

 

*          19.10 Ásia. A província romana na parte oeste da Ásia Menor. Como resultado deste ensinamento, grupos de crentes foram formados em diversos lugares (Cl 4.13,16; Ap 2; 3).

 

*          19.12  lenços e aventais do seu uso pessoal. Isto é, agasalhos ou aventais de trabalho que Paulo usava  enquanto trabalhava fazendo tendas ou toldos (18.3).

 

aos enfermos. Isto não foi da iniciativa de Paulo; por causa de seu passado religioso pagão, os efésios estavam acostumados a empregar meios supersticiosos (v.19). Deus ajustou sua obra de graça à ignorância deles.

 

*          19.13 espíritos malignos. Nos tempos antigos era prática comum usar nomes mágicos para expulsar maus espíritos. Uns judeus em Éfeso pretendiam  “invocar o nome do Senhor Jesus” sobre aqueles que estavam possessos, tentando imitar o que Paulo fazia (v.12; 16.18).

 

*          19.19 seus livros. Estes eram pergaminhos com os nomes e encantamentos usados em suas mágicas.

 

*          19.23 do Caminho. Ver nota em 9.2.

 

*          19.24 ourives... Demétrio. Uma importante agremiação de ourives tinha se desenvolvido em Éfeso por causa do grande número de peregrinos religiosos. Os peregrinos vinham adorar a deusa Diana (Ártemis em grego) que era retratada por uma famosa estátua em Éfeso como uma deusa da fertilidade com muitos seios. Sua suposta imagem, que tinha alegadamente caído de “Zeus” (v.35) era provavelmente um meteorito que o povo tinha começado a adorar. O templo de Ártemis era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não só era o objeto de peregrinação religiosa, mas era também um repositório bancário. Fazer santuários e imagens de prata da deusa era um importante negócio.

 

*          19.27 templo da grande deusa, Diana. O templo jônico arcaico de Diana media 67 por 130 m, com 127 colunas de mármore,  tendo cada uma 19 m de altura. As bases inferiores das 36 colunas do lado oeste eram esculpidas com relevos. A estátua da deusa era exposta numa sala interna do templo.

 

*          19.32 assembléia. A palavra grega ekklesia é usada aqui e nos vs. 39 e 41 referindo-se a uma assembléia secular de pessoas (5.11, nota).

 

*          19.37 não são sacrílegos, nem blasfemam contra a nossa deusa. Estas eram acusações comuns de gentios contra judeus e cristãos judeus (Josefo, Antigüidades, 4.207; Contra Ápio, 2.237).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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