* 28.1 Malta. A antiga Malta (o nome significa “um lugar de refúgio”) foi
povoada pelos fenícios que chegaram ali cerca de 1000 a.C. Malta mede 13 por 29
km e está 96 km ao sul da Sicília e 256 km a nordeste de Cirene,
no norte da África.
* 28.3-5 Por terem sangue frio, as cobras
podem tornar-se rígidas e sem movimento no clima frio, e Paulo deve ter pego a serpente junto com os gravetos. Alguns sugerem
que a serpente não era venenosa, mas a palavra grega traduzida por “víbora” no
v.4, é usada para designar animais perigosos e cobras
venenosas, e há pouca razão para duvidar da identificação pelos ilhéus da cobra
como sendo venenosa.
* 28.6 mudando de parecer. Existe alguma ironia na reavaliação que os
ilhéus fizeram do caráter de Paulo — de um assassino destinado à
morte para o de um deus. Isto relembra
os eventos de Listra, onde primeiro o povo aclamou Paulo e Barnabé como deuses,
e então apedrejaram Paulo quase até à morte
(14.11-20).
* 28.7 homem principal... Públio. Otávio Augusto instalou um governador romano em Malta que, de acordo com
as inscrições, era o “principal homem sobre toda a municipalidade de Malta”.
Isto encaixa bem na descrição que Lucas faz de Públio
como sendo “o homem principal da ilha”. Públio
mostrou aos visitantes hospitalidade em sua
propriedade na ilha.
* 28.8 enfermo de disenteria... febre. A palavra grega sugere repetidos
ataques febris. A doença tem sido diagnosticada em tempos modernos como sendo
febre de Malta, causada pelo leite das cabras maltesas.
* 28.16 morar por sua conta... guardava. Sob prisão domiciliar, Paulo morava
em sua própria casa alugada. Ali ele podia receber seus amigos e ministrar para
grupos tais como os judeus romanos.
* 28.30,31 De 60 a 62 d.C.,
Paulo esteve sob prisão domiciliar pregando e ensinando a qualquer um
que quisesse ouvir. Seu assunto pode ser resumido como o reino de Deus e Jesus
Cristo. No final de Atos, Paulo ainda não tinha sido julgado perante Nero, como
o Senhor disse que iria acontecer (27.24). Parece que Paulo esperava ser inocentado
e solto (Fp 1.25; 2.24; Fm 22). Isto deve ter ocorrido antes de 64 d.C.,
quando Nero incendiou Roma e acusou os cristãos desse crime. Quando solto,
Paulo parece ter retomado seu ministério, indo até a Grécia (Nicópolis, Tt 3.12; Tessalônica, 2Tm 4.10), Creta (Tt 1.5), e Ásia Menor (Éfeso, 2Tm
1.18; 4.12; Trôade, 2Tm 4.13; Mileto, 2Tm 4.20).
Possivelmente ele foi até a Espanha (Rm 15.23,24,28) como o escrito do século I que 1 Clemente
parece indicar. Em cerca de 67 d.C. Paulo foi preso
novamente por Nero e executado. Em 2Tm 4.6-8, Paulo preve o fim de sua vida.
* 28.31 com toda a intrepidez, sem
impedimento algum.
Para Paulo, Lucas e todos que vieram depois, a mensagem sobre Jesus e o
glorioso reino de Deus devia ir em frente em triunfo.
-----------------------------------------------------------------------------