* 7.2 O Deus da
glória. Este título relembra a divina glória que Deus mostrou a seu
povo no tempo de Moisés: a coluna de nuvem (Êx 14.19;
16.10; Sl 105.39), a coluna de fogo (Êx 14.24), a glória do Senhor no monte (Êx
24.15-18; 2Co 3.7), e a glória sobre o tabernáculo (Êx 40.34,35; cf. Jo 1.14).
* 7.4 da terra
dos caldeus. Babilônia, na Mesopotâmia setentrional (moderno Iraque).
* 7.6
quatrocentos anos. Êx 12.40 traz “quatrocentos
e trinta anos”, mas Estêvão está falando em números
redondos, e pode ter estado seguindo o texto de Gn 15.13 que traz “quatrocentos anos”.
* 7.8 aliança
da circuncisão. Deus estabeleceu esta aliança com Abraão. Ele era o
pai de todo Israel, mas viveu séculos antes da vinda de Moisés. Moisés
instituiu os costumes que os adversários de Estêvão
tentavam proteger.
* 7.14 setenta
e cinco pessoas. O texto hebraico de Êx 1.5
traz “setenta”. Mas a tradução grega do Antigo Testamento, em que este sermão
está basicamente seguindo, e os fragmentos de Êxodo encontrados entre os
manuscritos do Mar Morto
diz “setenta e cinco”. A explicação dos setenta e cinco deve ser
encontrada nos cinco descendentes adicionais de José incluídos na tradução grega de Gn 46.20, onde
dois filhos de Manassés, dois filhos de Efraim, e um
neto de Efraim estão incluídos.
* 7.16 Siquém... no sepulcro que Abraão
ali comprara. Estêvão condensou os eventos
relativos às compras dos sepulcros dos patriarcas. Jacó foi enterrado na
caverna de Macpela em Hebrom
(Gn 50.13); e de acordo com Josefo
(Antigüidades 2.199) os irmãos de José foram enterrados em Hebrom. Os ossos de José, contudo, foram colocados na terra
que Jacó havia comprado dos filhos de Emor (Gn 33.19; 50.25; Êx 13.19; Js 24.32). Os ouvintes de Estêvão
sabiam que Jacó e seus filhos haviam sido enterrados em dois lugares diferentes
(Hebrom e Siquem). A
narrativa aqui é altamente condensada.
* 7.22 Moisés
foi educado em toda a ciência dos egípcios. Êx
2.10 declara que quando
Moisés cresceu, a ama (mãe de Moisés) levou-o para a filha de Faraó e ele
“tornou-se seu filho”, entendendo-se que na casa real lhe seria dada uma
completa educação egípcia. Dois estudiosos do primeiro século, o historiador Josefo e o filósofo Filo, contam do extensivo aprendizado
de Moisés.
* 7.38 na
congregação no deserto. “Congregação” traduz a palavra grega ekklesia (“igreja”, ver 5.11 nota).
o anjo que lhe falava no monte
Sinai. Embora Moisés tenha recebido a lei de Deus no Monte Sinai (Êx 20.1,21), os anjos tiveram alguma parte na sua
instituição (v. 53; Dt 33.2; Gl
3.19; Hb 2.2). A respeito do Anjo do Senhor, ver nota
em Gn 16.7 e Jz 2.1.
* 7.44 O tabernáculo do Testemunho. O tabernáculo do Antigo Testamento continha a arca da aliança
e as tábuas dos Dez Mandamentos, que eram chamadas de “o Testemunho”. Mais
adiante, representando a presença de Deus e seu poder vivificante estava a mesa dos pães consagrados (Êx
37.10-16; Hb 9.2), o candelabro de sete hastes (Êx 37.17-23; cf. Jo 8.12; Ap 1.12-18), e o altar de incenso (Êx
37.25-29), que simbolizavam as orações do povo de Deus subindo para o
onipresente Deus (Sl 141.2; Ap
8.3,4).
* 7.51 Homens
de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvidos. Eles não
ouviriam com o coração, e não obedeceriam ao Senhor e nem às Escrituras que Estêvão havia citado. Estas metáforas são figuras do Antigo
Testamento que significam teimosia e falta de regeneração espiritual (Êx 32.9; 33.3,5; Dt 9.6; 10.16;
30.6; Jr 4.4).
* 7.52 do
Justo. Um título usado para o Senhor Todo Poderoso (Is 24.16) e
para Jesus Cristo (22.14; 1Jo 2.1).
* 7.55 a glória
de Deus. O brilho da presença de Deus (Ap 15.8; 21.11,23).
que estava à sua direita. Normalmente
diz-se que Jesus está assentado à direita de Deus, porque sua obra estava
terminada (Rm 8.34; Cl 3.1; Hb
10.12), mas aqui ele está em pé para receber Estêvão
ou para defendê-lo. Nesta cena o Filho do Homem é ao mesmo tempo Juiz e
Advogado. Ver nota teológica
“O Reino Celestial de Jesus”, índice.
* 7.56 Eis que
vejo... o Filho do homem. A visão
que Estêvão teve do Filho do Homem no céu deve ter
recordado vividamente o Sinédrio que, quando eles
perguntaram a Jesus, “És
tu o Cristo?”, ele respondeu “Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à
direita do Todo-Poderoso, e vindo com as nuvens do céu” (Mc 14.61,62). Estêvão viu o mesmo Jesus sentado no céu à mão direita de Deus,
comprovando a verdade do que ele estava dizendo, e condenando o Sinédrio.
* 7.58 um jovem
chamado Saulo. Saulo, mais tarde chamado Paulo, era um fariseu, associado
com o Sinédrio (Fp 3.5).
Provavelmente ele foi um instigador do julgamento de Estêvão
(8.3; 9.1,2). Neste ponto Lucas introduz Saulo, a segunda grande figura deste
livro.
* 7.60 não lhes
imputes este pecado. Comparar com a declaração de Jesus em Lc 23.34.
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