* 6.1 viúvas...
estavam sendo esquecidas. O Antigo
Testamento requeria cuidado pelos pobres e nescessitados
(Sl 9.18, nota). Esta solicitude é vista na ação
social que acontece em 2.44,45; 4.34-37. Aqui o velho problema da discriminação
tinha emergido: as viúvas dos judeus gregos (ou de fala grega) eram
consideradas forasteiras pelos judeus nativos e assim não estavam recebendo sua
porção na distribuição de alimentos, provavelmente derivada em parte da
generosa doação de 4.34-37.
* 6.2 os doze. Os doze
apóstolos incluindo Matias (1.26). Esta é uma mudança de “os onze” (1.26; 2.14;
Lc 24.9,33).
discípulos. A primeira
das várias vezes em que os crentes são chamados “discípulos” em Atos (p.ex.,
v.7; 9.1; 11.26; 13.52) Paulo não usa este termo para identificar cristãos.
a palavra de Deus. Nesta
organização inicial da igreja do Novo Testamento, dois ministérios estão
listados: o ministério da palavra e oração (v.4); e o ministério de satisfazer
as necessidades físicas do povo, tal como servir a mesa. O verbo grego é diakoneo (“servir”), do qual deriva a palavra “diácono”. Em
6.1 o respectivo substantivo é traduzido por “distribuição”, e no v.4 por “o
ministério”. O ofício de diácono, que pode ter tido seu começo aqui, é descrito
em 1Tm 3.8-13.
* 6.3 irmãos,
escolhei... sete homens. Os membros
da igreja elegeram os sete, e os apóstolos puseram-nos a parte (ordenaram) pela
oração e pela imposição de mãos (v.6).
cheios do Espírito e de sabedoria. Os dois
requisitos para um ministério de serviço, em todos os tempos, são obediência ao
Espírito e ação guiada pela sabedoria.
* 6.5 Estêvão... Nicolau. Todos os sete homens tinham nomes
gregos, que pode indicar o fato de serem eles judeus da dispersão, embora
muitos judeus palestinos também tivessem nomes gregos. Atributos são citados
para o primeiro e o último dos sete: para Estêvão
(“cheio de fé e do Espírito Santo”) que aparece em 6.8—7.60, e para Nicolau,
“prosélito de Antioquia”. Antioquia logo tornou-se um
centro de atividade missionária. O ministério posterior de
Filipe em Samaria e com o eunuco etíope estão
descritos no cap. 8.
* 6.8 Estêvão... fazia prodígios e grandes
sinais. Filipe, outro dos sete, também fez milagres mais tarde,
assim como os apóstolos que os haviam ordenado (8.6).
* 6.9
sinagoga... dos Libertos. Composta
de judeus libertos da escravidão, que neste caso eram de Cirene,
uma cidade bem conhecida do norte da África.
Cilícia. Uma
província romana da parte sudeste da Ásia Menor sendo Tarso (9.11,30; 11.25),
cidade natal de Paulo, uma de suas cidades principais.
Ásia. A província romana na parte oeste da
Turquia atual.
* 6.11
blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Embora à luz do evangelho ele
possa ter começado a expressar preocupação a respeito da observância vazia dos
detalhes técnicos da lei, Estêvão só dizia, como está
evidente no cap. 7, que Moisés, como Jesus, e como o próprio Estêvão, foi rejeitado pelo povo (7.35,39). Isto não
poderia ser tomado como blasfêmia contra Moisés e Deus.
* 6.13 contra o
lugar santo e contra a lei. Estêvão não falou contra o
templo, mas somente declarou que Deus não estava confinado a um templo terreno,
uma vez que o céu era seu lar e seu trono (7.48-50). Estêvão,
na realidade, sustentava a lei mosaica e o seu ensino, especialmente naquilo
que apontava para o Cristo vindouro (7.37,38).
* 6.14 Jesus, o
Nazareno, destruirá este lugar. A liderança judaica tinha ouvido a
mal interpretada citação de Jesus em Jo 2.19, mas não
há evidência de que Estêvão a tivesse conhecido ou
usado.
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