*          21.1 Cós... Rodes... Pátara.  Eles navegaram numa rota direta através das ilhas fora da costa da Ásia Menor, até o porto de Pátara. A pequena ilha de Cós era um estado livre na província da Ásia. Rodes, a capital no extremo norte da ilha de Rodes, era famosa e próspera  no período grego anterior. Pátara, um porto na costa sudoeste da Ásia Menor, foi um importante porto para navios antigos que velejavam pelo Mediterrâneo oriental, fazendob assim com que a Síria, a Palestina e o Egito tivessem contato com a Ásia Menor, a Macedônia e a Acaia.

 

*          21.2 Fenícia.  A Síria controlava a Fenícia no período romano.

 

*          21.3 Tiro.  Este porto, famoso nos tempos do Antigo Testamento, e conquistado por Alexandre Magno, ficava cerca de 660 km a sudoeste de Pátara, uma viagem por mar de cerca de cinco dias.

 

*          21.4 movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi  através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisão e aflições (20.23) e em resposta a esta revelação eles tentaram persuadir Paulo “que não fosse a Jerusalém” (cf. vs. 11,12).

 

*          21.7 Ptolemaida.  Um porto 40 km ao sul de Tiro, onde os navios desembarcavam sua carga.

 

*          21.8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes o Grande, era a capital provincial da Judéia. Ficava 52 km ao sul de Ptolemaida (10.1, nota).

 

Filipe... um dos sete.  Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo ao longo da costa palestina (cap. 8).

 

*          21.10 profeta chamado Ágabo. O mesmo Ágabo que quinze anos antes profetizara  a severa fome na Judéia e nas regiões vizinhas (11.27,28).

 

*          21.11 diz o Espírito Santo. No contexto dos apóstolos no século I, Ágabo, como um profeta, era guiado diretamente pelo Espírito para dar a mensagem inspirada de Deus.

 

*          21.15 subimos para Jerusalém.  O Pentecoste, quinqüagésimo dia após a Páscoa, estava se aproximando depressa (eles haviam passado pelo menos trinta e seis dias viajando de Filipos a Cesaréia, e passaram vários dias em Cesaréia) e Paulo queria estar em Jerusalém para essa festa.

 

*          21.20 zelosos da lei.  Milhares de judeus cristãos em Jerusalém observavam estritamente a lei mosaica. Enquanto muitos destes se ressentiam pelo fato de que aos gentios não era requerido observarem a lei cerimonial de Moisés (v. 25; 15.1-31), a acusação aqui era que Paulo estava encorajando os judeus a, do mesmo modo, abandonarem a lei (v.21). Tais acusações podem ter sido provocadas pelo fato de que o próprio Paulo não seguia a lei cerimonial judaica quando estava em companhia de gentios. Embora Paulo não tivesse objeção quanto aos judeus seguirem seus costumes ancestrais, ele se opôs a qualquer tentativa de fazer com que tal observância fosse, de algum modo, necessária para a salvação (Rm 14.1-8; Gl 5.2-6). Sempre cuidadoso para evitar ofensas desnecessárias, a flexibilidade de Paulo em tais matérias mostra que os interesses do evangelho estavam sempre em primeiro lugar em sua mente (1Co 9.19-23).

 

*          21.24 purifica-te... despesa.  Este era o voto nazireu (Nm 6.1-21) durante o qual o devoto deixava seu cabelo crescer. Quando o período do voto tivesse terminado, ele rapava o cabelo, dedicava-o ao Senhor e o queimava junto com o sacrifício para a oferta pacífica (Nm 6.18). Paulo pagou as despesas para quatro nazireus, foi com eles ao sacerdote para os sacrifícios, e participou dos ritos de purificação. Desta maneira, Paulo publicamente demonstrou que era um judeu cumpridor da lei.

 

*          21.37 Sabes o grego?  O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego; ele tinha pensado que Paulo fosse um judeu insurrecionista do Egito, que três anos antes tinha aparecido lá, alegando ser um profeta (Josefo, Guerras dos Judeus, 2.261-263).

 

*          21.38 sicários.  Lit. “homens de adaga”, nacionalistas judeus militantes.

 

*          21.40 na escada. Provavelmente as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes o Grande e assim chamada por causa de Marco Antonio) na beirada norte da plataforma do templo.

 

língua hebraica. Isto é, aramaico, como era comumente falado pelos judeus na Palestina, embora os sacerdotes e levitas soubessem também o hebraico. O grego era a língua comum do mundo romano e mediterrâneo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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